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Percursos Turísticos
Pelos caminhos do património construído ...
Passear em
Alvalade traz-nos histórias de um passado repleto de tradições e memórias.
Se quiser conhecer um pouco do que a vila tem de melhor, sugerimos que comece o
seu passeio (preferencialmente a pé) pelo
centro histórico e tradicional
a partir da Praça D. Manuel I, outrora centro cívico e nevrálgico da povoação e
no presente o nosso principal cartão de visita, onde se destacam o
Pelourinho Manuelino, a
Igreja da Misericórdia - edifício da
segunda
metade de 500 - , e a velha
Casa da Câmara, de traça
tipicamente alentejana.
Aproveite a oportunidade para
conhecer também a Casa do Povo fazendo uma visita às suas
instalações, onde pode observar alguns achados arqueológicos feitos na
freguesia, ou simplesmente tomar uma bebida no bar, ou na esplanada da
instituição.
No lado oposto ao edifício da Casa
do Povo, uma pequena travessa dá acesso à rua miradouro da vila, onde se pode
contemplar um
sector
muito panorâmico do Vale do Sado.
Regresse à praça e antes de entrar
na ruela Padre Abel Varzim, tem à sua esquerda a antiga
Casa dos Juízes, igualmente
de arquitectura popular mas onde ainda se vislumbram alguns vestígios de traça
mourisca.
Entre e percorra agora a estreita ruela, e alguns metros depois terá à sua
frente a
Igreja Matriz, edifício
manuelino e o maior ex-libris da vila, de visita obrigatória, que
guarda no interior um espectacular retábulo de talha dourada e policromada
extraordinariamente bem conservado, e que só por si já justifica plenamente
uma deslocação a Alvalade.
Visitada e conhecida a Matriz,
sugerimos que ainda no adro dê uma espreitadela ao início do
Vale de Campilhas,
que por certo lhe dará um excelente quadro paisagístico.
Saindo
do adro da igreja, desça agora a Rua Padre Jorge de Oliveira - ilustre figura
alvaladense do século passado -, percorra o troço final da Rua de Lisboa e
saia por alguns momentos da malha urbana da vila.
Verá que a nossa sugestão se
justifica inteiramente.
Entre no caminho rural que tem pela
frente, aprecie calmamente as imagens campestres que se lhe oferecem, e umas
dezenas de metros à frente irá surgir-lhe, inesperadamente, uma velha
ponte de origem romana e com características únicas na região, que
em tempos passados permitia a passagem sobre a ribeira de Campilhas,
assegurando a ligação entre a cidade romana de Miróbriga (em Santiago do Cacém)
e Vipasca (que mais tarde deu origem ao nascimento de Aljustrel) .
Observada
e apreciada a ponte, sugerimos que retorne à vila, pelo mesmo caminho, e
percorra agora algumas das ruas e ruelas do
centro histórico e tradicional
onde a arquitectura popular alentejana predomina no casario maioritariamente
branco, pontiado por vezes com rodapés e molduras azuis, ou amarelas .
Como proposta para uma pausa, tem à sua inteira disposição o
jardim público
(no Largo da
República), bem cuidado, criteriosamente
arborizado
e com boas sombras que no Verão são sempre indispensáveis, especialmente
aqui no Alentejo.
Como alternativa tem a
Fonte da Bica situada
relativamente perto do jardim, onde também poderá refrescar-se, e confirmar a
beleza do enquadramento paisagístico do local.
Termine este percurso num dos
muitos bares, cafés e esplanadas existentes um pouco por toda a vila, tomando
tranquilamente uma bebida, ou mesmo petiscando, e conviva abertamente
com os alvaladenses, sempre disponíveis e acolhedores, como é
característica do povo alentejano.
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