Alvalade recebe amanhã, Domingo, mais uma Feira de Verão, ou a feira de Julho, a segunda e última feira anual, que nesta altura se confunde com um qualquer mercado mensal da freguesia, e que como acontecia com a feira de Abril, era sempre ansiada e esperada com grande expectativa pela população e pelos habitantes das localidades mais próximas. O tempo tirou-lhes o peso social, comercial e sobretudo lúdico que as feiras de Alvalade tiveram até aos anos oitenta do século passado. O circo, os carrosséis, os carrinhos de choque, os aviões, a roda de cadeiras, as barraquinhas de tiro ao alvo e outras diversões desapareceram das duas feiras alvaladenses, restando apenas a componente comercial num formato em tudo idêntico aos mercados que Alvalade recebe a cada 2º domingo de cada mês. Nalgumas terras, sobretudo nas sedes de concelho (mas não só), as feiras tradicionais foram repensadas e apresentam hoje outros motivos de interesse, com um novo modelo organizativo e são actualmente espaços importantes para promover os produtos locais, o artesanato, a gastronomia e as empresas. Sem esquecer, evidentemente, a componente lúdica e de diversão. Alvalade necessita, urgentemente, de um espaço devidamente infra-estruturado, arborizado, etc, com condições para repensar e relançar as suas duas feiras tradicionais. Um espaço que permita também criar e dinamizar outros eventos, receber um espectáculo de circo em qualquer estação do ano, organizar concertos e espectáculos de ar livre, entre outros, e dessa forma dar também mais vida à povoação, sobretudo no Verão, altura em que as alternativas para sair de casa se resumem às esplanadas dos cafés, uma ou outra festa ou bailarico e pouco mais.
_LPR






José Rosário
1 mês atrás
Aquilo que o Luís sugere seria bom, se houvesse interesse da parte das autarquias e quando digo autarquias estou-me a referir à generalidade de quem exerce o poder local. Neste país as pequenas localidades não contam. Se o Luís sair de Beja, de Évora ou de outro local, percorre centenas de quilómetros e não encontra uma placa a dizer ….Alvalade ou outra localidade que não seja sede de concelho. Parece que isto não tem importância, mas tem e demonstra o total desprezo por as pequenas localidades. E isto é demonstrado todos os dias quer pelo poder local, como pelo poder central. Pequenos serviços que poderiam ser prestados localmente, e no nosso caso que ficamos a uma distância razoável da sede do concelho, justificava-se que isso fosse possível…. dou como exemplo um serviço que sempre existiu em Alvalade…..o registo civil. No tempo actual e com o avanço das novas tecnologias, justifica-se que alguns serviços fossem prestados localmente e não……….. só nas sedes de concelho.
Voltando ao tema em análise, as feiras, serve de referencia os mercados em Alvalade, aqui em redor talvez com excepção de Grândola, o nosso é possivelmente o mais concorrido, quer por feirantes e populações. O que seria, no caso das feiras, se não tivessem morrido as de Abril e Julho em Alvalade. Com a actual mentalidade dos governantes, serão precisos muitos anos, para as freguesias do interior adquirirem poder e autoridade, para poderem dinamizar o desenvolvimento local, a que têm direito no panorama nacional!……
Luis Martins
1 mês atrás
Concordo plenamente com o artigo do alvalade.info sobre as Feiras de Alvalade. A feira velha, ou seja a de Abril e a Feira nova, a de Julho.
Numa altura de grande crise económica, seria a todos os níveis justificavel que se dinamizassem mais as nossas feiras. Quando digo “mais”, temos que ter em conta que neste momento e ao longo dos anos, nada foi feito neste sentido. Mas, ainda estamos a tempo. Assim os responsáveis pela freguesia, conjuntamente com as instituições, juntem esforços para que, no próximo ano, tal venha acontecer.
admin
1 mês atrás
Concordo com ambos. Naturalmente que é necessário repensar e encontrar formas de valorizar as nossas duas feiras tradicionais, que como disse, não são em nada diferentes de um qualquer mercado mensal. O problema da procura e de visitantes nem sequer se coloca, porque não faltam visitantes, muitos deles das localidades ao redor de Alvalade (Ermidas, Lousal, S. Domingos, Abela, Fornalhas, Bicos, Messejana, etc, etc).
Antes de tudo é urgente definir um espaço definitivo paras as feiras e mercados. Um espaço que seja devidamente infra-esruturado, com uma pequena área de merendas, com sombras, com apoios sanitários, devidamente arborizado e embelezado, que para além do espaço de feira de ar livre tenha também um área para poder receber expositores/stands.
Isso parece-me consensual e até urgente.
Depois disso é necessário definir pequenos programas de animação para ambas as feiras e fazer a sua promoção. Temos o exemplo da histórica Feira do Monte, em Santiago do Cacém, que foi repensada e restruturada e hoje é uma feira tradicional perfeitamente actualizada e com motivos de interesse todos os anos renovados. Ou a Feira de Agosto, em Grândola, uma das maiores do país. Ou a Feira de Castro, também hoje uma referência nacional. Ou seja, enquanto as antigas feiras da região foram sendo renovadas, redinamizadas, as duas feiras de Alvalade estão praticamente mortas. Por isso parece-me urgente que se defina e se encontre rápidamente um espaço para as feiras, com as condições necessárias que referi antes, e depois criar e desenvolver um projecto que as recupere e revitalize. Concerteza que isso só poderá acontecer com o apoio do munícipio e de uma ou outra candidatura que possa ser feita. Do que não tenho dúvidas é que seria mais um contributo para desenvolver a freguesia, para a promover, trazendo mais visitantes a Alvalade que por sua vez também iriam gerar mais receitas para a freguesia, o que não acontece actualmente uma vez que apenas consomem nos feirantes, e isso é dinheiro que não fica em Alvalade.
Quem não se lembra que as feiras de Abril e de Julho em Alvalade duravam 2, 3 dias? Por vezes ou muitas vezes, os feirantes, o circo, os carrosséis, etc, estavam uma semana em Alvalade…tal era o interesse das populações. E o facto de os tempos serem outros nem serve de desculpa, porque noutras terras o interesse pelas feiras tradicioniais está a crescer de ano para ano, como é o caso da histórica Feira de Castro.
_LPR
JORGE SEVERINO
1 mês atrás
As feiras hoje em dia são autênticas montras do que há de melhor em cada terra e para as familias inteiras lá irem tem que haver um pouco de tudo. Desde os churros, ao algodão doce, aos concertos pimba, ou música para a malta nova porque se não for assim é só ir para comprar alguns utensilios para uso de casa. J. Severino
admin
1 mês atrás
Naturalmente que as feiras de Alvalade devem ser repensadas com o objectivo de as tornarem atractivas para levar lá as famílias. Os pais, os filhos e os netos. E não apenas os pais ou os avós como acontece actualmente. E quanto mais atractivas se tornarem, mais capacidade terão para levar mais gente das localidades próximas. Qualquer boa feira hoje em dia tem uma componente de oferta lúdica e de diversão, incluindo no período nocturno. As feiras de Alvalade perderam isso completamente. Concluíndo: em primeiro lugar é necessário definir um espaço concreto para as feiras, que seja infra-estruturado (sanitários, zonas de sombra/descanso/merendas, iluminação, arborizado, etc) e depois relançar as feiras dando-lhe também uma componente de animação e diversão, como acontece por exemplo com a Feira do Monte em Santiago do Cacém, e outras mais ao longo do país. É que nesta altura as feiras de Alvalade nada têm de feira, a não ser a data no Borda de Água.
_LPR
Ana Maria Santos
1 mês atrás
Tenho a mesma opinião e como as terras mais pequenas têm normalmente mais dificuldades seria justissímo que este género de feiras tivesse um pouco mais de apoios como os que são dados à Feira do Monte em Santiago para que as feiras das freguesias tenham a mesma qualidade.
admin
1 mês atrás
Uma coisa de cada vez… Primeiro é preciso encontrar um local definitivo para as feiras, e dar-lhe as infra-estruturas e condições necessárias. Depois sim, redinamizá-las, com novos motivos de interesse, animação, e a promoção e divulgação adequadas. Naturalmente que isso terá que ser feito sempre com a ajuda financeira da câmara municipal, e com a participação das instituições alvaladenses.
Penso que a redinamização e o relançamento das Feiras de Abril e de Julho de Alvalade valorizariam a terra e eram mais um contributo para o desenvolvimento da freguesia.
_LPR
Luis Martins Silva
1 semana atrás
Depois de ler a sugestão aqui feita por Luis Ramos, falei com o presidente da Junta de Freguesia, Rui Madeira, a propósito da dinamização das feiras de Alvalade. O mesmo, concordou plenamente e segundo me transmitiu irá envidar os seus esforços convidando as instituições locais, que já deram provas da sua capacidade no trabalho de desenvolvimento local, para colaborarem neste trabalho. Entretanto, aguarda-se que, seja criado o novo espaço para mercados e feiras, dado que no actual se irá construir o Lar de Idosos de Alvalade.
De resto lembro que a nível de freguesias, o exemplo do trabalho feito nas sedes de concelho – Santiago- Grandola- Ferreira do Alentejo – Castro Verde, com o melhoramento das feiras locais, não teve até agora qualquer seguimento. Na nossa região segundo creio, apenas a feira de Garvão tem vindo a ser melhorada pela Câmara de Ourique. Oxalá as coisas mudem no que respeita às nossas Feiras.
Lms
admin
1 semana atrás
Sem existir um terreno difinitivo e devidamente infra-estruturado apenas destinado às feiras, mercados e outros eventos de ar livre não se pode fazer muito para redinamizar as feiras tradicionais, como compreenderá.
Só depois disso estar feito e resolvido parece fazer sentido projectar e pensar em formas de dar uma nova vida às feiras.
_LPR