Adicione aos seus favoritos Definir como sua página de entrada (apenas Microsoft Internet Explorer) Contacto

                                
 
Alvalade - Onde fica História local Patrimónios Turismo Informações úteis Galeria de imagens Seleccione o tema sobre o qual pretende saber mais

 

 

 

 

      Links

      Pesquisa

      Mailing list

      FAQ

      Mapa do Sítio


Villa Romana de Figueira-de-Ametade, Conqueiros

Relatório das sondagens e escavação arqueológica de 1979

 

 

Sondagens realizadas pelos arqueólogos Clementino Amaro e Manuel Rosivelt dos Santos Barreto.

A villa romana situa-se no sítio de Figueira-de-Ametade, herdade de Conqueiros, na freguesia de Alvalade, concelho de Santiago do Cacém.

Implantada na margem direita do rio Sado, em zona de terrenos franco-argilo-arenosos, com pouco cascalho miúdo.

As sondagens realizadas em Setembro  e Outubro de 1979, foram motivadas pela denúncia e notícia chegadas à Direcção Geral do Património Cultural, de que se estavam a proceder a lavouras na área e local, onde se conhecia existirem vestígios de uma villa romana.

Contactados para procedermos a sondagens no local, tiveram estas por finalidade verificar a importância das ruínas, o seu grau de conservação e valor cientifico, bem como a delimitação da área arqueológica.

Foi implantada uma quadrícula abarcando toda a estação e área circundante. Os quadrados de 5 x 5 m foram numerados através do cruzamento de dois eixos (numérico no sentido E-W e alfabético no sentido S-N).

Das sondagens realizadas, foi identificado um fundo de um provável tanque feito em “formigão”, apresentando uma ligeira inclinação a Sul, para eventual escoamento de àguas (Est. 1, Q. 5-E).

Imediatamente a SE deste fundo, surgiu uma parede em taipa, revestida a estuque pintado.

Verificámos tratar-se de uma parede em taipa pela disposição do estuque que não revestia qualquer parede em pedra, e porque a terra que se justapunha à face posterior do estuque apresentava uma textura argilosa, de cor amarelada, bastante compacta e granulada.

A sua espessura era de 50 cm.

O estuque pintado caracteriza-se por um fundo branco, listado a vermelho e preto.

Outros fragmentos apresentam um fundo uniforme em tom avermelhado.

A lavoura atingiu o fundo do tanque, como o provou a destruição do rodapé do mesmo tanque, em resultado da passagem do arado.

Foram ainda localizadas e identificadas estruturas de um compartimento e respectiva porta de acesso (Est. 1 Q. 5 – G). Verificou-se que esta estrutura estava parcialmente reduzida aos alicerces, uma vez que quando se escavou no interior do compartimento, foram postos a descoberto os assentamentos dos alicerces, tendo-se revelado esta última camada totalmente estéril.

 

Planta  de localização

   Planta  de localização – escala 1/25000, S.C.E. , folha 528

  Estação Arqueológica

Planta de escavações com estruturas

1)  Compartimento

     e porta de acesso

 

 

 

                             1)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2)  Tanque

 

                              2)

Planta de escavações com estruturas
 

Os materiais arqueológicos mais significativos e datáveis, foram recolhidos na camada atingida pela lavoura e à superfície.

A movimentação de terras para preparação do terreno para o plantio de tomate, contribuiu igualmente para o grau de degradação que a estação apresentava.

A documentação arqueológica encontrada e recolhida, permite datar a ocupação desta villa entre os séc. I d.C. e finais do séc. IV d.C. .

Na mesma altura, quando se faziam trabalhos agrícolas num arrozal dentro da mesma herdade, a menos de 200 metros desta villa , deu-se, ocasionalmente um outro achado, que identificámos como uma necrópole romana, que forneceu 3 lápides funerárias, uma das quais praticamente ilegível. Duas dessas lápides foram depositadas na Casa do Povo de Alvalade.

 

 

Do espólio recolhido destaca-se:

 

 

1 – “Terra Sigillata”

- Fragmento de fundo e bojo de um prato hispânico, Drag. 18, séc.I d.C.

- Fragmento de bordo de taça, Drag. 37, Gália do Sul, séc.I  d.C. (fig. 1)

Fragmento de bordo de taça

- Fragmento de bordo de pequena taça, com voluta aplicada; forma provavelmente 37 ou 38 (Goudinau 1968, p.305); início de fabrico 5 a 16 d.C.

- Fundo de vaso itálico com marca de oleiro PRIM. PRIMUS, oleiro de N.Nevius Hilarius de Pozzvoli, período de Tibério (fig. 2 e 3).

Fundo de vaso itálico

 

2 – “Sigillata Clara A, C e D”

- Dois fragmentos de bojo, séc.III d.C.

- Fragmento de bordo de prato, forma Hayes 32/58, inícios do séc. IV d.C. (J.W. Hayes, 1972, p.95)

- Fragmento de bordo de taça, forma Lam.2, Hayes, 1ª metade do séc.II d.C. (J.W. Hayes, 1972, p.35. (fig. 4)

Fragmento de bordo de taça

3 – “Lucerna”

- Asa de lucerna perfurada. Pasta grosseira e com uma palmeta desenhada a estilete, acompanhando a nervura central; a partir do séc.III d.C.

 

 

4 – “Moeda”

- Reparatio Rei Pub, Arles, 1ª Oficina, Constâncio

 

 

5 – “Vidro”

- Azul cobalto, séc.I a.C., ou séc.I d.C.

 

 

6 – “Ânfora”

- Fragmento de boca de Beltran 1, hispânica (bética ?), inícios do séc.I d.C. (F. Hermet, 1934), (fig.5)

Fragmento de boca de Beltran

7 – “Fíbula”

- De charneira, de arco triangular; tipo Zerat IIA e Thill 108/111; todo o séc.I a.C., podendo persistir com a classe A de Aucissa.


ir para a pagina de contacto » visitar o sitio do Webmaster » ir para a pagina do Adobe® Flash Player » imprimir pagina ir para o topo da pagina ^ retroceder <-