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Igreja matriz de Alvalade foi notícia na imprensa da região

A iminente classificação da igreja matriz de Alvalade, como Imóvel de Interesse Público, foi notícia na última edição do jornal quinzenário “O Leme”, editado a partir de Santo André. 

Para José António Falcão, director do departamento do património histórico e artístico da Diocese de Beja, a igreja matriz de Alvalade é “um dos mais interessantes monumentos religiosos do concelho de Santiago do Cacém, do ponto de vista da história da arte“. Com sucessivas alterações ao longo dos tempos, o prestigiado historiador destaca a grande campanha manuelina bem visível no histórico edifício e o retábulo do altar-mor, em talha dourada, com “uma grande importãncia na arte barroca, da autoria de Manuel João da Fonseca“, complementado com a tela de Bento Coelho da Silveira, com representação de Nossa Senhora da Conceição da Oliveira, padroeira da freguesia.  Com a classificação poderá “haver vantagens a nível da manutenção e da conservação, quer por parte do município quer do Estado. É criada uma Zona Especial de Protecção de cerca de 50 metros em redor do edifício, que poderá contribuir para a valorização do espaço” referiu o historiador para explicar a importância da classificação para além do simples reconhecimento do valor patrimonial. Apesar da igreja se encontrar em relativo bom estado de conservação, José António Falcão lembrou que “existem alguns problemas nas imediações, como com as barreiras do adro. Impõe-se ali uma uma intervenção“, frisou, considerando que é necessário um plano de salvaguarda com contribuições da câmara municipal de Santiago do Cacém, da paróquia e da própria Diocese. Por sua vez, a autarquia santiaguense, pela voz do vereador com o pelouro do planeamento e da gestão urbanistica, referiu ao jornal “O Leme” que a classificação da matriz alvaladense é “um reconhecimento da importância do imóvel“.

Em breve, se não houver nenhum contratempo não previsto, a classificação da igreja matriz de Alvalade, como Imóvel de Interesse Público, será uma realidade. Será o segundo monumento de Alvalade com este grau de classificação, depois do pelourinho já a ter recebido na década de 30 do século passado. A ponte romana está classificada como Imóvel de Interesse Municipal.

O futuro da igreja matriz de Alvalade e a sua valorização como o grande ex-libris do património histórico da freguesia, é uma grande incógnita. As barreiras do adro estão no estado lamentável que todos conhecemos. O piso interior já teve promessa política de substituição que até agora não foi cumprida. A pintura exterior que o edifício carece já foi tentada mas não teve os apoios necessários e suficientes para ser realizada. A tela de Bento Coelho da Silveira, uma das obras de arte mais importantes do espólio da matriz,  que deveria estar no seu local de origem e para o qual foi encomendada e concebida, carece de uma intervenção de restauro nos apoios do retábulo para que este a possa receber novamente em condições de segurança.  

Para isto tudo, os dinheiros da paróquia são escassos e sem o necessário apoio das autarquias, da Diocese e do Estado, dificilmente alguma coisa será melhorada nos próximos tempos, apesar do interesse e do esforço do pároco, da nova comissão fabriqueira e da comunidade alvaladense.

 

_LPR

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