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		<title>A Ponte dos Arcos &#8211; uma obra pioneira na engenharia nacional</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Sep 2010 14:53:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Património]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de várias vicissitudes, e com projecto desde 1945, a construção da Ponte dos Arcos teve início em 1950, a cargo da Junta Autónoma de Estradas. A obra, projectada pelo Engº Edgar Cardoso, técnico reputado da JAE que contribuiu fortemente para consagrar a engenharia portuguesa internacionalmente pela originalidade e vanguardismo dos seus estudos e projectos, ficaria nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/pontesdosarcosedgarcardoso.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4271" title="pontesdosarcosedgarcardoso" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/pontesdosarcosedgarcardoso-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a>Depois de várias vicissitudes, e com projecto desde 1945, a construção da <a href="http://www.alvalade.info/?p=1181"><span style="color: #993300;">Ponte dos Arcos</span></a> teve início em 1950, a cargo da Junta Autónoma de Estradas. A obra, projectada pelo Engº Edgar Cardoso, técnico reputado da JAE que contribuiu fortemente para consagrar a engenharia portuguesa internacionalmente pela originalidade e vanguardismo dos seus estudos e projectos, ficaria nos anais da engenharia nacional. O projecto da Ponte dos Arcos de Alvalade, desenvolvido pelo famoso Engenheiro das Pontes, como ficou conhecido Edgar Cardoso, com base em ensaios experimentais sobre um modelo reduzido elascimétrico da obra, algo inédito até então em Portugal, não teve inicialmente a aprovação do Douto Conselho Superior de Obras Públicas, mas a metodologia adoptada significaria o início de uma nova fase da técnica de projectar em Portugal, e esteve na base da criação do Laboratório de Engenharia Civil (LEC), actual Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), como se depreende das palavras do Ministro das Obras Públicas à época, José Frederico do Casal Ribeiro Ulrich, em 2 de Abril de 1947, quando empossou o primeiro director do LNEC, Prof. Eduardo Arantes e Oliveira: </p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Em 1945 foi presente ao Douto Conselho Superior de Obras Públicas o projecto de uma ponte de betão armado, cuja estrutura se baseava, parcialmente, em dados obtidos, por processos experimentais, pelo próprio autor do projecto. Não pôde o Conselho, porque o estudo em causa se não encontrava justificado com rigorosa observância das disposições regulamentares em vigor, emitir parecer favorável à sua aprovação, mas formulou o voto de ver criado um Laboratório oficial e legalizada a investigação experimental científica, nele realizada, no estudo de estruturas hiperestáticas, cujas solicitações em grande número dos casos não podem ser determinadas analiticamente. Foi desse voto que nasceu a ideia do Laboratório de Engenharia Civil&#8230;&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: justify;">A Ponte dos Arcos, ou a Ponte de Alvalade como a antiga e extinta Junta Autónoma de Estradas (JAE) a designa, é património destacado de Alvalade e uma referência importante na engenharia nacional que justifica integrar um roteiro e um guia com os principais monumentos da freguesia e respectiva ficha técnica. É também por aqui que passa a valorização da freguesia e da nossa herança cultural.</p>
<p style="text-align: justify;">                                                                                                                                                  _LPR</p>
<p style="text-align: justify;">Agradecimento: Ao Sr. Jorge Sequeira pela referência e reprodução bibliográfica.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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		<title>O cemitério</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Sep 2010 15:56:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O actual cemitério público foi construído por subscrição pública em 1854, num terreno chamado “Cerrado de S. Pedro”, porque o Príncipe dos Apóstolos tinha ali um cerrado aonde estava uma capela, sob a sua invocação, e que nesse tempo já não existia. Foi benzido pelo padre Bernardo António de Sousa, então pároco desta freguesia. Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/cemiterio.jpg"></a><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/cemiterio11.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4243" title="cemiterio1" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/cemiterio11-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>O actual cemitério público foi construído por subscrição pública em 1854, num terreno chamado “Cerrado de S. Pedro”, porque o Príncipe dos Apóstolos tinha ali um cerrado aonde estava uma capela, sob a sua invocação, e que nesse tempo já não existia. Foi benzido pelo padre Bernardo António de Sousa, então pároco desta freguesia. Não foi, então, utilizado, todo o terreno, mas tendo-se verificado que já era insuficiente para o movimento de óbitos, foi ampliado em 1942. Juntou-se-lhe o restante terreno que ficava do lado Sul. Com a vedação e a terraplanagem, gastaram-se cerca de vinte e dois contos. Foi a parte agora adicionada, benzida pelo padre José Guerreiro Horta, pároco de Santiago do Cacém e interino de Alvalade. À frente de um cortejo formado pelas crianças das escolas, professores, crianças da catequese e catequistas, autoridades e povo. O primeiro cadáver enterrado no terreno adicionado foi o de Isabel Batista Borges, de 74 anos, casada com o alfaiate Francisco Henriques, falecido em 18 de Julho. Em 1953, foi construído e colocado no cemitério desta vila (Alvalade) um portão de ferro. Ainda nesse ano foi também construída uma casa para o coveiro em parte do antigo Curral do Concelho.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes de 1854, os enterramentos eram feitos na igreja paroquial e no adro da mesma. Ainda hoje se vêm, no sobrado da igreja, os apainelados formados pelos taipais de madeira que indicavam os respectivos covais.                                           <strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Confrontações do cemitério:</p>
<p style="text-align: justify;"> - Nascente, com a estrada que vai da Rua de S. Pedro</p>
<p style="text-align: justify;">- Poente, com terras do Concelho desta Vila</p>
<p style="text-align: justify;">- Norte, com o cerrado do Beneficiado Inácio da Costa Galvão Godinho</p>
<p style="text-align: justify;">- Sul, com o cerrado das freiras que são filhas do Capitão Domingos Ribeiro de Lima.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>_Apontamentos do Padre Jorge de Oliveira (1865-1957), pároco de Alvalade entre 1908 e 1936, para uma monografia que não chegou a publicar.</strong></p>
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		<title>Rendeiros da Comenda de Alvalade</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 16:53:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em 1750 era rendeiro da Comenda Manuel Correia de Almeida. Em 1753 era rendeiro o Padre António da Silva Ripote, residente em Setúbal, que deu sociedade nos lucros ao lavrador Manuel Rodrigues Zarco, residente em Conqueiros, pelo espaço de 3 anos, terminando no dia de S. João de 1756 (Livro de Notas de 1752, fol.64 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/51.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2209" title="5" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/51-300x279.jpg" alt="" width="300" height="279" /></a>Em 1750 era rendeiro da Comenda Manuel Correia de Almeida. Em 1753 era rendeiro o Padre António da Silva Ripote, residente em Setúbal, que deu sociedade nos lucros ao lavrador Manuel Rodrigues Zarco, residente em Conqueiros, pelo espaço de 3 anos, terminando no dia de S. João de 1756 (Livro de Notas de 1752, fol.64 V e 65). O mesmo rendeiro, Padre Ripote, deu de arrendamento em 7 de Agosto de 1753 a Miguel Gonçalves, morador na Herdade da Ameira, em S. Francisco de Serra, termo de Santiago do Cacém, por 3 anos, pela quantia de 220$00, cada ano, “todas as meúnças, excepto o ramo dos enxames, mel e cera, e o principal de trigo, centeio e cevada, porque estas coisas sempre as quer ele, dito Padre Ripote, para si, para as cobrar e administrar” porém tudo o mais pertence às meúnças da dita Comenda, arrenda. Assinaram: o tabelião, Escrivão da Câmara Timóteo Santiago de Matos, Padre António da Silva Ripote e o rendeiro assinou de cruz (Lº de Notas de 1752 a 1755. fols.62 Vº). Em 1758, era rendeiro da comenda Manuel Correia de Almeida e seu sócio António Martins dos Santos. Em 1831, era rendeiro Dionísio José Farelo.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo o Pe. Cardoso, em 1747 no seu Dicionário Geográfico, os territórios da Comenda era limitados:</p>
<p style="text-align: justify;">“Tem seu termo, que parte com a vila de Panoyas pelo Nascente, e o mesmo com as vilas de Messejana e Aljustrel, e pelo Poente (deve ser Norte) com as vilas de Ferreira e Torrão, e pelo Oriente com as vilas de Santiago do Cacém, Grândola (Grândola fica a NW). Tem uma companhia de ordenanças, governa-se por dois juízes ordinários, três vereadores, um procurador do concelho, escrivão da câmara, juiz dos órfãos, com um escrivão, dois tabeliães e um alcaide, cujos ofícios faz o ouvidor da comarca de três em três anos, e em cada ano sai seu pelouro fechado e nele a justiça nossa para governo da Vila e seu termo”.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1827, o visitador da Ordem recomenda aos rendeiros da Comenda o pagamento integral das congruas aos párocos, visto serem remissos em o fazer.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>_Apontamentos do Padre Jorge de Oliveira (1865-1957, pároco de Alvalade entre 1908 e 1936, para uma monografia que não chegou a publicar.</strong></p>
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		<title>Pelos trilhos do património natural e paisagístico</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 15:57:37 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Diversos]]></category>
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		<description><![CDATA[O património natural e paisagístico que aqui se mostra bem preservado, fazem de Alvalade um local privilegiado de refúgio e contemplação da natureza. Em Alvalade respira-se o ar puro e tranquilo do Alentejo. Nas várzeas dos vales do Sado e de Campilhas encontram-se as terras mais férteis da freguesia. São terras generosas, com História, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/pingueladosCoitos.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4205" title="pingueladosCoitos" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/pingueladosCoitos-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>O património natural e paisagístico que aqui se mostra bem preservado, fazem de Alvalade um local privilegiado de refúgio e contemplação da natureza. Em Alvalade respira-se o ar puro e tranquilo do Alentejo. Nas várzeas dos vales do Sado e de Campilhas encontram-se as terras mais férteis da freguesia. São terras generosas, com História, que ainda escondem muitos segredos de tempos passados. Ao longo do ano, a cada estação, mudam-se as cores do horizonte e dos campos. Na Primavera, os campos enchem-se de flores emprestando à paisagem um colorido que só se encontra nestas terras. É tempo de renovação da flora e de reprodução da bicharada. O Verão traz as searas, e os campos são cobertos por um manto azul com tons de sonho e encantamento. O Inverno dá lugar aos tons cinzentos e castanhos no céu e na paisagem. Para quem segue o apelo do campo e do contacto directo com a natureza, as terras de Alvalade podem ser uma agradável surpresa. Percorrer as entranhas rurais da freguesia, caminhando por terrenos matizados de várias cores consoante a estação do ano, cruzando com fontes, montes alentejanos, atravessando ribeiros, áreas de montado ou de eucaliptal, e surpreender pastores e trabalhadores rurais nos seus afazeres diários, resulta num convívio privilegiado com ecossistemas de fauna e flora milenares e a agricultura da freguesia. Para os apreciadores do Ecoturismo, dos passeios pedestres e de BTT, as terras de Alvalade são um mundo por desbravar e descobrir. As surpresas podem acontecer a qualquer momento, quer seja caminhando ao longo das margens do rio Sado ou da ribeira de Campilhas, ou simplesmente passeando pelo campo. Não se surpreenda se tiver por companhia várias aves a voar à sua volta, como por exemplo as cegonhas brancas que nidificam e habitam na freguesia. Ou inesperadamente cruzar-se com outras espécies residentes como coelhos, lebres, perdizes, codornizes e sazonalmente com bandos de patos, rolas, tordos e pombos. Para os apreciadores e praticantes da caça turística, as herdades de Conqueiros, Daroeira, Vale de Zebro e Ameira são locais de excelência para caçar, e nelas poderá encontrar espécies como a lebre, a codorniz, a rola, o pombo bravo, o coelho, o tordo, o javali e a raposa. Depois dos romanos, dos visigodos, dos árabes, e da reconquista deste território pelos destemidos cavaleiros da poderosa Ordem de Santiago no século XIII, é a sua vez de descobrir e conhecer as terras e os campos de Alvalade.</p>
<p style="text-align: justify;">                                                                                                                                            _LPR</p>
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		<title>Símbolos de autonomia</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 10:53:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Centro Histórico]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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		<description><![CDATA[Esta velha fotografia mostra-nos dois antigos símbolos da autonomia administrativa do extinto concelho de Alvalade: o pelourinho, fragmentado, cuidadosamente depositado no interior do velho cárcere dos antigos Paços do Concelho. Um registo único, de data e autor desconhecidos, que traduz, ainda que simbolicamente, o estado de decadência em que Alvalade e as suas principais instituições mergulharam na segunda metade do século XIX. A restauração do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/pelourinhoecela.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4159" title="pelourinhoecela" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/pelourinhoecela-300x217.jpg" alt="" width="300" height="217" /></a>Esta velha fotografia mostra-nos dois antigos símbolos da autonomia administrativa do extinto concelho de Alvalade: o pelourinho, fragmentado, cuidadosamente depositado no interior do velho cárcere dos antigos Paços do Concelho. Um registo único, de data e autor desconhecidos, que traduz, ainda que simbolicamente, o estado de decadência em que Alvalade e as suas principais instituições mergulharam na segunda metade do século XIX. A restauração do antigo concelho de Alvalade, extinto em 6 de Novembro de 1836, parece distante e para alguns será mesmo um sonho impossível, pelo menos nos tempos que se vivem e avizinham, mas não deve sair nunca do  horizonte e das ambições dos Alvaladenses.  De resto, as comemorações da outorga do foral podem ser, no futuro, a alavanca que poderá reerguer a alma e a identidade alvaladense na preparação e definição de um novo ciclo para a freguesia. O pelourinho, esse, já foi recuperado e levantado&#8230; Abandonado e desprezado durante décadas, e em risco sério de desaparecer completamente, Alvalade mantém uma dívida de gratidão para com Luis Martins Silva, o extinto Grupo de Animação Cultural da Casa do Povo  e  José António Falcão que <em>in extremis</em> reuniram e salvaram, na década de oitenta, as peças ainda existentes do pequeno monumento, permitindo em 2000 a sua reconstituição e recuperação pelo Grupo de Reabilitação Urbana e Património da C.M.S.C., que contou ainda com o empenho do antigo presidente da edilidade, Ramiro Beja.  É, por isso, justo e oportuno recordar (até porque a &#8220;silly season&#8221; alvaladense tem sido praticamente tomada pelas comemorações dos 500 anos do foral), que no próximo dia 20 de Setembro assinala-se também o 10º aniversário da recuperação e recolocação do pelourinho manuelino, um dos principais símbolos da autonomia administrativa concelhia de Alvalade.</p>
<p style="text-align: justify;">                                                                                                                                                                       _LPR</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Alvalade antiga</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 10:53:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem, hoje, jornadeia, utilizando os modernos meios de transporte, pelas estradas, cujo pavimento parece feito à colher, e transpõe, comodamente, largas e fundas torrentes, mal pode compreender os tormentos dos nossos antepassados, em épocas não muito recuadas. As terras alpestres, como tortuosas veredas, terrivelmente acidentadas, sobre rochas, que a natureza talhou em dias de mau [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/8.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2278" title="8" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/8-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Quem, hoje, jornadeia, utilizando os modernos meios de transporte, pelas estradas, cujo pavimento parece feito à colher, e transpõe, comodamente, largas e fundas torrentes, mal pode compreender os tormentos dos nossos antepassados, em épocas não muito recuadas. As terras alpestres, como tortuosas veredas, terrivelmente acidentadas, sobre rochas, que a natureza talhou em dias de mau humor, contrastavam com as areias movediças e fundas das planícies alentejanas, em que o andamento é feito de um misto de avanço e retrocesso. Ainda mesmo os que jornadearam em liteira ou na típica diligência não sabem avaliar o que uma jornada representava, na vida comum dessas épocas, tão afastadas dos modernos confortos. Se do incómodo da jornada ajuntarmos os seus perigos, havemos de concordar em que, para se tomar tal deliberação, o caso tinha de ser, seriamente, pensado. Para não falarmos dos desastres ou perigos chamados de viação, havia os perigos da fera selvagem e da fera humana: &#8211; as serras, aonde os lobos tinham os seus fojos, e os pontos inquinados, como a Falperra e o pinhal da Azambuja, e, também, o pinhal do Estoril, já muito reduzido na sua extensão, e, hoje, aristocratizado. Estes e outros locais, que a História registou e andam na tradição popular, eram sítios perigosos em que o triste transeunte deixava, muitas vezes, a bolsa ou a vida, quando não eram ambas. As estradas, tirante aqueles sulcos, muito trilhados, pelo rodar de muitos séculos, entre as cidades e as terras principais, eram coisas, que não existiam. No Sul, aonde predominavam a planície e a charneca, as estradas eram veredas só conhecidas dos pastores e dos almocreves, cujo mester os obrigava a tomar pontos de referência, para se não desviarem da linha a percorrer. Marcos indicadores não existiam, e as distâncias marcavam-se por horas de andamento. Léguas…havia as da velha. Em alguns itinerários da capital para o sul do país, para o centro, barlavento ou sotavento do Algarve, Alvalade está indicada como estação e ponto de passagem. E isso, claramente devido à sua localização. A actual orografia do terreno é, aproximadamente, a que nos deixou o terceiro lacustre, no Mioceno. Situada no Vale do Sado, no ponto de confluência de Campilhas, Alvalade era uma espécie de entroncamento de linhas, para onde convergiam e de onde ramificavam as diversas vias de comunicação, deste lado do país. É, unicamente, a esta posição topográfica que Alvalade deve a sua estação ferroviária, e pena foi que circunstancias económicas fixassem, em outro local, o centro, que a natureza aqui estabelecera. O problema da viação – o antigo e moderno – teve, sempre, em Alvalade, uma grande acuidade. No inverno, a barricada das ribeiras estorvando a passagem, o continuo fosso das areias, que serve de peia, de travão a todo e qualquer movimento. É pena que o turismo, que anda, sempre, à cata de raridades, não tenha querido apontar, para aqui, uma minúscula estrada, que lhe revelaria uma miniatura do Sahara, e até os perigos dos precípicios, porque não é pequeno aquele sorvedouro de areia, aonde não há salvação para o que lá cai. Pois há, aqui, dessas belezas. Temos, é certo, a viação acelerada, mas essa é só para os Cresus, e não serve para estas coisas corriqueiras da vida, e a vida, por aqui, é toda corriqueira: cava-se, semeia-se, monda-se, ceifa-se, debulha-se, manda-se para fora, e tudo isto a pulso, às costas, por não haver outro meio de o fazer. Falta-nos a tal estradinha que, se aparecesse, tornaria o pão livre… O que nos tem valido é que aqueles filantropos americanos e ingleses, que denunciaram, ao mundo culto, o cacau escravo de S. Tomé, não descobriram, ainda, o trigo escravo de Alvalade… Mas, não cantemos, que isto de cantar, tem seus perigos.</p>
<p style="text-align: justify;">Eram três as entradas da vila, Quem vinha do Levante procurava o Bairro da Fonte; os do Norte e Poente, a Rua de Lisboa; e os do Sul, a Rua de S. Pedro. Passageiro que viesse da capital para o centro do Algarve, entrava pela Rua de Lisboa, hospedava-se no Travassos e, se não tivesse condução, o Guisado encarregava-se de lha alugar, fornecendo-lhe guia, saindo pela Rua de S. Pedro. Era, portanto esta rua uma das mais concorridas. Quem, hoje, a vê dificilmente a recompõe como era no século XVI. Tinha, então como hoje, a orientação Norte/Sul. Começava do Norte, junto aos Paços do Concelho, e terminava do lado Poente, junto à Travessa do Lagar, e de leste, junto à embocadura da actual Rua Luis de Camões. O terreno ao Sul até ao curral do concelho, era denominado o Rossio. Daqui nascia a carreteira da Fonte do Pote, que seguia para Colos, Odemira e S. Martinho das Amoreiras. Ao longo desta carreteira, numa extensão de cerca de 600 metros, era o “chão das vinhas”, porque dum lado e doutro havia “vinhas e hortejos, com suas árvores mansas”. A esquina  da Travessa do Lagar, com a Rua de S. Pedro, era formada por umas casas aonde residiu e, em 1754, faleceu o Prior desta freguesia, Padre António Mendes Tavares, que as deixou, encapeladas, aos seus sucessores, sendo o último pároco que as habitou, em 1850, o Padre Bernardo António de Sousa. Daqui resultou chamar-se àquele local “O Priorado”.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma casa de primeiro andar (a Casa dos Juízes), que faz esquina com a Travessa da Igreja, com a Rua do Adro e a Rua de S. Pedro, pertenceu ao morgado José Joaquim Moreira, sargento-mor desta Vila, que a habitava. O Capitão Doutor Domingos Correia Estasso, dono do Roxo, possuía nesta rua e contíguas ao Priorado, umas casas e um celeiro. Desempenhou aqui vários cargos públicos e residia aqui, parte do ano. O Capitão Domingo Ribeiro de Lima possuiu, no “chão das vinhas”, um cerrado e era, também o dono da “Horta do Pego Verde”. Viveu aqui, e foram duas herdeiras, suas filhas, que professaram no Convento do Salvador, em Évora. Uma delas – Soror Joana de Santa Teresa – foi abadessa do referido convento. O documento, que, em seguida, trasladamos, vai dizer-nos o motivo porque esta rua é chamada “Rua de S. Pedro”: <em>“Pessue hum serradinho junto à Rua de S. Pedro, d’esta villa aonde está ao presente a sua hermida (…) de que fiz este termo, para d’ele a todo o tempo constar. Alvalade, de Novembro vinte e oito, de mil sete centos sessenta e três annos. O Prior Martiniano Gomes Pereira”. </em>(do Tombo da Moraneia de S. Pedro, fols.I). A ermida caiu nos fins do século XVIII, e o cerradinho foi aproveitado para ali se construir, em 1854, o actual cemitério público; custou a obra cerca de 180 mil réis, e foi canonicamente, benzido pelo pároco Bernardo António de Sousa. A primitiva ermida do Príncipe dos apóstolos, segundo se infere do referido Tombo, estava situada numa courela, entre o Pasmo e a Defesa, e os seus alicerces ainda se conheciam, nos fins do século XVII. Presentemente, desembocam, nesta rua, as artérias seguintes: a Travessa do Lagar, Rua da Figueira, Rua do Adro, Travessa da Igreja, a Praça, a Rua Nova, Rua Luis de Camões, Rua Vasco da Gama, Rua Gonçalves Zarco e Rua Infante D. Henrique. Estas últimas quatro ruas, com a casaria adjacente que foram alinhadas em 1911, na direcção Este-Oeste, constituem o chamado “Bairro de S. Pedro”.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">_Apontamentos do Padre Jorge de Oliveira (1865/1957), pároco de Alvalade entre 1908 e 1936, para uma monografia que não chegou a publicar.</span></strong></p>
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		<title>A Igreja Matriz requer atenção e apoios</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 15:24:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Património]]></category>

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		<description><![CDATA[A igreja matriz de Alvalade é o principal e mais destacado testemunho do manuelino da freguesia. Embora valorizada com elementos e intervenções posteriores (onde se destaca o espectacular retábulo barroco do altar-mor), os elementos decorativos manuelinos da igreja, sobretudo a cabeceira, fazem dela o principal monumento da freguesia e o único testemunho contemporâneo da época da atribuição do foral em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/matriz1.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/igrejamatriz2.jpg"></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/igrejamatriz21.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4103" title="igrejamatriz2" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/igrejamatriz21-300x252.jpg" alt="" width="300" height="252" /></a>A igreja matriz de Alvalade é o principal e mais destacado testemunho do manuelino da freguesia. Embora valorizada com elementos e intervenções posteriores (onde se destaca o espectacular retábulo barroco do altar-mor), os elementos decorativos manuelinos da igreja, sobretudo a cabeceira, fazem dela o principal monumento da freguesia e o único testemunho contemporâneo da época da atribuição do foral em 20 de Setembro de 1510. Em ano de celebrações dos 500 anos do foral, justifica-se um olhar e uma atenção especial para a Igreja Matriz de Alvalade requalificando as barreiras, o adro e a caiação integral do templo quinhentista, obras para as quais a paróquia não dispõe de meios nem capacidade financeira. Uma intervenção de valorização necessária daquele que é considerado o principal <em>ex-libris</em> de Alvalade, numa altura em que o centro histórico se prepara para receber muitos visitantes e turistas que seguramente vão estar atentos ao nosso património e à sua conservação, especialmente numa data histórica tão importante como são os 500 anos do foral manuelino. É a imagem de Alvalade mas também do município que está em causa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Haverá ainda tempo e vontade para se reunirem meios</strong> (que a paróquia não tem)<strong> e apoios para valorizar aquele que é o principal monumento do centro histórico de Alvalade, até às festas do foral?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Uma obra que podia e devia ser incluída numa intervenção mais alargada de caiação/pintura dos edifícios e monumentos do centro histórico e da freguesia, como os antigos Paços do Concelho, a Fonte da Bica, a Fonte da Estação, a Igreja da Misericórdia, e a limpeza da Rua Atrás dos Quintais e da Ponte Romana e respectivo acesso e envolvente. Os 500 anos do foral justificam-no perfeitamente&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">                                                                                                                                                            _LPR</p>
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		<title>Março de 1956</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2010 16:19:44 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Património]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao fundo, altiva, imponente, a Ponte dos Arcos, obra pioneira e marcante do prestigiado Prof. Edgar Cardoso esperava que os dois viadutos que a antecedem, no sentido Alvalade &#8211; Mimosa, fossem concluídos para finalmente a vila e a região tirarem partido da E. N. 262 e quebrarem o isolamento que as impiedosas e quase sempre prolongadas cheias do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/marco56.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4073" title="marco56" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/marco56-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Ao fundo, altiva, imponente, a Ponte dos Arcos, obra pioneira e marcante do prestigiado Prof. Edgar Cardoso esperava que os dois viadutos que a antecedem, no sentido Alvalade &#8211; Mimosa, fossem concluídos para finalmente a vila e a região tirarem partido da E. N. 262 e quebrarem o isolamento que as impiedosas e quase sempre prolongadas cheias do rio Sado impuseram durante muito tempo. Demasiado tempo, para uma pequena freguesia, outrora concelho, que lutava e reclamava contra a falta de acessibilidades, que tardaram em chegar. Em Março de 1956, já o engenheiro Manuel Sabino Sequeira, ao serviço da extinta JAE, tinha construído o viaduto sobre a linha férrea na antiga Cerca da Bica, cuja obra foi concluída em 21 de Junho de 1953. O último dos três viadutos, conhecido em Alvalade como a &#8220;Ponte Seca&#8221; (na imagem com os pilares de suporte do tabuleiro em construção), teve desenho e direcção também a cargo de Manuel Sabino Sequeira, engenheiro projectista prestigiado com obra vasta no território nacional, e foi construído entre 2 de Fevereiro de 1955 e  13 de Dezembro de 1957.  Um tempo longo, a que por certo não foram alheias as dificuldades da época e alguns atrasos provocados pelas cheias volumosas no Sado que muitas vezes se estendiam por grande parte do Inverno, como é o caso do exemplo que a fotografia documenta (clique na imagem para a ver melhor).</p>
<p style="text-align: justify;">                                                                                                                                                                     _LPR</p>
<p style="text-align: justify;">Agradecimento: Ao Sr. Jorge Sequeira pela cedência da fotografia aqui publicada.</p>
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		<title>Pelos caminhos da história e do património de Alvalade &#8211; roteiro e sugestão de visita</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Aug 2010 09:51:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Património]]></category>

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		<description><![CDATA[O longo passado de Alvalade é evocado no núcleo histórico da vila onde se encontram os principais monumentos. Do conjunto destaca-se a Igreja Matriz edificada em finais do século XV ou inícios do séc. XVI, de estilo manuelino, visível no portal ogival e nas cantarias da cabeceira, que tem Nossa Senhora da Conceição da Oliveira como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/Ponte-Romana.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3989" title="Ponte Romana" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/Ponte-Romana-300x201.jpg" alt="" width="300" height="201" /></a>O longo passado de Alvalade é evocado no núcleo histórico da vila onde se encontram os principais monumentos. Do conjunto destaca-se a Igreja Matriz edificada em finais do século XV ou inícios do séc. XVI, de estilo manuelino, visível no portal ogival e nas cantarias da cabeceira, que tem Nossa Senhora da Conceição da Oliveira como orago principal. Na capela-mor, abobadada, observa-se um extraordinário retábulo de talha dourada e policromada, datado de finais do séc. XVII ou inícios do séc. XVIII, de estilo nacional ou “Português”, que preenche totalmente o fundo da ousia. Na torre sineira podemos apreciar um magnífico relógio de Sol, seiscentista, talhado num bloco de pedra de Trigaches, considerado um dos melhores exemplares do Alentejo.</p>
<p style="text-align: justify;">Do adro da Matriz, avista-se a velha Ponte Romana, reconstruída no séc. XVI, edificada no antigo leito da ribeira de Campilhas, próximo do local onde esta entrega as suas águas ao rio Sado. A sua tipologia, única na região, convida e justifica plenamente uma visita.</p>
<p style="text-align: justify;">No centro da Praça D. Manuel I encontramos o velho pelourinho quinhentista, manuelino, antigo símbolo do poder judicial concelhio, entre os antigos Paços do Concelho e a Igreja da Misericórdia, templo com ascendência maneirista, concluído em 1570, que apresenta uma configuração arquitectónica pouco comum entre as igrejas das Misericórdias alentejanas. Ao lado dos antigos Paços do Concelho de Alvalade, no início da Rua de S. Pedro, encontra-se a Casa dos Juízes, de arquitectura popular, onde ainda se vislumbram alguns vestígios de traça mourisca. Outro ponto de interesse na vila é a Fonte e Lavadouro da Bica, edificados em 1918 pelos Caminhos de Ferro Portugueses. Do conjunto destaca-se o frontão da fonte valorizado com um friso de azulejos Arte Nova, com representação de flores policromas em relevo e configuração algo geometrizada.</p>
<p style="text-align: justify;">Alvalade é uma terra com um passado fecundo, com autenticidade e identidade, visíveis nos monumentos mas também no casario do centro histórico e tradicional onde predominam as habitações caiadas ou pintadas de branco, de traça simples, popular, com molduras e rodapés azuis ou amarelos, elementos tipicamente alentejanos, e de cujas raízes os alvaladenses muito se orgulham.</p>
<p style="text-align: justify;">                                                                                                                                                                              _LPR</p>
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		<title>Alvalade deslocada?</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Aug 2010 10:35:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Após a Guerra civil de 1832-34, e com a vitória do Liberalismo, inicia-se em Portugal uma nova reforma administrativa do território nacional, provocando a extinção de 466 concelhos. Entre eles, o concelho de Alvalade, extinto em 6 de Novembro de 1836. Um ano antes, a 26 de Novembro de 1835, já a câmara municipal de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/praça-D.-Manuel-I.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3671" title="praça D. Manuel I" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/praça-D.-Manuel-I-300x143.jpg" alt="" width="300" height="143" /></a>Após a Guerra civil de 1832-34, e com a vitória do Liberalismo, inicia-se em Portugal uma nova reforma administrativa do território nacional, provocando a extinção de 466 concelhos. Entre eles, o concelho de Alvalade, extinto em 6 de Novembro de 1836. Um ano antes, a 26 de Novembro de 1835, já a câmara municipal de Alvalade tinha discutido e aprovado a supressão da freguesia de Nossa Senhora da Azinheira do Roxo após consulta aos paroquianos das duas freguesias. Suprimido o velho concelho, Alvalade passaria para o concelho vizinho de Messejana, onde iria permanecer até 1855, altura em que transitou para Aljustrel, conjuntamente com Messejana, após esta última ter também visto extinto o seu município. Durante muito tempo, aos olhos dos alvaladenses, a justificação para a supressão do concelho residia no facto de a terra ter recebido e dado guarida a D. Miguel I, no seu trajecto para Sines a caminho do exílio, uma situação que não teria passado despercebida aos Liberais, então no poder, e que seria retaliada com a medida administrativa da perda do concelho. Uma tese que não é partilhada por alguns historiadores, que apontam a reforma administrativa introduzida pelo Liberalismo (1835-36) e a decadência em que tinha mergulhado praticamente todo o Sul do país, ao longo do Antigo Regime, e que só começaria a ser invertida após a ampliação da área produtiva, a criação de um mercado nacional mais dinâmico e devidamente regulamentado e de uma nova rede de transportes e comunicações. A transição de Alvalade para Santiago do Cacém, em 1871, já era reclamada desde 1854 pela câmara e pelas elites políticas e sociais santiaguenses, maioritariamente ligadas ao partido regenerador, que defendiam a criação de um grande concelho no Alentejo ocidental. Para o pedido de anexação de Alvalade alegavam que a freguesia, na altura, tinha relações comerciais mais profundas com Santiago do Cacém do que com a sede do concelho, ou seja Messejana. Porém, a inclusão de Alvalade no município de Santiago do Cacém nunca foi totalmente “digerida” pelas sucessivas gerações de alvaladenses. Aqui e ali ainda há quem levante dúvidas sobre as vantagens ou benefícios que Alvalade recolhe por estar no concelho santiaguense. Há até quem hoje preferisse pertencer ao município de Aljustrel. Por questões de proximidade geográfica (com evidentes vantagens no acesso a alguns serviços públicos na sede concelhia) e de identidade regional. E, em matéria de identidade, Alvalade está seguramente mais próxima do Alentejo interior do que do Alentejo litoral, e consequentemente de Santiago do Cacém. Sempre esteve&#8230; Não é difícil encontrar traços comuns e divergentes quanto a isso. Seja nas tradições da freguesia, nas características do casco urbano mais antigo e respectivas habitações, no sotaque, ou no património edificado, de que são exemplo os elementos decorativos manuelinos da igreja matriz de Alvalade, mais próximos do manuelino do distrito de  Beja e do interior alentejano, do que de Santiago do Cacém, que segundo os historiadores de arte e patrimonialistas terá mais pontos comuns com o manuelino do distrito de Setúbal.</p>
<p style="text-align: justify;">                                                                                                                                                       _LPR</p>
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		<title>O topónimo &#8220;Alvalade&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Aug 2010 09:02:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante o século XX foram publicados alguns estudos, uns mais fundamentados outros menos, sobre a origem e significado dos topónimos dos lugares, vilas e cidades portuguesas. Em todos eles é consensual que o topónimo &#8220;Alvalade&#8221; é de origem árabe e que significa &#8220;lugar habitado&#8221; ou &#8220;lugar murado&#8221;, remetendo-nos para um pequeno burgo criado e/ou desenvolvido a partir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/Alvalade.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2676" title="Alvalade" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/Alvalade-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Durante o século XX foram publicados alguns estudos, uns mais fundamentados outros menos, sobre a origem e significado dos topónimos dos lugares, vilas e cidades portuguesas. Em todos eles é consensual que o topónimo &#8220;Alvalade&#8221; é de origem árabe e que significa &#8220;lugar habitado&#8221; ou &#8220;lugar murado&#8221;, remetendo-nos para um pequeno burgo criado e/ou desenvolvido a partir da ocupação e colonização muçulmana, porventura até guarnecido por um muro com funções defensivas, de que até ao momento não se encontraram vestígios. Estrutura que a localização geográfica muito particular de Alvalade certamente justificaria, sobretudo no período conturbado da reconquista do território aos mouros. Em Espanha, o étimo árabe <em>al-balat</em> deu origem a diversos topónimos (Albalá, Albalat e Albalate) e em Portugal ao topónimo Alvalade, que em alguma documentação medieval surge como Albalat, Alvalat, Albalad e Alvalad. A grande novidade dos últimos estudos publicados e/ou teses defendidas prende-se com a tradução do vocábulo <em>al-balat </em>que segundo alguns autores e estudiosos significa &#8220;o caminho&#8221;, &#8220;a via&#8221;, &#8220;a calçada&#8221; (Jorge Feio também já o tinha defendido no estudo &#8220;<span style="color: #993300;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/doc2.pdf"><span style="color: #800000;">A Ocupação Romana em torno de Alvalade &#8211; Novos Dados</span></a></span>&#8220; ), sendo que ao étimo <em>balat </em>corresponde &#8220;pavimento de pedra&#8221;, &#8220;caminho&#8221;, &#8220;losa&#8221;. O encontro e cruzamento  de diversas vias importantes em Alvalade, sobretudo desde a época romana de que por exemplo ainda subsiste a ponte na ribeira de Campilhas (embora muito alterada ao longo dos séculos) sobre a antiga ligação entre Miróbriga e Vipasca (Aljustrel), a que faltará, eventualmente, localizar uma segunda ponte que assegurasse a transposição do Sado num outro ponto antes da restante secção da via a caminho de Aljustrel, e esta nova tese sobre o topónimo &#8220;Alvalade&#8221;  justificam novos estudos arqueológicos no perímetro da vila e da freguesia, sobretudo nos locais já referenciados e onde estão documentados diversos achados sobretudo de origem romana. </p>
<p style="text-align: justify;">                                                                                                                                                       _LPR</p>
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		<title>O Foral Manuelino</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 15:59:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alvalade Quinhentista]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>

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		<description><![CDATA[Apresentação e comentário prévio A transcrição que aqui se apresenta consiste no texto original do Foral de Alvalade, outorgado em Santarém, pelo rei D. Manuel I, em 20 de Setembro de 1510. Actualmente depositado nos Arquivos Nacionais Torre do Tombo, o códice original do Foral de Alvalade de onde se fez esta transcrição é proveniente de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/foralmanuelino.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3901" title="foralmanuelino" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/foralmanuelino-207x300.jpg" alt="" width="207" height="300" /></a>Apresentação e comentário prévio</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A transcrição que aqui se apresenta consiste no texto original do Foral de Alvalade, outorgado em Santarém, pelo rei D. Manuel I, em 20 de Setembro de 1510. Actualmente depositado nos Arquivos Nacionais Torre do Tombo, o códice original do Foral de Alvalade de onde se fez esta transcrição é proveniente de Palmela, precisamente onde a Ordem espatária teve a sua última sede e o respectivo cartório.</p>
<p style="text-align: justify;">Os Forais, como é sabido, eram um importante instrumento de regulamentação normativa de Direito local, que visavam ordenar e regulamentar a vida das populações dos municípios, nomeadamente na área fiscal, estipulando impostos, por exemplo de portagem, que incidiam sobre as mercadorias em circulação e transacionadas. Pelas suas características, o foral de Alvalade é tipicamente um foral de portagem. Por outro lado, estes documentos incluíam também os valores das taxas e multas judiciais a aplicar, para além dos direitos concedidos pela coroa,  neste caso à Ordem Militar de Santiago da Espada, que detinha o senhorio da vila e a comenda alvaladense.</p>
<p style="text-align: justify;">Inicialmente, de acordo com o que é quase sempre lavrado no fim dos forais,  estipulou-se que deveriam ser feitos três exemplares de cada carta (um para a respectiva câmara municipal, outro para o senhorio do território e outra para o arquivo nacional). Contudo tem-se verificado que na maior parte dos casos não foram feitas mais do que duas cópias, sendo que o exemplar destinado ao arquivo nacional foi substituído pelo registo em Leitura Nova. Existem ainda também alguns casos em que apenas se fez um exemplar, o que se julga dever-se ao facto de o trabalho de caligrafia e iluminura serem, à época, tarefas relativamente dispendiosas. No que tange ao Foral de Alvalade apenas se conhece a existência deste códice, e, provavelmente, foi o único exemplar que terá sido feito. Naturalmente que para governar a vila e o concelho, a câmara de Alvalade necessitaria de possuir o texto do foral, situação que se resolveu através de um traslado feito a partir do documento original, como aconteceu em 26 de Setembro de 1515  quando a carta foi apresentada e publicada na presença dos juízes, dos vereadores, dos oficiais da comenda, do clero, dos homens-bons e do povo do concelho alvaladense.</p>
<p style="text-align: justify;">No texto do foral aparece-nos algumas vezes a expressão “foral antigo”, que poderá indiciar a existência de um foral anterior atribuído a Alvalade, mas que ainda não foi confirmado e parece pouco provável. Como é sabido o termo ou designação “foral”,  não tinha uso exclusivamente municipal e era aplicada em vários outros tipos de textos de Direito local onde se incluíam os antigos direitos sobre o montado do Campo de Ourique a que esta carta de foral alude, que foi objecto de um foral individual, específico, somente sobre esta matéria, no reinado de D. Manuel I. Assim, a expressão “foral antigo” existente na carta,  poderá não ser mais do que uma designação deturpada, estereotipada, que apenas diz respeito ao imposto “Montado” e é justificada pelo teor muito repetitivo que estes documentos por vezes assumiam, nalguns casos sem sequer ter em conta a realidade objectiva das terras que se pretendia regulamentar. Por fim, em “Privilegiados”, a carta indica que Alvalade terá sido doada à Ordem de Santiago em 1224, o que na realidade não se verificou. É que, sabemos hoje, Alvalade apenas entrou nos domínios territoriais dos espatários em 1273, pela pena de D. Afonso III. Um erro que se justifica pelo facto desta carta reproduzir o modelo de outros forais, de outras povoações (como por exemplo Santiago do Cacém), a quem na época foi outorgado foral igual ou semelhante.</p>
<p style="text-align: justify;">                                                                                                                                             _LPR</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: center;"><strong>_Ler e/ou imprimir <span style="color: #993300;"> <a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/Foral-Manuelino-de-Alvalade2.pdf"><span style="color: #800000;">o Foral Manuelino de Alvalade</span></a></span></strong></p>
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		<title>Efemérides de Alvalade (1139/1953)</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Aug 2010 09:26:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>

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		<description><![CDATA[1139 – 25 de Junho, a Batalha de Ourique em que D. Afonso I conquistou todo este  território aos Mouros. 1191 – Os Mouros conseguiram reavê-lo em grande parte. 1273 – Após a reconquista da praça de Aljustrel (1234), D. Afonso III doou Alvalade à Ordem Militar de Santiago da Espada. 1318 – Instituição da Comenda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/vista1962.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-713" title="vista1962" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/vista1962-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a>1139 </strong>– 25<strong> </strong>de Junho, a Batalha de Ourique em que D. Afonso I conquistou todo este  território aos Mouros.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1191 </strong>– Os Mouros conseguiram reavê-lo em grande parte.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1273 –</strong> Após a reconquista da praça de Aljustrel (1234), D. Afonso III doou Alvalade à Ordem Militar de Santiago da Espada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1318</strong> – Instituição da Comenda de Alvalade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1439 a 1447</strong> – As Ordenações Afonsinas coordenadas durante a regência do Infante D. Pedro, Duque de Coimbra, na menoridade de D. Afonso V, estabelecem ao Concelho de Alvalade a obrigação de dar 12 besteiros, chamados do conto por o seu número estar marcado ou contado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1510</strong> – Em 20 de Setembro, D. Manuel I dá foral, em Santarém, à Vila de Alvalade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1755</strong> – O terramoto de 1 de Novembro arruinou a Igreja Matriz, a da Misericórdia, a Ermida do Espírito Santo, o pelourinho e algumas casas particulares.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1761</strong> – O terramoto de 31 de Março fez estragos em Alvalade. Derrubou umas casas na Rua de Lisboa (Livro de D. Pedro, fols 2, Vº).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1792</strong> – Pio VI concede o indulto de Altar privilegiado perpetuamente, ao altar das almas da Igreja Matriz.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1799</strong> – Em uma lotaria do Estado, um dos prémios era a Courela do Valdez ou Herdade do Valdez (actual Herdade do Faial), a S. Roque avaliada em 1.400$00.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1821</strong> – Alvalade (concelho) pertencia à Comarca de Ourique.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1833</strong> – Em 18 de Julho, o Duque da Terceira, então Conde de Vila Flor, passou em Alvalade, com uma expedição militar que seguiu para Lisboa, que conquistou ou tomou em 24 de Julho.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1834</strong> – No dia 31 de Maio, D. Miguel I, vindo de Évora Monte, ceou, pernoitou e almoçou no dia seguinte, em que partiu para Sines, aonde embarcou para o exílio, na corveta inglesa Stag.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a extinção das ordens religiosas e militares, foram também extintas as comendas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1836</strong> – Por decreto de 6 de Novembro, foi extinto o Concelho de Alvalade, sendo incorporado no de Messejana.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1855</strong> – Foi extinto o Concelho de Messejana, passando Alvalade e Messejana para o Concelho de Aljustrel.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1854</strong> – Construção do cemitério público, no Cerrado de S. Pedro, feito por subscrição pública e benzido pelo Padre Bernardo António de Sousa. Este terreno ou “Cerradinho” pertencia às freiras filhas do Capitão Dr. Domingos Ribeiro de Lima (consta do Livro de Mordomia de S. Pedro) em 1763.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1871</strong> – Por decreto de 18 de Abril de 1871, Alvalade passou para o Concelho de Santiago do Cacém.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1910</strong> – No dia 29 de Junho foi inaugurado na Matriz um sino, fundido em Braga, nas oficinas de Rebelo da Silva &amp; Cª.</p>
<p style="text-align: justify;">A 5 de Outubro, deu-se a implantação da República.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1911</strong> – Aforamento do Bairro de S. Pedro, para casas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1913</strong> – Foi colocado na torre da igreja paroquial, um sino cedido pelo Estado, vindo do Colégio de S. Fiel &#8211; Castelo Branco.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1914</strong> – Em 23 de Agosto, inauguração do primeiro troço da Linha do Sado, com <em>terminus</em> em Alvalade, iluminação pública e Estação de Telégrafo-Postal.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1916</strong> – Foi colocado na torre da igreja matriz um relógio fabricado em Viseu, por A. Nelas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1917</strong> – Aforamento em glebas, dos baldios do Concelho de Alvalade, pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1918</strong> &#8211; Em 28 de Setembro, inauguração da Fonte e Lavadouro público da Bica.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1919 &#8211; </strong>Em 19 de Junho, às 7.20 horas da tarde, caiu, na torre da igreja uma faísca eléctrica, que partiu o cata-vento, destruiu o pilar e penetrou na igreja lambendo, por completo, a douradura da cruz que serve nos enterros.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1920</strong> – Criação do Posto da Guarda Nacional Republicana, que foi instalado em 1924.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1925 </strong>– Foram colocados letreiros (topónimos) em algumas ruas da Vila.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1932</strong> – Foi colocado o tabuleiro metálico comprado à C.P. na ponte de Ermidas – no Faial.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1934</strong> – Comprou-se o tabuleiro metálico à C.P. destinado à Ponte no Sado, em Alvalade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1937</strong> &#8211; Foi assente a cobertura, no lavadouro público de Alvalade, e estabeleceu-se o Posto Experimental de Culturas Regadas. Foi criada a Província do Baixo Alentejo, tendo Beja como capital de Província.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1938</strong> – O engenheiro Berger veio fazer os estudos para a estrada de Ermidas a Alvalade. Começou em 20 de Novembro e terminou em 3 de Março de 1939.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1939</strong> – Concessão pelo Estado de 600.000$00 para a construção da estrada de Ermidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Fez-se o calcetamento da Rua de S. Pedro, em Alvalade, com xisto das pedreiras do Monte Novo das Almas, junto a Ermidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1 de Junho, os serviços Telégrafo-Postais que estavam adstritos a Setúbal, foram transferidos para Beja, como capital de Província, ficando-lhe portanto subordinados, além dos já existentes, mais os concelhos de Alcácer, Grândola, Santiago do Cacém e Sines.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1940</strong> – A Ponte do Faial foi bastante danificada por uma cheia da Ribeira do Roxo, em Janeiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 31 de Julho começou a construção da estrada de Ermidas a Alvalade.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 24 de Outubro, retirou para Aljustrel a brigada de engenheiros que aqui esteve algum tempo em estudos para a estrada de Alvalade a Aljustrel. Veio em 14 de Outubro.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi lançada pela Câmara Municipal, uma derrama de 7%, para melhoramentos públicos. A de Alvalade rendeu cerca de 85.000$00.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1941</strong> – Em 28 de Janeiro, elevação da Estação de Telégrafo-Postal de Alvalade, de regional, para 4ª classe.</p>
<p style="text-align: justify;">Desencadeou-se um violento ciclone, a 15 de Fevereiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Concedidos pelo Estado 50.000$00 para calcetamento das ruas de Alvalade.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 27 de Dezembro foi desmontado o telégrafo na Estação de Telégrafo-Postal e montada a cabine telefónica, que abriu ao serviço no mesmo dia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1942</strong> – Em 16 de Janeiro foi então retirado o telégrafo.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 27 de Janeiro começaram os trabalhos de ampliação do cemitério público.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Novembro realizaram-se os estudos do lanço da Estrada Nacional, de 2ª classe, nº 93, entre esta Vila e a aldeia de S. Domingos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1943</strong> – O proprietário da Herdade do Roxo, Manuel Colaço Mendes, mandou derrubar os restos da igreja paroquial (de Santa Maria do Roxo) que ainda se compunha de nave, capela-mor, sacristia e baptistério aproveitando os materiais de construção para outras edificações no Monte. No tempo do antigo dono, José de Mascarenhas Pacheco, houve litígio entre a Fazenda Nacional, como possuidora dos bens da antiga Ordem Militar de Santiago e o referido Pacheco que se apossou da igreja e terreno adjacente. Fez testamento contemplando a Misericórdia de Santiago do Cacém, presumo que para compensação do que absorveu. A questão protelou-se durante alguns anos, não manifestando o M. P. (Mascarenhas Pacheco) interesse em lesar (no texto zelar) a fazenda do Estado. O actual proprietário da Herdade do Roxo, Manuel Colaço Mendes, reside em Ferreira do Alentejo.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Janeiro foi remodelada e transferida a Estação Telégrafo-Postal de Alvalade, da Rua de Lisboa para uma casa sita na Rua de S. Pedro, fazendo esquina para a Rua Nova sendo chefe da mesma estação D. Maria Ângela Tavares da Costa de Oliveira.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Junho, foram calçadas as ruas Almirante Reis, Vasco da Gama e Luis de Camões com pedra de Santiago do Cacém.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi criada a Casa do Povo de Alvalade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1944</strong> – Em 26 de Abril, começaram por Alvalade os estudos da estrada nacional de 2ª classe para o Cercal, seguindo a orientação do Vale de Campilhas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1 de Maio, começaram em Alvalade os trabalhos preparatórios para a construção do canal para irrigação do Vale de Campilhas, dirigidos pelo engenheiro Rossa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1945</strong> – Em 12 de Janeiro nevou abundantemente das 10h40 às 11h20. As ruas, os telhados, as árvores e os campos ficaram cobertos de espessa camada. Os rapazes fizeram grandes bolas e bonecos. O frio que era intenso, abrandou. A 13, nevou abundantemente das 14 às 18 horas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Março começaram, com a comparticipação do Estado, os trabalhos para o calcetamento das restantes ruas da Vila, que ainda não tinham sido calçadas ou reparadas, vindo a pedra do Algarve.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda em Março foi criado pela Direcção de Saúde, um Dispensário anti-sezonático, em Alvalade, para ser instalado logo que haja o pessoal indispensável para o seu funcionamento, o que sucedeu em 8 de Novembro de 1945.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1946 </strong>– Em Junho começou a construção do novo edifício escolar, na estrada da Estação, no sítio da Carrasca, expropriado de um olival do Dr. Manuel Mateus.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1947</strong> – Foi concluído o calcetamento das Ruas 31 de Maio e da Cruz.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1948</strong> – Em Abril começou a construção do troço da estrada de Aljustrel, do Porto Beja aos Nabos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Julho começou a construção da nova ponte do Roxo, no Faial.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Julho e Agosto fizeram-se reparações nas paredes do cemitério, que tinham caído.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1949 </strong>– Em Setembro foi aberta ao trânsito a ponte sobre a Ribeira do Roxo, no Faial.</p>
<p style="text-align: justify;">Também em Setembro começaram as obras dos estábulos, no Campo de Culturas Regadas.<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Dezembro – Começaram as obras de construção da ponte sobre o Sado, entre o Porto de Beja e o Porto Ferreira.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1950 </strong>- Dezembro – No dia 28, às 19 horas, desabou o telhado da Igreja Matriz.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1951 </strong>- Abril – Acabou a construção do edifício residência e secretaria do Posto de Culturas Regadas, assim como o estábulo e outras dependências  (silos, eira, arrecadações de máquinas, etc).</p>
<p style="text-align: justify;">Junho – Acabou a construção da ponte do Sado, Porto Ferreira</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1952</strong> – Foram reparados os telhados da capela-mor, sacristias e capela de S. António; colocado novo telhado e soalhada a nave da igreja matriz e o coro e rebocado todo o edifício.</p>
<p style="text-align: justify;">Começou a construção da ponte – passagem de nível sobre a linha do Sado, na Cerca da Bica.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi construída a casa do coveiro num recanto do Curral do Concelho.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi construído um sifão, sob o leito do Sado, próximo do pego dos Coitos, o qual fará parte do canal de irrigação do Vale de Campilhas.</p>
<p style="text-align: justify;">Começou no ano anterior, junto a S. Domingos, a terraplanagem da futura estrada que ligará aquela aldeia a esta vila.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1952</strong> – Os habitantes da Estação de Ermidas organizaram uma comissão para ali ser criada uma freguesia, a qual comissão está tratando dos trânsitos legais para tal fim.</p>
<p style="text-align: justify;">Na Estação de Ermidas foi construída uma capela pela Sociedade Industrial Alentejo e Sado.</p>
<p style="text-align: justify;">Também ali foi construído um cemitério, com a comparticipação do Estado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1953</strong> – Foi construído e colocado no cemitério desta vila (Alvalade) um portão de ferro.</p>
<p style="text-align: justify;">Também foi construída uma casa para o coveiro em parte do antigo Curral do Concelho.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi feito novo pavimento na antiga igreja da Misericórdia, e colocada na parede esquerda a lápide sepulcral do seu fundador Frutuoso Pires.</p>
<p style="text-align: justify;">Concluiu-se a ponte-passagem de nível, sobre a linha do Sado, próximo da Cerca da Bica, que fica fazendo parte da estrada que vem de Aljustrel e seguirá para S. Domingos.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi criada a freguesia de Ermidas-Sado, cujo território pertencia à freguesia de Alvalade. A sua linha divisória é a Ribeira do Roxo, até ao Faial. Daí sobe até à carreteira do Sobral Meio-Dia, atravessa o Sado e segue pela mesma carreteira pela Mal Assentada, Atalaia, Sesmaria, até ao limite com a freguesia da Abela.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">_Apontamentos do Padre Jorge de Oliveira (1865/1957), pároco de Alvalade entre 1908 e 1936, para uma monografia que não chegou a publicar.</span></strong></p>
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		<title>Animar Alvalade</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Aug 2010 14:03:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre que surge o Verão e as noites convidam a sair de casa, aos alvaladenses não restam outras alternativas que não sejam uma esplanada de café ou simplesmente caminhar, errantemente e sem destino certo, pelas ruas da vila. Dia após dia, noite após noite, passam os meses de Junho, Julho e Agosto e com excepção de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/0421.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3815" title="042" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/0421-300x213.jpg" alt="" width="300" height="213" /></a>Sempre que surge o Verão e as noites convidam a sair de casa, aos alvaladenses não restam outras alternativas que não sejam uma esplanada de café ou simplesmente caminhar, errantemente e sem destino certo, pelas ruas da vila. Dia após dia, noite após noite, passam os meses de Junho, Julho e Agosto e com excepção de um ou outro bailarico ou festa de fim-de-semana, quase nada é programado para animar o Verão alvaladense, altura do ano em que a terra tem mais pessoas, incluíndo os jovens em tempo de férias escolares (os de cá e outros que estudam fora a que se juntam alguns mais que vêm passar uns dias com a família). Em tempos falou-se em animar o jardim da Praça da República com música ambiente, uma boa ideia que nunca chegou a ser concretizada. Ano após ano, mal chega o Verão, a falta de animação em Alvalade é assunto recorrente nas mesas de café ou nas conversas de rua entre os habitantes e vizinhos. &#8220;Não há nada para ver&#8221;. &#8220;Alvalade está morta&#8221;. &#8220;Só cafés, não temos mais nada&#8230;&#8221;. Estes e outros desabafos e lamentos repetem-se um dia e outro, ao longo de todo o Verão. Os tempos estão difícieis do ponto de vista financeiro, tanto para as autarquias como para as associações e colectividades. Mesmo assim, com engenho, algum esforço e a vontade necessária, julgo que seria possível, num projecto partilhado entre a autarquia e as colectividades, definir e agendar um conjunto de pequenos eventos de ar livre ao longo do Verão que animem Alvalade, selecionando vários espaços da vila (jardins, praças, monumentos, etc), alternando entre uns e outros com pequenos concertos, actuações de grupos, dj&#8217;s, etc, tentando ir ao encontro dos gostos das várias camadas etárias da população, um modelo que é seguido já em diversas localidades ao longo do país (<a href="http://www.vozdaplanicie.pt/index.php?q=C/NEWSSHOW/39099"><span style="color: #993300;">veja-se Ervidel</span></a>). </p>
<p style="text-align: justify;">                                                                                                                                                    _LPR </p>
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		<title>A Ponte Seca</title>
		<link>http://www.alvalade.info/?p=3772</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Aug 2010 14:29:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Património]]></category>

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		<description><![CDATA[“O movimento da estação de Alvalade é relativamente pequeno por lhe faltarem estradas de acesso. Seria o natural embarcadouro dos produtos agrícolas do centro e sul da freguesia, assim como da parte oeste da de Aljustrel e de todo o campo sueste da vizinha freguesia de S. Domingos, se, ao menos, pudessem ser utilizados os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/ponte-seca.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3784" title="ponte-seca" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/ponte-seca-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>“O movimento da estação de Alvalade é relativamente pequeno por lhe faltarem estradas de acesso. Seria o natural embarcadouro dos produtos agrícolas do centro e sul da freguesia, assim como da parte oeste da de Aljustrel e de todo o campo sueste da vizinha freguesia de S. Domingos, se, ao menos, pudessem ser utilizados os caminhos, que, em outras partes suprem as estradas. É dificílimo, no Verão, atravessar areais fundíssimos, e impossível, no Inverno, transpor ribeiras caudalosas, que não têm ponte&#8221;.</em> O padre Jorge de Oliveira comentava assim a falta de acessos à vila e à estação dos caminhos de ferro, escoadouro importante para as produções agrícolas da freguesia. A estrada nacional 261 viria atenuar e resolver boa parte do problema, sobretudo após a construção da <a href="http://www.alvalade.info/?p=1181"><span style="color: #993300;">ponte dos Arcos</span></a><span style="color: #993300;"> </span>(1951), da ponte-passagem de nível sobre a linha férrea (1952) e da ponte seca concluída em Dezembro de 1957, cujo projecto é da autoria do engenheiro projectista Manuel Sabino Sequeira, que também dirigiu a obra. Em leito de cheia, a importância da ponte seca, que  ainda recentemente teve obras de conservação, é inquestionável, embora quase sempre &#8220;secundarizada&#8221; relativamente à ponte dos Arcos, quer pela dimensão da estrutura quer pelo facto de apenas esta última estar sobre o actual leito do rio Sado. Do espólio pessoal e arquivo de família do Engº Manuel Sabino Sequeira, autor da obra de arte alvaladense outrora afecta à extinta Junta Autónoma de Estradas (JAE), recebemos elementos novos como <a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/folha-Alvalade.jpg"><span style="color: #993300;">uma pequena ficha técnica da ponte</span></a> e algumas fotografias inéditas das quais publicamos aqui duas (a deste artigo que data de finais de 1957 ou inícios de 1958 e uma <a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/pilaresponteseca.jpg"><span style="color: #993300;">outra sobre a fase de construção dos pilares</span></a>). Naturalmente agradecendo ao Sr. Jorge Sequeira, filho do Sr. Engº Manuel Sabino Sequeira, que teve amabilidade de nos contactar e fornecer estes novos elementos, de grande interesse, sobre a Ponte Seca de Alvalade, nome pela qual a conhecemos. Das pontes de Alvalade, as do passado e as do presente, que garantiram a circulação de pessoas e bens e resolveram em grande parte o isolamento que a localização geográfica impôs à vila, também dependeu e ainda depende o crescimento e o desenvolvimento da freguesia.</p>
<p style="text-align: justify;">                                                                                                                                                                      _LPR </p>
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		<title>Festa em S. Roque</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Aug 2010 08:14:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a ermida reduzida a alguns restos de paredes, em S. Roque já não se ouve o rebentar dos foguetes, nem o burburinho alegre do povo, ou a música de Beja como no dia 16 de Agosto de 1687. Quem vai hoje a S. Roque, na herdade do Faial, não consegue imaginar a azáfama que por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/s.roque_.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3362" title="s.roque" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/s.roque_.jpg" alt="" width="200" height="200" /></a>Com a ermida reduzida a alguns restos de paredes, em S. Roque já não se ouve o rebentar dos foguetes, nem o burburinho alegre do povo, ou a música de Beja como no dia 16 de Agosto de 1687. Quem vai hoje a S. Roque, na herdade do Faial, não consegue imaginar a azáfama que por lá se viveu em Julho de 1687, para reparar a pequena ermida e dar festa digna ao Santo no 16 de Agosto, como era tradição no concelho de Alvalade. O estado de degradação a que tinha chegado a capelinha impressionou Pedro Fialho, prior da igreja matriz de Alvalade à época, depois da visita a um doente, na Carregueira. Decidido a reabilitar o pequeno templo, o sacerdote viu-se obrigado a despender dinheiros próprios, em 13.610 réis, a que juntou as rendas atrasadas que cobrou de duas courelas que o Santo detinha, ficando a obra num total de 22.460 réis. A iniciativa surpreendeu os mordomos da igreja matriz, que prontamente assumiram as despesas da festa ao Santo, no 16 de Agosto, com a dignidade que a data merecia, compensando dessa forma o gasto do padre Pedro Fialho.  Antes do fim de Julho, a ermida estava como nova e a cal que o Manuel Fernandes Esquece foi buscar a Vila Nova de Milfontes devolveu-lhe a alvura de outros tempos e destacava-a no verde dos campos. A comissão entretanto formada organizou dois dias de festa rija, começada logo na véspera do dia de S. Roque. Nos ornamentos sobressaia, imponente, um arco triunfal, e diversos mastros com festões de verdura. Um pequeno palco para a banda, que viria de Beja, esperava os músicos. A ermida tinha agora um coreto e um púlpito para as celebrações. O fogo preso e os foguetes estavam a postos. Para o repasto, reuniram-se <em>“trinta alqueires de pão cozido, um novilho e seis chibatos já esquartejados, e uma pipa de vinho”</em>. À sombra dos freixos ao redor já diversas mesas aguardavam os petiscos e o muito povo esperado, que seguia ansioso e em passo apressado pelas veredas e atalhos em direcção a S. Roque. O dia 15 teve foguetes e fogo preso, um concerto pela filarmónica de Beja e os ofícios solenes, que contaram com o prior do Roxo. O povo não arredou pé do local e ficou-se por ali, adormecendo as emoções ao relento de uma noite de Verão, porque o dia de S. Roque prometia festa maior. O dia 16 começou com o romper do Sol e ao som dos clarins, que todos despertaram e juntaram para a missa solene do grande dia. A banda de Beja voltou a extasiar os presentes. O fogo preso deslumbrava na bruma da noite, e a debandada no fim da festa fez-se a custo e já com saudade. <em>“Ah Santo amigo, mesa farta como a tua, nunca mais…”. </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>                                                                                                                                                   _</em>LPR</p>
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		<title>Toponímia antiga do centro histórico</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 14:21:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Centro Histórico]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Património]]></category>

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		<description><![CDATA[A Rua Padre Jorge de Oliveira (antiga Azinhaga do Adro), o Largo 25 de Abril (antigo Largo do Adro), a Rua 25 de Abril (antiga Rua do Adro), a Rua de S. Pedro, a Rua Padre Abel Varzim (antiga Travessa do Adro), a Rua de Lisboa, a Travessa do Espírito Santo, a Travessa da Cruz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/Alvalade-tradicional-2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3755" title="Alvalade tradicional, 2" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/Alvalade-tradicional-2-300x232.jpg" alt="" width="300" height="232" /></a>A Rua Padre Jorge de Oliveira (antiga Azinhaga do Adro), o Largo 25 de Abril (antigo Largo do Adro), a Rua 25 de Abril (antiga Rua do Adro), a Rua de S. Pedro, a Rua Padre Abel Varzim (antiga Travessa do Adro), a Rua de Lisboa, a Travessa do Espírito Santo, a Travessa da Cruz (antiga Travessa da Misericórdia), a Rua Dr. António Guerreiro Fernandes (antiga Rua Nova), o Largo Cerro do Moinho, a Rua Atrás dos Quintais, o Quintal do Mira, a Rua 31 de Maio de 1834 (antiga Rua da Estalagem), a Rua Duque da Terceira (antiga Rua Covas da Areia), a Rua da Cruz (antiga Rua Quente) a Rua 23 de Agosto de 1914 (antiga Rua da Ladeira), a Rua 1º de Maio (antiga Rua do Cerradinho), a Rua Almirante Reis (antiga Travessa de S. Sebastião), a Praça da República (antigo Largo da Feira), a Rua da Figueira, a Travessa da Figueira e o Cerrado de S. Pedro formam o conjunto mais significativo dos topónimos actuais e antigos do núcleo histórico de Alvalade. São testemunhos da evolução e da identidade alvaladense que se foi transformando e moldando no tempo. Remetem-nos para as nossas raízes e permitem-nos conhecer e compreender a origem de cada rua, de cada espaço, de cada recanto e são parte indissociável da história local de Alvalade. Recuperar os topónimos antigos, através de um pequeno projecto que contemple a substituição das actuais placas toponímicas do núcleo histórico por pequenos painéis de azulejos com os topónimos actuais e os antigos, é valorizar o nosso património cultural, reconstruir a nossa memória colectiva, essa argamassa que nos liga à terra e nos dá uma identidade, e permite, em simultâneo, homenagear as sucessivas gerações de alvaladenses que ao longo dos séculos construiram esta freguesia.  É também por aqui que passa a valorização do centro histórico de Alvalade.</p>
<p style="text-align: justify;">                                                                                                                                                                _LPR</p>
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		<title>Moinhos de Alvalade</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 10:59:18 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Património]]></category>

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		<description><![CDATA[No decorrer dos séculos a arte de farinar o grão panificável passou por várias metamorfoses. Encontram-se ainda, por aqui, os trituradores da idade da pedra, a mola manuária, da idade dos metais e também a mola asinária, accionada por animais, geralmente burros-asinos. A invasão árabe trouxe-nos a utilização da força motriz hidráulica e do vento. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/fig.3.jpg"><em><img class="alignleft size-medium wp-image-3465" title="fig.3" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/fig.3-300x226.jpg" alt="" width="300" height="226" /></em></a><em>No decorrer dos séculos a arte de farinar o grão panificável passou por várias metamorfoses. Encontram-se ainda, por aqui, os trituradores da idade da pedra, a mola manuária, da idade dos metais e também a mola asinária, accionada por animais, geralmente burros-asinos. A invasão árabe trouxe-nos a utilização da força motriz hidráulica e do vento. No perímetro da freguesia de Alvalade, ainda a mesma área que era na época medieval, há notícia e vestígios de azenhas no rio Sado em Gaspeia, no Monte Branco, na Algêda, na Gamita e na Gamitinha, os três últimos ainda existentes. E na ribeira de Campilhas, a azenha do Crujo na Boavista. Moinhos de vento existiam na vila  no local aonde está hoje um pavilhão pertencente ao Posto de Culturas Regadas, o moinho do Paneiro, sobranceiro à fonte do Pote, o moinho da Olhalva e outro no Monte Novo de Gaspeia. Em tempos idos, existiu nesta vila uma atafona, no local chamado &#8220;A Atafona&#8221; que era do lado aonde está a casa de Manuel Joaquim Garcia.</em></p>
<p style="text-align: justify;">O texto acima pertence ao <a href="http://www.alvalade.info/?p=1898"><span style="color: #993300;">Padre Jorge de Oliveira</span></a>, e reporta-se a uma época em que Alvalade ainda integrava Ermidas-Sado, que mais tarde se autonomizou como freguesia, e daí as referências aos moinhos de água ou azenhas da Gamita e da Gamitinha, assim como aos limites territoriais de Alvalade que até essa altura seriam praticamente os mesmos que já vinham da idade média. Do moinho de vento existente no local onde está actualmente o edifício-sede do Posto de Culturas Regadas resta apenas o topónimo &#8220;Largo Cerro do Moinho&#8221;. A Atafona (moinho cuja máquina era movida por animais ou por homens), raros no concelho segundo o estudo do molinólogo santiaguense José Matias (Moinhos de Vento do Concelho de Santiago do Cacém, edições Colibri, 2002), situava-se no enfiamento do edifício onde está a ourivesaria &#8220;Mirinha&#8221;, que esquina com a rua Dr. António Guerreiro Fernandes. Curiosa é a designação inédita para o moinho de vento da Fonte do Pote, assim conhecido (na imagem e cujas ruínas foram demolidas em Janeiro de 2004), mas que o Padre Jorge  atribui o nome de &#8221;moinho do Paneiro&#8221;, que até aqui era desconhecido. Relativamente aos moinhos de água, ou azenhas, o padre António Almada Pereira já as tinha mencionado, em 1758, no <a href="http://www.alvalade.info/?p=1705"><span style="color: #993300;">inquérito nacional promovido pelo reino</span></a>, dando conta da sua existência nas ribeiras de S. Romão e do Roxo. Porém, o texto do padre Jorge traz novas informações sobre a localização destes engenhos e que podem ajudar a identificar eventuais vestígios que ainda possam subsistir, permitindo estudar e conhecer melhor o património moageiro de Alvalade e a sua evolução ao longo dos séculos.</p>
<p style="text-align: justify;">                                                                                                                                                           _LPR  </p>
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		<title>O Hospital do Espírito Santo</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 15:35:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alvalade Quinhentista]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>

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		<description><![CDATA[O Hospital do Espírito Santo terá sido fundado pela Ordem Militar de Santiago da Espada na segunda metade do século XIV ou no início do século XV. Apesar de designado como &#8220;hospital&#8221; era apenas um pequeno albergue que prestava assistência fundamentalmente aos pobres e aos viandantes que nele encontravam uma refeição, um agasalho, uma cama para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/hospital.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3635" title="hospital" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/hospital-216x300.jpg" alt="" width="216" height="300" /></a>O Hospital do Espírito Santo terá sido fundado pela Ordem Militar de Santiago da Espada na segunda metade do século XIV ou no início do século XV. Apesar de designado como &#8220;hospital&#8221; era apenas um pequeno albergue que prestava assistência fundamentalmente aos pobres e aos viandantes que nele encontravam uma refeição, um agasalho, uma cama para pernoitarem e alguns cuidados de saúde certamente muito precários. Em 1510, os visitadores da Ordem de Santiago da Espada descrevem-no como sendo um edifício térreo construído em taipa, coberto de telha vã, composto por um alpendre e três câmaras: uma divisão de entrada e duas outras de idêntica dimensão onde existiam quatro camas. Era gerido pela Confraria do Espírito Santo e tinha à sua frente o mordomo Tristão Mendes. Após a fundação da Santa Casa da Misericórdia de Alvalade, em meados do século XVI, o hospital passaria para a sua administração. Estava localizado no início da rua da Cruz, em frente do alçado lateral esquerdo da Igreja da Misericórdia. O topónimo &#8220;Rua da Cruz&#8221;, que substituiu o secular topónimo &#8220;Rua Quente&#8221;, teve origem no hospital, concretamente na porta de entrada que apresentava uma cruz. Em 2005, durante as obras de demolição de uma antiga parede de taipa para a construção do edifício novo, de dois pisos, situado ao lado do café &#8220;O Furo&#8221;, local onde esteve implantado o Hospital do Espírito Santo, foram encontradas duas pequenas medalhas, <a href="http://www.alvalade.info/?p=914"><span style="color: #993300;">uma delas dedicada a S. Venâncio</span></a>, patrono e protector dos viajantes.</p>
<p style="text-align: justify;">                                                                                                                                                          _LPR</p>
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		<title>A Feira de Verão</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 17:26:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Alvalade recebe amanhã, Domingo, mais uma Feira de Verão, ou a feira de Julho, a segunda e última feira anual, que nesta altura se confunde com um qualquer mercado mensal da freguesia, e que como acontecia com a feira de Abril, era sempre ansiada e esperada com grande expectativa pela população e pelos habitantes das localidades mais próximas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/feira1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3593" title="feira" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/feira1-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Alvalade recebe amanhã, Domingo, mais uma <span style="color: #800000;"><a href="http://www.alvalade.info/?p=202"><span style="color: #993300;">Feira de Verão</span></a></span>, ou a feira de Julho, a segunda e última feira anual, que nesta altura se confunde com um qualquer mercado mensal da freguesia, e que como acontecia com a feira de Abril, era sempre ansiada e esperada com grande expectativa pela população e pelos habitantes das localidades mais próximas. O tempo tirou-lhes o peso social, comercial e sobretudo lúdico que as feiras de Alvalade tiveram até aos anos oitenta do século passado. O circo, os carrosséis, os carrinhos de choque, os aviões, a roda de cadeiras, as barraquinhas de tiro ao alvo e outras diversões desapareceram das duas feiras alvaladenses, restando apenas a componente comercial num formato em tudo idêntico aos mercados que Alvalade recebe a cada 2º domingo de cada mês. Nalgumas terras, sobretudo nas sedes de concelho (mas não só), as feiras tradicionais foram repensadas e apresentam hoje outros motivos de interesse, com um novo modelo organizativo e são actualmente espaços importantes para promover os produtos locais, o artesanato, a gastronomia e as empresas. Sem esquecer, evidentemente, a componente lúdica e de diversão. Alvalade necessita, urgentemente, de um espaço devidamente infra-estruturado, arborizado, etc, com condições para repensar e relançar as suas duas feiras tradicionais. Um espaço que permita também criar e dinamizar outros eventos, receber um espectáculo de circo em qualquer estação do ano, organizar concertos e espectáculos de ar livre, entre outros, e dessa forma dar também mais vida à povoação, sobretudo no Verão, altura em que as alternativas para sair de casa se resumem às esplanadas dos cafés, uma ou outra festa ou bailarico e pouco mais.</p>
<p style="text-align: justify;">                                                                                                                                              _LPR </p>
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		<title>O Baeta</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 11:26:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Usos, costumes, crenças e superstições]]></category>

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		<description><![CDATA[O meu vizinho, Diogo de Góis, é natural de Messejana, mas reside, há muitos anos, em Alvalade. É grande bairrista da sua terra. Conversando comigo acerca da última festa e procissão a que presido na qualidade de pároco, ele teceu-lhes grandes elogios não só pela ordem, aprumo e dignidade com que os seus comportamentos se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/cortejo.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3404" title="cortejo" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/cortejo-237x300.jpg" alt="" width="237" height="300" /></a>O meu vizinho, Diogo de Góis, é natural de Messejana, mas reside, há muitos anos, em Alvalade. É grande bairrista da sua terra. Conversando comigo acerca da última festa e procissão a que presido na qualidade de pároco, ele teceu-lhes grandes elogios não só pela ordem, aprumo e dignidade com que os seus comportamentos se apresentavam e executavam os seus cargos, mas também pela imponência e arte com que tudo se apresentava: Bem vê, retorqui, que os actos do culto externo não poderão nunca atingir o seu fim, se não forem apresentados com dignidade, imponência e arte. Só assim se poderão impor ao espírito dos espectadores. É certo que isto somente se consegue à custa de grande trabalho. Primeiramente, organizava-se a planta do cortejo e dela se entregavam cópias aos guias. Tudo era, previamente, ensaiado e explicado, na igreja, de modo que, na rua, cada um ocupava conscientemente o seu lugar, e fazia-o com aprumo, porque via tudo, ao seu redor, afinado e posto com arte. Os guias somente se ocupavam de manter os alinhamentos. Era frequente espectadores que, num ponto, assistiam ao desfile do cortejo, correrem presunçosos, em busca de outro local aonde pudessem novamente repetir a sensação que os deslumbrara. &#8220;<em>Que bonito que isto é. Quem lindo que isto vai</em>&#8220;. E, ao recolherem à igreja, faziam-no com tristeza, porque era pequeno o trajecto, quando, na verdade, orçava pelos dois quilómetros. Por tudo isto, o vizinho Diogo de Góis, esse dizia que &#8220;<em>nestas redondezas</em>&#8220;, as melhores festas eram as de Alvalade. &#8220;<em>Até os sinos, são os melhores que há, das freguesias ao redor de Alvalade</em>&#8220;. São apenas três, mas consegui afiná-los de modo a poder variar as melodias, conforme o seu fim ou objectivo: missa, baptizados, funerais, etc. Mas, o vizinho Diogo, que é grande bairrista da sua Messejana, aproveitou o ensejo para me dizer coisas lindas, da sua terra. Em certa altura, perguntava-me:</p>
<p style="text-align: justify;">- O Sr. Prior já viu o Baeta?</p>
<p style="text-align: justify;">- Não, não conheço esse sujeito! Vive em Messejana?</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim senhor. É um senhor de grande respeito.</p>
<p style="text-align: justify;">- Mas onde reside ele?</p>
<p style="text-align: justify;">- Mora na igreja.  É um senhor que tem umas barbas muito grandes, os cabelos caídos, com um vestido amarrado à cinta, por uma corda.</p>
<p style="text-align: justify;">- E uma cruz muito grande às costas?</p>
<p style="text-align: justify;">- Exactamente. Pois esse senhor, é conhecido de todos pelo Baeta. Pois quem for a Messejana &#8211; Messejana gravidade, como diz a conhecida sextilha &#8211; quem ver o Senhor dos Passos, deve perguntar pelo Baeta&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>_Apontamentos do Padre Jorge de Oliveira (1865-1957), pároco de Alvalade entre 1908 e 1936, para uma monografia que não chegou a publicar.</strong></p>
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		<title>Turismo de Natureza</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 11:12:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[O turismo de natureza começa a definir-se como um produto essencial e estratégico no âmbito do desenvolvimento turístico do Alentejo. A freguesia de Alvalade, no contexto do concelho e da região em que estamos inseridos, detém potencialidades muito interessantes ainda por explorar neste domínio.  Por exemplo, a criação de percursos pedestres, devidamente sinalizados, que permitam proporcionar o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/pingueladoscoitos.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3557" title="pingueladoscoitos" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/pingueladoscoitos-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>O <a href="http://www.radiopax.com/noticias.php?d=noticias&amp;id=9675&amp;c=1"><span style="color: #800000;">turismo de natureza</span></a> começa a definir-se como um produto essencial e estratégico no âmbito do desenvolvimento turístico do Alentejo. A freguesia de Alvalade, no contexto do concelho e da região em que estamos inseridos, detém potencialidades muito interessantes ainda por explorar neste domínio.  Por exemplo, a criação de percursos pedestres, devidamente sinalizados, que permitam proporcionar o envolvimento saudável de pessoas e grupos com a paisagem e o nosso património natural e ambiental, percorrendo caminhos e trilhos, observando e apreciando a flora e a fauna locais, os hábitos e as práticas agrícolas, entre outros, é uma ideia há muito defendida no âmbito de uma estratégia de aproveitamento das potencialidades turísticas da freguesia.  O património natural, as herdades (por exemplo Conqueiros e a sua vinha), os vestígios da presença romana dispersos pela freguesia, a observação de aves (<a href="http://birdwatching.spea.pt/"><span style="color: #800000;">birdwatching</span></a>), os velhos caminhos e trilhos seculares rasgados na paisagem e que ainda hoje são percorridos, entre outros, apelam à partilha de sensações, à descoberta, à compreensão do meio e dos espaços naturais e culturais de um território disputado e ocupado desde tempos imemoriais. Os múltiplos patrimónios de Alvalade  encerram um potencial valioso para a criação de um pequeno conjunto de percursos pedestres temáticos, que devidamente marcados, homologados e promovidos poderiam constituir-se um elemento de valorização do património natural e cultural da freguesia e um contributo para o seu desenvolvimento.   </p>
<p style="text-align: justify;">                                                                                                                                                 _LPR</p>
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		<title>A &#8220;Visita&#8221; do Duque da Terceira</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 14:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>

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		<description><![CDATA[Numa fase que veio a ser decisiva na guerra civil que opôs liberais e absolutistas (1832-34) e que colocou o país a ferro e fogo, D. António José de Sousa Manuel e Meneses Severim de Noronha, 7º Conde de Vila Flor, que então já recebera o título de 1º Duque da Terceira, assume a missão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/duquedaterceira.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2303" title="duquedaterceira" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/duquedaterceira-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a>Numa fase que veio a ser decisiva na guerra civil que opôs liberais e absolutistas (1832-34) e que colocou o país a ferro e fogo, D. António José de Sousa Manuel e Meneses Severim de Noronha, 7º Conde de Vila Flor, que então já recebera o título de 1º Duque da Terceira, assume a missão de desembarcar no Algarve com um contingente de 2500 homens, o que veio a suceder perto de Monte Gordo, no dia 24 de Junho de 1833.  O objectivo era tentar uma manobra de diversão que pudesse fazer com que algumas tropas miguelistas fossem atraídas ao sul, abrindo assim outra frente de combate e dessa estratégia pudesse resultar algum alívio na forte pressão existente sobre o Porto, na altura cercado pelo exército realista.  O Verão de 1833 estava a ser complicado para os liberais, e a situação pareceu, a dada altura, bastante adversa. Divergências políticas entre as facções dos Duques de Palmela e Saldanha, deserções maciças, fome, cólera, revoltas, insubordinações e algumas hesitações nos apoios estrangeiros resultavam num cenário que apontava para um desfecho pouco favorável aos liberais.  As últimas esperanças de uma reviravolta na situação, estavam assim centradas no resultado desta missão.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao desembarcar no Algarve, o Duque da Terceira não encontra resistência e rápidamente tomou Faro e Olhão. Na mesma ocasião a esquadra comandada pelo Almirante Charles Napier &#8211; um mercenário ao serviço da causa liberal -, que se deslocara do Porto igualmente para o sul,  enfrenta a armada realista, derrotando-a com alguma facilidade perto do Cabo de S. Vicente, e apodera-se da maior parte dos navios de guerra miguelistas. Conquistado o Algarve, que significaria o primeiro grande sucesso das hostes liberais, o Duque da Terceira decide-se por uma manobra arrojada e destemida, subindo pelo litoral com a sua coluna em direcção a Lisboa, apoiado ao longo da costa pela armada de Napier, e em poucos dias atravessa o Alentejo sem qualquer oposição digna de registo. </p>
<p style="text-align: justify;">Depois de ter estado em Messejana a 17 de Julho,  no dia seguinte a coluna é avistada às portas de Alvalade, por volta do meio dia. Atravessado o Sado, segundo alguns registos pelos lados da Amoreira, o contingente  imobilizou-se nos olivais da Carrasca e de S. Sebastião. Pouco tempo depois, ao som dos clarins, o Duque da Terceira e parte do seu estado-maior entrava em Alvalade, pela Rua das Areias (actual Rua Duque da Terceira),  escoltados por um esquadrão de Cavalaria e uma força de Caçadores destacadas da guarnição. Num ápice chegaram aos Paços do Concelho. O Duque e alguns oficiais subiram ao salão nobre, situado no primeiro andar, fizeram tocar os sinos da câmara exigindo a presença imediata da vereação camarária e das restantes autoridades locais, que rapidamente compareceram. O povo,  expectante e algo receoso, juntou-se na praça (D. Manuel I) em grande número. Não demorou que as autoridades administrativas alvaladenses renunciassem a fidelidade a D. Miguel, e aclamassem D. Maria II também como sua rainha, lavrando disso a acta respectiva. Naquele <em>cenário</em> e com as forças presentes, seria pouco aconselhável tentar esgrimir argumentos, defender posições,  que pudessem de alguma forma justificar a vontade política dos poderes locais.  A guerra civil era também um pouco isto&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Uma vez cumprida a missão e feita a vontade ao Duque,  soam novamente os clarins e as tropas retiram da vila pela Rua de Lisboa, retomando a marcha que só iria terminar na capital. Porém, em 30  de Agosto  (mês e meio depois),  a vereação volta a reunir, desta vez a pedido do corregedor interino da Comarca de Beja, Diogo José Vieira de Noronha, acompanhado do sargento-mor de ordenanças da mesma cidade, vindos propositadamente a Alvalade, de que resultaria a renúncia do auto declarativo de 18 de Julho, com a justificação de que só aclamaram D. Maria II porque a isso <em>&#8220;&#8230;tinham sido obrigados por uma força rebelde</em> <em>que aqui passara&#8221;,</em> e voltam a aclamar D. Miguel como seu rei legítimo. Contudo, a vitória militar dos Liberais na Guerra Civil de 1832-34 provocaria nova posição do concelho, e em 11 de Julho de 1834 as instituições alvaladenses voltam a reconhecer e a aclamar a rainha D. Maria II, como sua soberana.</p>
<p style="text-align: justify;">                                                                                                                                                  _LPR</p>
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		<title>Visitações do Ordinário referentes à Misericórdia</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 16:21:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1749, D. Frei Miguel de Távora, Arcebispo de Évora, em visita ordinária à freguesia de Alvalade deu o seguinte provimento à Misericórdia: Nº 19 - Fomos informados de que o Provedor e demais irmãos da Misericórdia desta vila recebem os rendimentos da Ermida do Espírito Santo, e por este motivo são obrigados a fabricar com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/campanario.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2270" title="campanario" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/campanario-300x195.jpg" alt="" width="300" height="195" /></a>Em 1749, D. Frei Miguel de Távora, Arcebispo de Évora, em visita ordinária à freguesia de Alvalade deu o seguinte provimento à Misericórdia:</p>
<p style="text-align: justify;">Nº 19 - <em>Fomos informados de que o Provedor e demais irmãos da Misericórdia desta vila recebem os rendimentos da Ermida do Espírito Santo, e por este motivo são obrigados a fabricar com eles a dita ermida pelo que mandamos ao recebedor dos ditos rendimentos da Ermida do Espírito Santo, que (…).</em></p>
<p style="text-align: justify;">Nº 20 -<em> Vimos a igreja da Misericórdia desta vila mui falta de ornamentos, ainda que no mais, suficientemente composta e asseada e como é também grande obra de misericórdia prover a sua igreja de ornamentos decentes, admoestamos o Provedor e mais irmãos da Misericórdia d’esta Vila, que, dentro de um ano, façam</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Nº 30<em> &#8211; Que não deve celebrar-se missa alguma, nas capelas ou na Misericórdia, antes da missa paroquial, excepto a missa d’ alva para os pastores.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Nº 31 -<em> Quando na Igreja da Misericórdia desta vila se fizer a exposição do Santíssimo, o Revº Prior deve observar se se faz com a decência devida, e com os trinta lumes litúrgicos.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Em 27 de Novembro de 1755, o Dr. Luis Gomes Genões, visitador ordinário em nome do Arcebispo de Évora, D. Frei Miguel de Távora: <em>“Vi a igreja da Misericórdia incapaz de se celebrarem nela os ofícios divinos, ameaçando uma grande e considerável ruína, pelo que mando aos administradores da mesma, que dentro de oito meses reparem a mesma igreja, e não menos a do Divino Espírito Santo, que tendo esta menos ruína, com menos custo pode ser reparado em menos tempo”</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>_Apontamentos do Padre Jorge de Oliveira (1865-1957), pároco de Alvalade entre 1908 e 1936, para uma monografia que não chegou a publicar.</strong></p>
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		<title>Marcha &#8220;Recordar é Viver&#8221; foi a Rio de Moinhos e a Ermidas-Aldeia</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jul 2010 14:48:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tradições]]></category>

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		<description><![CDATA[A marcha &#8220;Recordar é Viver&#8221;  de Alvalade actuou no passado fim-de-semana em Rio de Moinhos, freguesia do concelho de Aljustrel, e em Ermidas-Aldeia, respectivamente na sexta-feira e no sábado. Duas actuações fora de Alvalade que deslumbraram e dignificaram o nome da freguesia através de uma das suas mais vincadas tradições populares. Em Ermidas-Aldeia, a freguesia  de Alvalade esteve também representada pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/911.jpg"></a><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/911.jpg"></a><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/91.jpg"></a><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/91.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3493" title="91" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/91-300x241.jpg" alt="" width="300" height="241" /></a>A <span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">marcha &#8220;Recordar é Viver&#8221;</span> <span style="color: #000000;"> de Alvalade</span></span><span style="color: #000000;"> </span>actuou no passado fim-de-semana em Rio de Moinhos, freguesia do concelho de Aljustrel, e em Ermidas-Aldeia, respectivamente na sexta-feira e no sábado. Duas actuações fora de Alvalade que deslumbraram e dignificaram o nome da freguesia através de uma das suas mais vincadas tradições populares. Em Ermidas-Aldeia, a freguesia  de Alvalade esteve também representada pela Marcha do Centro de Dia, igualmente muito acarinhada e aplaudida. Alvalade &#8220;marcou pontos&#8221; na região, à semelhança do que acontecia há algumas décadas atrás quando as suas marchas encantavam e animavam os bailaricos e as festas dos Santos Populares nas redondezas. Os tempos são outros, e esta é mais uma tradição em risco. Sem o envolvimento das gerações mais novas, dinamizado pelas escolas, associações, colectividades e pela autarquia será muito difícil manter a tradição. A perder-se é a identidade cultural de Alvalade que fica mais pobre e as festas dos Santos Populares perdem seguramente o brilho, a côr e a animação que só as marchas lhes emprestam&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">                                                                                                                                                _LPR</p>
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		<title>Superstições&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 10:40:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Usos, costumes, crenças e superstições]]></category>

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		<description><![CDATA[É costume aqui, e em muitas outras regiões do país quando alguém espirra, dizerem: Jesus ou Dominus Tecum (O Senhor é contigo). Alguém me perguntou porque motivo se diziam tais palavras. Respondi: É crença vulgar que o diabo, sendo puro espírito, pode entrar pela boca. Ora, sendo o espirro uma expiração violenta,  dá lugar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/fechadura.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3414" title="fechadura" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/fechadura.jpg" alt="" width="300" height="223" /></a>É costume aqui, e em muitas outras regiões do país quando alguém espirra, dizerem: Jesus ou <em>Dominus Tecum</em> (O Senhor é contigo). Alguém me perguntou porque motivo se diziam tais palavras. Respondi: É crença vulgar que o diabo, sendo puro espírito, pode entrar pela boca. Ora, sendo o espirro uma expiração violenta,  dá lugar a uma inspiração funda, e portanto a saída para o diabo entrar. Para evitar o mal, dizem-se as conhecidas esconjuras para esconjurar o diabo, ou o sinal da cruz sobre a boca. Pelo mesmo motivo, em tempos idos, o escudete da fechadura das portas tinha uma cruz, para que o diabo não entrasse pelo buraco da chave. Paralelas a esta superstição, são as costumeiras de se deitar fora toda a água que existir em casa aonde alguém morre, não tenha ido para lá o espírito do falecido. Pelo mesmo motivo, alguns desperdiçam a comida existente naquele lar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Remédios</strong></p>
<p>Frango preto, aberto pelas costas – metendo nele os pés do doente, cura a febre</p>
<p>Escrementos de pombo, com vinagre – postos na barrigas das pernas, alivia a febre</p>
<p>Infusão de arruda ou macela – curas as lesões e maleitas</p>
<p>Ovários das flores de estevas em infusão – curam as febres palustres</p>
<p>Urina humana – toma-se para curar a interícia e apressar a descida da placenta</p>
<p>Papas de cinzas – rebentam os tumores</p>
<p>Pedaço de pedra de ara ao pescoço dos meninos – tira-lhes o enguiço</p>
<p>Fios de franja da estola – curam o mau-olhado</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>_Apontamentos do Padre Jorge de Oliveira (1865-1957), pároco de Alvalade entre 1908 e 1936, para uma monografia que não chegou a publicar.</strong></p>
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		<title>O uso da taipa nas igrejas e outras construções em Alvalade</title>
		<link>http://www.alvalade.info/?p=1811</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 11:38:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alvalade Quinhentista]]></category>
		<category><![CDATA[Património]]></category>

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		<description><![CDATA[A construção em terra encontra-se em todo o mundo. Onde quer que falte pedra ou madeira, a solução é a utilização da terra. E, ao contrário, do que se pode pensar, olhando à modéstia ou relativa modéstia da realidade portuguesa, existem grandes edifícios e cidades inteiras construídas em terra. Uma ideia também aventada regularmente é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/taipa.jpg"></a><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/taipa2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3444" title="taipa2" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/taipa2-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>A construção em terra encontra-se em todo o mundo. Onde quer que falte pedra ou madeira, a solução é a utilização da terra. E, ao contrário, do que se pode pensar, olhando à modéstia ou relativa modéstia da realidade portuguesa, existem grandes edifícios e cidades inteiras construídas em terra. Uma ideia também aventada regularmente é a de que a construção em terra foi introduzida na Península Ibérica durante a ocupação islâmica, que aqui teria reproduzido este processo construtivo à semelhança da realidade árabe e berbere. Trata-se de mais um lugar-comum sem qualquer consistência histórica. Naturalmente o período islâmico na Península continuou uma tradição muito mais antiga no mundo mediterrânico, embora os construtores árabes pudessem ter melhorado algumas técnicas, como no caso da taipa militar, em que à terra adicionavam cal, edificando castelos que ainda hoje sobrevivem.<br />
A construção em terra remontará a antigas épocas da pré e da proto-história, quando o homem necessitou de abrigos cada vez mais elaborados e eficazes, em que utilizavam os materiais de que dispunham na natureza. A arqueologia tem confirmado esta afirmação.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Portugal, o Sul é por excelência a área da utilização da terra como material de construção, embora em todo o País se possa encontrar essa solução construtiva. Evidentemente, no Sul também existe construção em pedra, mesmo em simples moradias e até em construções de mais desqualificada função como estábulos e armazéns. A alvenaria de pedra e cal e de pedra e barro é portanto também frequente. A pedra é geralmente o xisto, a rocha mais abundante no sudoeste português, e a argamassa o barro, na falta de cal. Efectivamente, não existem aqui terrenos calcários e a cal tem de vir de fora e fica, portanto, cara. Um exemplo da dificuldade em obter esse produto: em 1687, uma carreta foi de Alvalade buscar uma carrada de cal a Milfontes: a cal custou cinco tostões, quantia que naturalmente incluía o frete marítimo; o transporte até Alvalade ficou em 12 tostões. Total: 17 tostões (1700 réis). Mais caro o transporte que o produto.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, a ideia de um Alentejo, todo ele, branquejando de cal na planície não convém a todo o Alentejo. Lugares havia, sobretudo em zonas de maiores influências de uma tradição mais serrana, com taipas e alvenarias de xisto sem reboco de cal e areia, em que muitas das casas, principalmente as que eram construídas de pedra e barro, ofereciam um aspecto escuro, que justificava topónimos como Casa Branca que significavam nessas áreas a escassa presença de casas brancas.</p>
<p style="text-align: justify;">A construção em terra é realizada com três técnicas: a taipa, o adobe e o tabique. Falaremos apenas na primeira, como nos foi proposto.</p>
<p style="text-align: justify;">Basicamente, a construção em taipa baseia-se no enchimento e compactamento com terra previamente molhada de um espaço entre taipais, como uma cofragem, que em camadas sucessivas, e desencontradas para obter travamento, iam edificando as paredes. Em geral, os caboucos eram de pedra até cerca de meio metro para evitar a acção da humidade ascendente. Com efeito, um dos pontos fracos da taipa é a humidade e a falta de protecção de um reboco, que se fazia de uma argamassa de cal e areia. Por isso, a taipa é uma solução que também tem uma envolvente climática, uma vez que é mais apropriada para áreas menos pluviosas.</p>
<p style="text-align: justify;">Para dar mais consistência aos edifícios, construíam-se por vezes contrafortes, os moirões, que impediam desequilíbrios das paredes. Os moirões eram também usados nas edificações de pedra.  </p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, a qualidade da taipa dependia também da matéria-prima: terra mais ou menos argilosa, mistura maior ou menor de saibro, etc. Depois também dependia dos taipeiros: dizia-se popularmente que devia ser “transportada por um coxo e batida por um louco”, significando a lentidão que era necessária para consolidação da taipa e a energia exigida a quem tinha o trabalho de usar o pilão para compactar bem a terra.</p>
<p style="text-align: justify;">No antigo concelho de Alvalade, há notícias documentais de construção em taipa. As visitações quinhentistas da Ordem de Santiago referem-na, embora, em geral, as igrejas, especialmente as matrizes, o principal objecto dessas inspecções, fossem, como edifícios de prestígio, em alvenaria de pedra e cal ou pedra e barro, até porque os mestres seriam muitas vezes de fora.</p>
<p style="text-align: justify;">É interessante a menção à técnica da taipa em igrejas como a de Alvalade, vila que viu a sua matriz reedificada em tempo de D. Manuel, decerto com a intervenção do comendador da Ordem de Santiago. Os visitadores desta última, em 1510, ao descreverem a igreja matriz, diziam que “a qual capela (mor) é de abóbada, e todas as paredes são de tijolo e cal [… ] O arco principal da dita capela é todo de tijolo e cal […] a sacristia é de abóbada e as paredes são de taipa com formigão de tijolo e cal […] O corpo da igreja é de uma só nave com três arcos de tijolo, sobre os quais está madeirada e olivelada de madeira de castanho e pinho, e é mui bem telhada e cintada de cal, e as paredes são de taipa com alicerces de pedra e cal e formigões de tijolo com face de cal de dentro e de fora”.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar da referência à taipa, estas passagens precisam de ser esclarecidas. Na verdade o termo formigão significa um tipo de construção semelhante à taipa, mas em que a terra é substituída por cal hidráulica, fazendo uma argamassa de grande consistência e durabilidade. Já os romanos utilizaram esta técnica para obterem massas tão duras como o cimento e mais duráveis (o <em>opus</em> <em>signinum</em>).</p>
<p style="text-align: justify;">No caso concreto, parece, pela redacção do visitador, que o termo formigão se distingue da taipa. Provavelmente, o que o visitador queria dizer era que a taipa de formigão tinha mistura de cal e tijolo, ou cal e cerâmica, como vemos por exemplo no <em>opus</em> <em>signinum</em> romano da fase tardia. </p>
<p style="text-align: justify;">Estamos perante uma matriz, em que foram aplicados meios financeiros de algum vulto. Daí a presença da cal bem como de cantarias. Não é referido o portal principal, de cantaria lavrada, manuelino, que hoje podemos apreciar, mas trata-se estilisticamente de um portal daquela época. As abóbadas da capela-mor e da sacristia também revelam os cuidados em dar à igreja uma maior dignidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo o mesmo documento, quase todos os restantes templos do termo de Alvalade, a maior parte modestas ermidas, eram edificados em terra. Sem o peso de abóbadas, a taipa era a melhor e mais barata solução para as paredes.</p>
<p style="text-align: justify;">O hospital do Espírito Santo tinha três casas, uma dianteira e duas câmaras para os pobres; as paredes, de taipa, e a cobertura de telha vã.  </p>
<p style="text-align: justify;">A ermida de S. Pedro, uma simples casa sem distinção de ousia e corpo, era também de taipa, coberta de telha vã; o visitador acrescentava que não tinha portas, mas somente “uma entrada que lhe deixaram quando fizeram as taipas”. Em 1533, a ermida que havia caído foi reconstruída, com paredes de taipa e telha vã. De taipa era também o altar.</p>
<p style="text-align: justify;">A ermida de S. Roque, por sua vez, não tinha mais que a capela, “olivelada”, isto é forrada, de castanho, sendo as paredes e o altar de taipa. No entanto, anos depois os visitadores escreviam que “as paredes são de taipa de formigão”, com os cunhais e o portal de tijolo de alvenaria, decerto resultado de obras recentes que a beneficiaram em muito.</p>
<p style="text-align: justify;">A ermida de S. Sebastião era então uma casa muito velha, com altar de alvenaria. Mas em 1533, a capela já tinha abóbada de nervura cruzada, em pedraria, e as paredes de “taipa com seu formigão” No entanto, o corpo não estava erguido além dos alicerces de pedra e barro, certamente esperando a conclusão das paredes em taipa.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto à ermida de Santa Maria do Roxo, templo de mais nomeada, oferecia as duas soluções construtivas: a capela-mor, abobadada com arcos de pedraria, em cuja chave central estava gravada a cruz de Santiago, era de alvenaria, de pedra de xisto certamente; o corpo da ermida era coberto de telha vã, e, sem abóbada que exigisse maior sustentação, as paredes eram de taipa. Note-se que, tal como na matriz, também aqui o portal era de pedraria, o que só por si mostra uma maior importância.</p>
<p style="text-align: justify;">O uso da taipa que no princípio do século XVI era tão usada em edifícios religiosos, não deixaria de o ser, por maioria de razões, nas casas de habitação. A vila de Alvalade seria nessa época uma vila de taipa, já nas casas, já nos muros de adros de igrejas, já nas cercas divisórias e protectoras das pequenas courelas e vinhas, enfim em todo o tipo de construções. Mais tarde, vemo-la, por exemplo, nos moinhos de vento.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Em 1758, depois do terramoto do 1.º de Novembro de 1755, escrevia o prior: A terra padeceo de ruina no dia do terramoto de mil setecentos e cinquenta e cinco principalmente nas igrejas de que as ermidas cairão demolidas e só a igreja matriz reparada a requerimento do pároco na mesa da consciência aonde pertence, a Misericórdia e Espirito Santo pello provedor da mesma (&#8230;) junto a esta villa tem duas ermidas, a de S.Pedro já há muitos annos demolida, outra a de S. Sebastião totalmente arruinada no dia do terramoto”.</em><em>  </em></p>
<p style="text-align: justify;">Efectivamente outros dos problemas da construção em taipa era a sua fraca resistência aos tremores de terra. O pároco de Milfontes atribuía a intervenção divina o facto de nenhuma das casas da vila ter caído apesar de serem de taipa.</p>
<p style="text-align: justify;">De certo modo podemos dizer que em Alvalade, como em toda esta região, a taipa constituiu uma arquitectura popular, no duplo sentido da sua utilização pelas classes menos abastadas e da sua extraordinária difusão. No entanto, esta afirmação não completa o papel da taipa, usada em Alvalade em edifícios sobradados, alguns de notável dimensão e qualidade arquitectónica. O próprio edifício que a tradição diz ser casa de morada de juízes e escrivães, também de dois pisos, é de taipa.</p>
<p style="text-align: justify;">No campo, muitos dos muros que rodeavam a pequena propriedade eram de taipa. Nos arredores das povoações e em zonas onde surgia a repartição da propriedade, caracterizada pela policultura e tratamento intensivo da terra, o hábito de cercar essas pequenas parcelas divulgou-se sobremaneira. Tratava-se de proteger, dos animais e das pessoas, as valiosas culturas (vinhas, hortícolas, olivais) existentes nessas parcelas, para o efeito “vedadas e coimeiras”. Em Colos, por exemplo, as próprias posturas municipais contemplavam a questão do “tapejo” de vinhas, hortas e, até, ferragiais. Estas taipas, de que ainda existem vestígios, marcavam a paisagem. Sobre cabouco de pedra, erguiam-se a cerca de um metro de altura. Muitas vezes, eram “bardadas”, isto é, encimadas por uma camada de mato, coberto de terra batida em ângulo; pranchas de cortiça substituíam por vezes o mato. Mato ou cortiça sobressaíam alguns centímetros para cada lado do muro, melhorando a protecção e dificultando a transposição por pessoas ou animais. Os viajantes estrangeiros reparavam nesses muros cobertos de cortiça e faziam-lhes menção nos seus livros de viagens. Parecem ter dado origem a certos topónimos com o elemento “taipa” (Vale das Taipas, por exemplo).</p>
<p style="text-align: justify;">Naturalmente, a construção de casas e, onde os havia, de muros para cercas exigia extracção de terra. Quando esta se fazia em grande quantidade, a câmara era obrigada a regulamentar. Assim, em Colos, em 1709, uma postura proibia a extracção indiscriminada de terra em volta da vila, e reservava um local para o efeito. A respectiva coima era a dobrar quando o infractor fosse pedreiro ou servente.</p>
<p style="text-align: justify;">A utilização do revestimento de cortiça em habitações e outros edifícios está bem testemunhada nesta região. Em 1517, a igreja de Milfontes tinha a sacristia forrada de cortiça, material que também era aplicado na do Cercal. Nesta, a nave, de paredes em pedra e barro, era “olivelada de cortiça toda pintada”, tal como o alpendre. Este material, não obstante as suas propriedades isolantes, seria considerado menos nobre do que a madeira de castanho, que revestia a capela-mor. Anos depois, em 1554, tanto a capela-mor como o corpo da igreja estavam emadeirados de castanho e encortiçados, possivelmente a madeira no tecto e a cortiça nas paredes. Note-se que se a cortiça era abundante no Cercal, o madeira de castanho também, pois no local havia um bom souto, que deixou sinal na toponímia.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando, em chuvosa noite de Janeiro de 1573, D. Sebastião passou em Colos, aqui pernoitou numas “casas térreas e pequenas”, certamente de taipa, com apenas dois compartimentos “habitáveis”, por serem forrados de cortiça. Região produtora de cortiça, o litoral alentejano usava este material, de que dispunha facilmente e em grande quantidade. Mas há notícias do seu uso noutras regiões. Por exemplo, no convento dos Capuchos em Sintra, cuja humidade foi comparada, por um viajante inglês, à do húmido convento do Cabo de São Vicente.</p>
<p style="text-align: justify;">Encontramos uma outra curiosa utilização desta matéria-prima, no sítio de Baleizão, em Santo André. Aqui, podemos observar uma autêntica alvenaria de cortiça na empena do monte, com argamassa de terra e reboco de cal e areia. Portanto, a terra, a cortiça e a cal associadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Acrescente-se que certos materiais, como a cana, usados no forro de casas de habitação, poderão constituir solução construtiva mais recente. Pelo menos, não aparece referência na documentação consultada, o que, na realidade, não é comprovativo do seu não uso. De qualquer modo, eles inscrevem-se numa normal tendência de utilização de matéria-prima local. A propósito, ainda recordo, em Milfontes, uma casa (aliás, dita “cabana”), feita em junco, onde morava uma família.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir destes exemplos, carreados um pouco ao acaso, confirma-se que a utilização da terra na construção, através da técnica da taipa, teve forte presença na região. Ela era sobretudo usada em construções modestas, mas não deixava de o ser em edifícios mais prestigiosos como as igrejas. Também nestas, contudo, o seu uso ficou reservado a edificações mais singelas, parecendo clara a consciência das suas limitações quando se tratava de pedir às paredes maior resistência, como no caso das coberturas em abóbada. No entanto, como ainda podemos ver hoje, o uso da taipa não se terá reservado a edifícios de um só piso; em todo o caso, numa região em que predominavam largamente as pequenas construções térreas, o seu domínio foi notável, nalguns casos quase absoluto. De certo modo podemos dizer que aqui a taipa constituiu uma arquitectura popular, no duplo sentido da sua utilização pelas classes menos abastadas (embora não só) e da sua extraordinária difusão. Não é de esquecer igualmente a grande utilização da construção em taipa aplicada aos muros divisórios e protectores da pequena exploração agrícola na periferia de algumas povoações e noutros locais onde se desenvolveu a policultura e a repartição da propriedade. Frequentemente, a rede, mais ou menos densa, desses muros baixos, não rebocados, nem caiados, marcava a paisagem e indiciava o tipo de apropriação económica do espaço.  </p>
<p style="text-align: justify;">Quanto ao revestimento de cortiça, não estando necessariamente associado à construção em terra, pareceu, contudo, interessante tratá-lo simultaneamente, uma vez que ambos surgem particularmente referenciados nas fontes e ambos constituem soluções construtivas baseadas em materiais locais. Nas duas circunstâncias referenciadas de utilização da construção em terra, a cortiça aparece utilizada em revestimento, num caso para melhorar a qualidade habitacional, e, no outro, como elemento de protecção e conservação. Isto, muito séculos antes da moderna utilização da cortiça e dos seus derivados. A potencialidade plástica de ambas as matérias-primas, as suas qualidades isolantes, portanto de protecção, a sua disponibilidade, a facilidade do seu uso, a ancestral relação com o homem e o consequente desenvolvimento de competências no seu aproveitamento estão na base do seu sucesso.                                                                                       </p>
<p style="text-align: justify;">                                                                                                                     <strong> _António Martins Quaresma</strong></p>
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		<title>Os Lança Parreira</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 13:03:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A origem da família Lança Parreira, que em 31 de Maio de 1834 recebeu e acolheu 0 rei D. Miguel I, já deposto, na célebre casa da Praça D. Manuel I (na imagem), divide-se entre S.  Romão do Sado e Beja (Santa Vitória). Luis da Lança Parreira, filho de José da Lança Parreira (nascido a 12 de Outubro de 1763) e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/clp1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3387" title="clp" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/clp1-293x300.jpg" alt="" width="293" height="300" /></a>A origem da família Lança Parreira, que em 31 de Maio de 1834 recebeu e acolheu 0 <a href="http://www.arqnet.pt/dicionario/miguel1.html"><span style="color: #800000;">rei D. Miguel I</span></a>, já deposto, na célebre casa da Praça D. Manuel I (na imagem), divide-se entre S.  Romão do Sado e Beja (Santa Vitória). Luis da Lança Parreira, filho de José da Lança Parreira (nascido a 12 de Outubro de 1763) e de D. Felizarda Joana de Faria, ambos naturais de S. Romão, nasceu na mesma terra em 18 de Abril de 1800 e casou com D. Teresa Luísa da Lança Parreira, natural de Alvalade, onde nasceu em 15 de Outubro de 1800. Tiveram, pelo menos 7 filhos. Família prestigiada e de posses, participaram, quase sempre, na administração e nas decisões mais importantes da terra, especialmente Luis da Lança Parreira, que viria ainda a desempenhar o cargo de procurador do concelho de Messejana  (equivalente ao actual cargo de presidente de  câmara) em 1840, 1845 e 1846, depois de ter sido vereador em 1837. Com o casamento de D. Maria Felizarda Parreira da Lança (nascida em Alvalade em 12 de Abril de 1860), bisneta de Luis da Lança Parreira, com Henrique Rodrigues Albino, em 1 de Janeiro de 1879, a família fixa-se definitivamente em Messejana, onde ainda mantém descendentes, o jazigo familiar e algum património.  Na família, permanece ainda bem vivo o episódio da <a href="http://www.alvalade.info/?p=1225"><span style="color: #800000;">pernoita de D. Miguel I em Alvalade</span></a>, e guarda também uma relíquia do Infante, uma faca com cabo de prata que pertencia aos talheres reais que ficou na casa juntamente com uma espada que, de acordo com a tradição, foi mais tarde resgatada pelo célebre <a href="http://www.algarvedigital.pt/algarve/modules.php?op=modload&amp;name=News&amp;file=article&amp;sid=2614&amp;mode=thread&amp;order=0&amp;thold=0"><span style="color: #800000;">guerrilheiro miguelista Remexido</span></a> através de quatro homens da sua quadrilha.</p>
<p style="text-align: justify;">                                                                                                                                                          _LPR</p>
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		<title>O Duque da Terceira em Alvalade</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 11:17:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foi no ano de 1833. Estamos em 18 de Junho. Tinham soado, havia pouco, na torre da igreja, as doze badaladas do meio-dia. Um sol ardente incidia sobre as várzeas e os montados; o ar tremia nas paredes e telhados do casario, o aroma resinoso, acre, das estevas estimulava, ligeiramente, pituitária, e apenas os freixos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/duque.jpg"></a><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/pacosdoconcelho.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2291" title="pacosdoconcelho" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/pacosdoconcelho-300x193.jpg" alt="" width="300" height="193" /></a>Foi no ano de 1833. Estamos em 18 de Junho. Tinham soado, havia pouco, na torre da igreja, as doze badaladas do meio-dia. Um sol ardente incidia sobre as várzeas e os montados; o ar tremia nas paredes e telhados do casario, o aroma resinoso, acre, das estevas estimulava, ligeiramente, pituitária, e apenas os freixos verdes do Sado e da Ribeira de Campilhas, davam ao quadro um esbatido tom de frescura. Era a hora da folga. Não se via vivalma. Os almocreves da recova, chagada na véspera, vindos do Sul, e que aqui pernoitaram, tinham saído, de madrugada, antes do romper do sol, a caminho dos Coitos, para não serem detidos, segundo diziam por numerosas forças armadas, que vinham em som de guerra e não deveriam tardar, em direcção à capital, comandadas pelo Conde de Vila Flor. O juramento de fidelidade, prestado pela vereação ao senhor D. Miguel, em 9 de Outubro de 1831, tornava esta vila suspeita. O que fariam, aqui, as tropas, na sua passagem? Qual o procedimento do intrépido Conde, que vinha à sua frente? Estas interrogações soavam sinistras, temerosas, ao ouvido de todos. Era a hora da folga, mas ninguém folgava… A sombra do estilete, no solarium da Matriz, marcava duas horas. Quase a seguir, soava o sino a vésperas, mas não concluiu, porque o sineiro notando, no ar, grossos rolos de poeira, lá para as bandas do levante, desceu, precipitadamente, as escadas da torre, espavorido, lívido e áfono. E a quem o interrogava, respondia, simplesmente enfiando o indicador para os lados do nascente: Era o exercito que se aproximava e que, pouco depois, atravessando o Sado – então um delgado filete de água – subia pelos lados da Amoreira, fazendo alto nos olivais da Carrasca e S. Sebastião. A infantaria tomou de assalto a Fonte Branca (atual Fonte da Bica, que na altura estaria na encosta onde esteve a antiga linha férrea), a poça da Amoreira (que daria origem à atual Fonte da Estação), e os Poços de Nossa Senhora e da Horta do Pego Verde, e os cavalos foram dessedentar-se nos pegos do Sado e de Campilhas. O calor era asfixiante. Passada meia hora, pela Rua das Areias, entrava em Alvalade, um esquadrão de cavalaria e uma força de caçadores, destacados do grosso do exercito, levando à sua frente, o valente Conde Vila Flor, com o seu estado-maior, caminhando, todos, ao som dos clarins. <em>E as mães que o som terrível escutaram, ao peito os filhos apertaram. </em>O que iria suceder? Que drama iria desenrolar-se, antes os olhos atemorizados da povoação? Chegados à Praça, postaram-se em frente dos Paços do Concelho, apeando-se o Conde e alguns oficiais, subindo ao primeiro andar. Vibrou, nervosamente, o sino da Câmara, para reunir a vereação. Não se fizeram esperar os edis e as autoridades locais. Quais os argumentos jurídicos e que dialéctica empregou o Conde para convencer os circunstantes a aclamar a Senhora D. Maria II, não sabemos. Um argumento forte e de peso estava à vista: era a espada gloriosa que cingia, e, defronte os infantes, apoiados pela cavalaria. O som do comando das suas palavras, o aspecto bélico das tropas convenceram, rapidamente, a Vereação, e o seu presidente não tardou a assomar-se a uma das janelas clamando: “Viva a Senhora D. Maria II”. Os oficiais desembainharam as espadas, os cavaleiros e a infantaria apresentaram armas, e, pela Praça, reboou um grito clamoroso: “Viva a Senhora D. Maria II”. Pouco depois, <em>rebentou a maré, </em>a brisa do Oceano veio refrescar o ambiente. Soou de novo, o clarim, e toda esta enorme massa humana retirou, pela Rua de Lisboa, a caminho da Capital… Foi para comemorar este facto histórico a que se refere o Auto da Vereação de 30 de Agosto de 1833, e em homenagem ao 7º Conde de Vila Flor e 1º Duque da Terceira, D. António José de Sousa Manuel e Meneses Severim de Noronha, que a Junta de Freguesia de Alvalade, em sessão de 1 de Março de 1925, propôs e o Senado Municipal de Santiago do Cacém, por unanimidade aprovou que a Rua das Areias, doravante, se denominasse Rua Duque da Terceira.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">_Apontamentos do Padre Jorge de Oliveira (1865/1957), pároco de Alvalade entre 1908 e 1936, para uma monografia que não chegou a publicar.</span></strong></p>
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		<title>Um percurso ao longo do Sado&#8230;com passagem por Alvalade</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 13:42:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Património]]></category>

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		<description><![CDATA[A importância histórica de Alvalade e dos vários patrimónios que a freguesia guarda, há muito que é reconhecida e defendida por diversos investigadores e historiadores. Parece ser consensual que Alvalade pode ter no património uma alavanca de desenvolvimento importante, dentro de um contexto ou de um plano mais alargado de valorização e redinamização da freguesia. Maria Filomena Barata, historiadora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/peso-romano.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3334" title="peso romano" src="http://www.alvalade.info/wp-content/uploads/peso-romano-215x300.jpg" alt="" width="215" height="300" /></a>A importância histórica de Alvalade e dos vários patrimónios que a freguesia guarda, há muito que é reconhecida e defendida por diversos investigadores e historiadores. Parece ser consensual que Alvalade pode ter no património uma alavanca de desenvolvimento importante, dentro de um contexto ou de um plano mais alargado de valorização e redinamização da freguesia. Maria Filomena Barata, historiadora de mérito e membro da Liga dos Amigos de Miróbriga, <a href="http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&amp;rec=12329"><span style="color: #800000;">insere Alvalade num percurso</span></a> com passagem por alguns dos locais ou sítios mais relevantes do distrito de Setúbal, no que toca ao património edificado e arqueológico, na sua ligação de sempre com o Rio Sado. Esta inclusão de Alvalade neste percurso é, também, reconhecer a importância histórica da freguesia na região e do seu património. Urge por isso, cada vez mais, criar e desenvolver um programa orientado para a salvaguarda, valorização e divulgação do património cultural de Alvalade, devidamente calendarizado, que contemple a escavação, estudo e musealização de algumas jazidas arqueológicas (por exemplo alguns testemunhos da <a href="http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&amp;rec=12417"><span style="color: #800000;">ocupação romana na freguesia e a sua relação com Miróbriga</span></a> como a villa da Ameira, o sítio Defesa III, ou outros considerados pelos técnicos/historiadores como mais interessantes), a requalificação do centro histórico, a musealização das alfaias do Posto de Culturas Regadas e a criação de um museu mais abrangente, que conte a evolução histórica e social da freguesia.  O caminho é longo, mas só  assim Alvalade terá argumentos de peso para integrar e tirar partido de um percurso desta valia e dimensão.  </p>
<p style="text-align: justify;">                                                                                                                                                            _LPR</p>
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