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Jorge de Oliveira, o sacerdote-investigador

Nascido na freguesia de Samuel, no concelho de Soure, no dia 8 de Novembro de 1865, o Padre José Jorge de Oliveira acabaria por se fixar inicialmente na região de Lisboa, como pároco encomendado, nas igrejas de S. Domingos de Rana, Carcavelos, Santa Iria, Póvoa de Santa Iria e S. João da Talha depois de concluir os seus estudos teológicos no Seminário Patriarcal de Santarém, em 1889. Em Agosto de 1900, foi nomeado Capelão-Fidalgo da Casa Real, pelo rei D. Carlos I, e colocado no Cadaval.

A 13 de Março de 1908, assumiu os destinos da paróquia de Nossa Senhora da Conceição da Oliveira, em Alvalade, como pároco colado. Ao longo dos 28 anos em que dirigiu a paróquia de Alvalade e de meio século de vida residente na freguesia, o Padre Jorge foi uma figura incontornável da vida social e cultural local. A par do  exercício sempre zeloso e competente do seu ministério sacerdotal, registou minuciosamente pequenos acontecimentos, factos históricos, costumes, tradições e episódios do quotidiano alvaladense, mas também a fauna, a flora, as crenças, as superstições, as alegrias e os dramas do povo que o acolheu, cujos apontamentos manuscritos são, ainda hoje, uma referência de consulta importante para os historiadores e outros investigadores. Esse labor e interesse, que se manteve quase até ao fim dos seus dias, e que pretendia organizar numa monografia, levaria também à publicação de diversos artigos sobre o passado histórico de Alvalade na imprensa regional, como por exemplo no jornal “Nossa Terra”, na década de 30, editado em Santiago do Cacém.
Recolheu e estudou igualmente inúmeros achados arqueológicos, muitos deles encontrados ocasionalmente nos campos da freguesia e entregues em mão pelos trabalhadores rurais que conheciam o seu interesse pelos vestígios e testemunhos do passado. Manteve contactos frequentes e correspondeu-se com alguns eruditos e intelectuais do seu tempo como José Leite de Vasconcellos, fundador do actual Museu Nacional de Arqueologia , João da Cruz e Silva, investigador prestigiado a quem Santiago do Cacém deve a fundação do museu municipal, ou Francisco Soares Victor, seu amigo e destacado notário de Messejana, entre outros.

Alguns achados extraordinariamente raros e classificados como pertencendo ao Mioceno Superior, como vários dentes  e espinhas de espécies animais há muito extintas, por ele recolhidos, fariam com que o académico da Universidade de Paris e geólogo do Instituto Geológico e Mineiro de Portugal, Georges Zbyszewsky, viesse a Alvalade interessado pela surpreendente descoberta.

Dotado de um apurado sentido estético e uma sensibilidade pouco comuns à época para as questões do património e da cultura, o Padre Jorge de Oliveira empreendeu também várias obras de valorização e conservação na igreja matriz, ora corrigindo intervenções anteriores pouco criteriosas, ora melhorando as condições do edifício para as actividades da paróquia,  participando muitas vezes pessoalmente nos trabalhos.

Ensinou música, fundou e dirigiu pequenos grupos e orquestras locais, cultivando e dinamizando a juventude alvaladense. Em pleno Estado Novo e num contexto político e social que desaconselhavam a mais pequena crítica ou afronta ao regime, assumiu-se, também, como uma voz corajosa e inconformada ao lado da população que servia contra as carências e as dificuldades que no seu entender estrangulavam o desenvolvimento da freguesia, de que é exemplo o célebre artigo “A Vila de Alvalade” publicado no Álbum Alentejano, em 1937.

Quando a doença lhe tomou o corpo obrigando-o a ausentar-se de Alvalade por algum tempo para receber cuidados e tratamentos médicos especializados, o seu regresso, de comboio, foi apoteótico.  A estação dos Caminhos de Ferro foi pequena para os muitos alvaladenses que o esperavam, já noite cerrada, e que depois o acompanharam a pé, até casa, como que devolvendo-o ao seu lar de sempre.

Casou-se em 25 de Dezembro de 1949, treze anos depois  da sua aposentação sacerdotal, e faleceu em Alvalade em 8 de Julho de 1957. Estimado e respeitado pela terra que o adoptou, teve homenagem no último terço do século passado com a atribuição do seu nome à rua onde viveu grande parte da sua vida.

_Luis Pedro Ramos

27 Respostas a Jorge de Oliveira, o sacerdote-investigador

  1. admin Responder

    14 de Maio de 2010 em 17:06

    Quero apenas dizer que teria gostado muito de ter conhecido e privado pessoalmente com o Padre Jorge. Tenho a certeza que teria aprendido muito com ele, e não tenho dúvidas de que se fosse vivo nos dias de hoje que a sua voz se faria ouvir na defesa dos interesses de Alvalade e da população.
    _LPR

  2. Hermínio Nunes Responder

    27 de Maio de 2010 em 23:22

    Sou natural da freguesia de Samuel e gostaria de saber se existe alguma monografia publicada em Alvalade, onde seja citado o padre Oliveira.
    Na sua terra natal não sabemos nada dele, pois a memória dos homens é curta.

    Obrigado

    Hermínio Nunes

  3. admin Responder

    28 de Maio de 2010 em 8:56

    Caro Hermínio
    Nesta altura não existe nenhuma monografia nem autobiografia publicada sobre o Padre Jorge, em Alvalade.
    Certamente que o justificaria, nomeadamente no âmbito da publicação dos seus escritos e estudos sobre Alvalade, onde viveu grande parte da sua vida. Pode ser que um dia isso se concretize, desde que se juntem várias boas vontades e que se perceba o valor quer do Padre Jorge, quer dos estudos que nos deixou sobre esta terra.
    _LPR

  4. Francisco Lobo de Vasconcellos Responder

    28 de Maio de 2010 em 18:28

    Tarda em fazer-se uma verdadeira homenagem ao Padre Jorge Oliveira, e em publicar, nem que seja parcialmente os seus escritos, que andam em algumas mãos particulares.
    Uma história: muitos anos atrás o meu avô esteve em Alvalade, nas obras da hidráulica agrícola e quando ficava em Alvalade, aproveitava para ir à missa.
    Contava ele: “na igreja era eu e o Luis Almada (tambem da hidráulica) e meia duzia de velhotas. No altar o P. Jorge oficiava, acolitado pela sua filha. Entre ele e ela, tinham um rito próprio…o “rito alvaladense”.
    E ria-se muito a contar esta história…”pelo menos o preceito da missa ficava feito, mesmo que não fosse totalmente de acordo com as regras, e o P. Jorge era uma excelente pessoa, um sábio e de quem as pessoas de Alvalade muito gostavam”.

  5. admin Responder

    28 de Maio de 2010 em 18:53

    Francisco,
    o Padre Jorge já teve uma homenagem na terra, altura em que foi atribuído o seu nome à rua onde residiu grande parte da sua vida. Mas concordo que a sua memória tem andado um pouco esquecida das gentes alvaladenses. Neste espaço tenho tentado divulgar sobretudo os estudos e escritos valiosos que nos deixou (com muito agrado dos leitores pelos emails que costumo receber), mas reconheço que algum dia estes textos terão que ser necessáriamente publicados num livro, que seria no fundo a concretização do seu sonho da monografia sobre Alvalade. Talvez um dia se consigam reunir as vontades necessárias para o concretizar.
    É muito curiosa essa história do seu avô, e por aí também se pode ver o carinho que as pessoas nutriam pelo Padre Jorge.
    Um abraço,

    _LPR

    • Hermínio Nunes Responder

      4 de Junho de 2010 em 15:03

      Obrigado pela atenção que deram ao meu comentário.
      Samuel é uma velha terra, cujo arroteamento e colonização data da segunda metade do século XII.
      Era Vigararia de apresentação do Abade do Mosteiro Cisterciense de Santa Maria de Seiça, se quiserem ver foto e meu artigo podem fazê-lo em http://www.cisterportugal.blogspot.com onde apresento foto do altar mor da igreja de Samuel.
      De Samuel foi natural, entre outros vultos, o Capitão António de Faria, citado na Peregrinação de Fernão Mendes Pinto.
      Seria interessante a edição dos apontamentos do Padre Jorge Oliveira. Quem sabe se pudessem juntar as boas vontades entre Alvalade e Samuel?
      Um abraço
      Hermínio de Freitas Nunes

  6. admin Responder

    4 de Junho de 2010 em 17:39

    Caro Hermínio
    É como lhe disse antes. Concordo com o interesse e o valor dos escritos e estudos do Padre Jorge e acredito que um dia se fará a respectiva publicação, que necessáriamente precisará juntar algumas boas vontades. Se isso acontecer, não creio que seja difícil.
    _LPR

  7. JORGE SEVERINO Responder

    22 de Julho de 2010 em 15:21

    Há uma rua em Santiago com o nome deste padre que desconhecia completamente a razão mas agora já percebo que foi alguém importante que se dedicou bastante a estudar Alvalade Sado e não só. Tivemos cá também o padre António Macedo que também se dedicou a estudar Santiago e o concelho e penso que era de dar mais destaque a estas pessoas que dedicaram uma parte do seu tempo ao concelho. O padre António Macedo deixou uma obra chamada Os anais de Santiago que a câmara de Santiago publicou recentemente porque já estava esgotada há muitos anos e fez muito bem. J. Severino

  8. admin Responder

    25 de Julho de 2010 em 16:08

    São ambas personalidades que o concelho deve sempre enaltecer e relembrar, e no caso do Padre Jorge de Oliveira tenho tentado, com os meios que disponho e a minha modesta capacidade, divulgar os seus escritos sobre Alvalade e as gentes desta terra. É a homenagem que lhe posso prestar, contribuindo para que não caia no esquecimento e divulgando parte do seu trabalho.
    _LPR

  9. Luis Martins Silva Responder

    27 de Agosto de 2010 em 15:31

    Desejo realçar que nos anos 80, por iniciativa da Junta de Freguesia de Alvalade, a cujo executivo pertencia, se realizou uma singela mas muito digna homenagem ao padre Jorge de Oliveira.
    Foi constituída pelo descerramento de placas com o seu nome, na rua onde viveu. A propósito diria sua filha Maria Ângela, igualmente já falecida, quando se pediu autorização à família para esta cerimónia: ” Não é das ruas mais bonitas de Alvalade, mas tenho a certeza que o meu saudoso pai, onde estiver, se vai sentir muito feliz”.
    Realizou-se então uma romagem ao cemitério, à campa onde “à Sombra da Cruz” descansam Jorge de Oliveira e sua esposa. Aí, na presença de várias pessoas e instituições, um membro dos Bombeiros Voluntários de Santiago do Cacém, no momento próprio, executou o toque a silêncio. Momento de impressionante manifestação de pesar por este homem que adoptou Alvalade, como sua terra em vida e depois da morte.
    A Homenagem, terminou com a celebração da Eucaristia, na Matriz, a que assistiu muita da população e celebrada por outra figura, que igualmente deixou nome em Alvalade. Refiro-me ao ” Padre do Lousal” padre Pedro Martinho. Foi pois, esta a homenagem simples, possível nesses anos que se seguiram ao 25 de Abril e que ficou na memória de muitos Alvaladenses. Concordo e dou todo o meu apoio, para que se consiga no futuro, por subscrição popular, a implantação de um busto do Padre Jorge de Oliveira, numa das inúmeras pracetas, ou noutro local a decidir, em Alvalade.
    LMS

  10. admin Responder

    27 de Agosto de 2010 em 15:44

    Apenas constato que o Padre Jorge anda um pouco esquecido das gentes de Alvalade, certamente que não será de todos, porque há, felizmente, quem lhe reconheça valor e a dedicação que teve para com esta terra como se percebe da homenagem que o Sr. Luis Silva refere, pela qual se bateu quando exerceu funções na autarquia.
    Da minha parte vou fazendo o que posso, divulgando os seus escritos e estudos.
    _LPR

  11. Luisa Soares (Jija) Responder

    12 de Fevereiro de 2011 em 23:53

    Gostaria de ter convivido com o Padre Jorge de Oliveira que casou 3 meses depois do meu nascimento, e morreu quando eu tinha 8 anos. Mas lembro-me de tocar os sinos no dia do funeral do sr. padre. O meu tio José Goncalves (Mata-lobos) contava-me muito sobre ele, mas tenho orgulho de ter o Sr. Silva que tanto se debate pela nossa terra. Cumprimentos e um obrigado.

  12. José Raposo Nobre Responder

    17 de Maio de 2011 em 13:17

    Tive a honra de conhecer o Padre Jorge. Ia a sua casa, quando já estava doente, pedir livros emprestados e assim li a coleção de Júlio Verne. Lembro-me que tinha um corte no lábio superior. O meu contacto com a população ao balcão de comércio, desde os 13 anos, e o que me foi transmitido por meus pais e sogros deu-me elementos para ter enorme consideração e respeito pela personalidade que também na minha opinião marcou a primeira metade do séc. XX.
    Lembro-me muito bem da homenagem referida pelo Luis Silva, mas, aproveitando uma data comemorativa, devia ser feita outra para conhecimento das novas gerações.
    Com apoios, poderia ser possível mandar executar um busto (existem fotos) para colocar num local de destaque. Alvalade, felizmente, tem várias áreas verdes adequadas para o efeito. Vamos a isso…
    JRN

  13. admin Responder

    17 de Maio de 2011 em 14:34

    Naturalmente que apesar de já ter tido homenagem, é necessário continuar a relembrar a figura e a importância do Padre Jorge de Oliveira. Talvez com uma nova homenagem, melhor preparada e organizada. A questão do busto já é mais delicada e teria que ter, do meu ponto de vista, o aval da família. E, pessoalmente, não concordaria com um busto numa rua ou praça sem qualquer ligação ao Padre Jorge, e que não existisse no seu tempo.
    Parece-me que seria mais acertado que a rua onde residiu grande parte da sua vida fosse requalificada, que as barreiras do adro tivessem a intervenção que necessitam, e que aí, nesse local, fosse possível introduzir um elemento que relembre a figura do Padre Jorge. Um busto, uma placa, enfim algo que assinale e destaque a importância do pároco, do investigador, do amigo de Alvalade, e dessa forma perpectuar e relembrar a sua memória às futuras gerações.
    _LPR

  14. Manuel Neves (Lito) Responder

    5 de Setembro de 2011 em 15:21

    Também eu tive a felicidade, ainda muito pequeno, de ter conhecido o Padre Jorge.
    Lembro-me Dele, já acamado, quando ia comprar ameixas que abundavam no seu quintal.
    Penso que, tal como o Sr. José Nobre, um busto deste intelectual ficaria bem na nossa vila, especialmente, como diz o Luís, num local que Ele tivesse conhecido, como seja o “Largo da Feira”, hoje jardim no centro da “vila velha”.
    Não sei de que forma, mas estou disponível para contribuir para que tal seja possível.
    Será que na nossa terra existem vontades para tal, ou vamos ficar só pelas intenções?
    Estou longe e, por isso, não me ofereço para assumir tal diligência, mas o que estiver dentro das minhas possibilidades, estou ao dispor.
    Abraço a todos!

  15. admin Responder

    5 de Setembro de 2011 em 15:28

    Mantenho a minha posiçãol que aqui lavrei em Maio, ou seja:

    Naturalmente que apesar de já ter tido homenagem, é necessário continuar a relembrar a figura e a importância do Padre Jorge de Oliveira.
    Talvez com uma nova homenagem, melhor preparada e organizada.
    A questão do busto já é mais delicada e teria que ter, do meu ponto de vista, o aval da família. E, pessoalmente, não concordaria com um busto numa rua ou praça sem qualquer ligação ao Padre Jorge, e que não existisse no seu tempo.
    Parece-me que seria mais acertado que a rua onde residiu grande parte da sua vida fosse requalificada, que as barreiras do adro tivessem a intervenção que necessitam, e que aí, nesse local, fosse possível introduzir um elemento que relembre a figura do Padre Jorge. Um busto, uma placa, enfim algo que assinale e destaque a importância do pároco, do investigador, do amigo de Alvalade, e dessa forma perpectuar e relembrar a sua memória às futuras gerações.
    _LPR

  16. Rui F Nunes Responder

    12 de Novembro de 2011 em 0:06

    Um exemplo de amor à vila, gostaria de o ter conhecido…

  17. Maria Simões Responder

    3 de Julho de 2012 em 16:09

    Sou natural de Samuel e faço parte de um grupo etnográfico.
    Fiquei muito feliz ao descobrir tão importante personalidade nascida na minha terra. Efetivamente nunca tinha ouvido falar do Padre Jorge de Oliveira. E gostaria muito de saber, de qual das 22 localidades da freguesia de Samuel era natural para poder pesquisar um pouco mais acerca das suas raízes. Talvez exista ainda algum familiar em Alvalade que saiba dar essa informação.

    Muito obrigada.

    • admin Responder

      5 de Julho de 2012 em 15:45

      Os dados que existem ou são conhecidos nesta altura referem apenas a freguesia de Samuel como local de nascimento do Padre Jorge.
      _LPR

  18. Maria Dores Carvalho Amado Responder

    19 de Março de 2013 em 22:39

    Estou a aguardar mais dados sobre – Francisco Soares Victor, amigo do Padre Jorge de Oliveira e que vivia em Messejana. Creio que é pai do dr Juiz que eu poderei referir daqui a uns dias.

  19. Maria Dores Carvalho Amado Responder

    20 de Março de 2013 em 7:59

    Em referência às pedras milenares, o meu avô Alfredo Carvalho disse-me que lá no Monte da Vinha, perto duma grande nascente de água, tinham sido encontradas umas pedras redondas com uma ligeira concavidade e que tinha oferecido a(s)mesma(s) ao padre Jorge, pois a sua opinião é que essas pedras se relacionavam com a cozedura do pão. Uma vez fui à última casa onde residiu o P. Jorge e existiam lá umas pedras, salvo erro cinzentas…isto em 1961 qnd fiz a quarta classe com a D. Judite que já tinha sido professora do meu pai.

    • admin Responder

      20 de Março de 2013 em 10:18

      As pedras que refere são mós manuais (moventes e dormentes), que serviam para moer os cereais. O Monte da Vinha é um dos locais mais importantes da freguesia no que respeita ao Neolítico, e que está por estudar. Há coisa de 9, 10 anos, fiz a ponte entre um dos herdeiros do Monte da Vinha, residente em Sintra, e a junta de freguesia de Alvalade para uma doação de cerca de 40 peças, entre moventes, dormentes e machados de pedra polida que ainda foram apresentados em algumas exposições na igreja da Misericórdia. O material foi depositado na junta de freguesia. Segundo o doador, muitas mais peças como as que foram entregues existiam no Monte da Vinha, sendo que muitas delas foram aplicadas nas fundações de uma estrutura do monte, não me recordo agora se numa vacaria ou num celeiro.
      _LPR

  20. Maria Dores Carvalho Amado Responder

    20 de Março de 2013 em 14:00

    E não sei se sabe que no Monte da Vinha foi encontrada uma sepultura, naquela zona antes da linha férrea, mas perto do Monte. Lembro-me que eu estava no colégio em Santiago e o meu pai disse-me que tinham encontrado uma sepultura perto da laranjeira e que tinha ido lá o Dr. Fernandes e o cabo da G.N.R.
    Há uns anos telefonei p o posto de Alvalade para saber se teriam lavrado algum auto, ou qualquer outra referência, mas em vão…. É possível que existam mais naquela zona……

    • admin Responder

      20 de Março de 2013 em 16:01

      É provavel. Existem várias dezenas de jazidas arqueológicas referenciadas na freguesia, que tem ocupação humana comprovada desde o Mesolítico.
      As entranhas do território da freguesia ainda guardam muitos mistérios e património arqueológico por descobrir.
      _LPR

  21. Maria Dores Carvalho Amado Responder

    20 de Março de 2013 em 15:51

    Francisco Soares Vitor nasceu em Messejana depois de 1850 e foi fundador de vários jornais entre eles …O Campo de Ourique. No Museu Etnográfico de Messejana existe uma sala com os pertences desse sr. Estou a aguardar alguns apontamentos p tentar encontrar alguma menção ao P. Jorge e ao Padre Caracol. Há um livro interessante sobre esses tempos.
    É só mais uns dias…..

  22. Maria Dores Carvalho Amado Responder

    22 de Março de 2013 em 8:40

    Já recebi mais um tlfnma e na próxima semana falarei com o familiar, filho do falecido dr. Juíz. Tb saberei mais informações s/o Padre Caracol Soares Vitor…….Para os muitos interessados na história recente da n terra serão mais uns dias….a menos que este assunto não seja tão importante quanto eu considero…..há quarenta anos que conheço um J. F. Soares Vitor e não sabia desta amizade dos falecidos padre Jorge c o notário e c Alvalade….

    • admin Responder

      22 de Março de 2013 em 8:53

      Quem sabe se a família não cumpre um desejo manifestado em vida pelo notário Francisco Soares Victor, de devolver a Alvalade ou ao concelho, os antigos documentos do concelho de Alvalade que estiveram na sua posse e que eventualmente poderão permanecer ainda na família.
      _LPR

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