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Igreja matriz: tela de Bento Coelho da Silveira regressou ao seu local primitivo

A poucos dias de ser  classificada como  Monumento de Interesse Público, a igreja matriz de Alvalade viu a tela de Bento Coelho da Silveira, com representação de Nossa Senhora da Conceição da Oliveira, regressar ao retábulo do altar-mor no passado dia 8, data em que se assinalou o dia da padroeira de Alvalade e de Portugal.

Concretizou-se  um desejo há muito mantido por um segmento importante da comunidade paroquial e da população mais sensível às questões do património e da identidade alvaladense, que nunca se conformaram com a colocação da obra fora do seu local de origem e onde sempre esteve desde que foi pintada, entre os finais do século XVII e os inícios do século XVIII. 

Foi a primeira vez que o retábulo viu e recebeu a pintura após o seu  restauro, a custo zero para Alvalade, realizado pelo Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, sob a orientação técnica da Drª Sara Fonseca, que salvou da ruína, in extremis, uma das mais valiosas obras da arte sacra da região, da autoria de Bento Coelho da Silveira, considerado um dos mais importantes pintores nacionais do seu tempo.  

A iniciativa, da responsabilidade da paróquia de Alvalade, deu ainda mais brilho às celebrações do dia de Nossa Senhora da Conceição, que contaram com a presença do Sr. Bispo  de Beja, D. António Vitalino.

O regresso da tela de Bento Coelho da Silveira ao retábulo barroco do altar-mor da igreja matriz, para o qual foi encomendada e concebida, acaba por ser umas das raras e boas notícias para o património cultural da freguesia num ano verdadeiramente depressivo para a memória colectiva de Alvalade.

 

_LPR

 

Artigo relacionado:  O painel de “Nossa Senhora da Conceição” da Igreja Matriz de Alvalade 

Uma Resposta a Igreja matriz: tela de Bento Coelho da Silveira regressou ao seu local primitivo

  1. Maria Dores Carvalho Amado Responder

    10 de Dezembro de 2012 em 19:37

    Muitos parabéns a quem está a tentar recuperar o tempo perdido.

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