O Largo do Vasco, hoje, é um deserto de silêncios onde o tempo parece ter estancado. Nas esquinas, o brisa serena que percorre a vila sussurra memórias de um tempo que a modernidade apagou, deixando apenas a melancolia dos dias idos. Por ali ainda sobrevivem…
Leia Mais
As paredes do mais formoso edifício do Cerro do Moinho, guardam o peso de um tempo que já não volta. Onde outrora escorreu a vida administrativa do Posto de Culturas Regadas Dom Manuel de Castelo Branco, o eco do silêncio substituiu o som dos passos…
Leia Mais
No lavadouro público da Bica, o tempo parece ter estancado entre as pedras frias e o cheiro eterno a sabão azul… Sob a luz forte dos dias e terna do crepúsculo, as pedras desgastadas do tanque guardam um silêncio pesado. Aqui, neste recanto escondido de…
Leia Mais
Onde hoje se erguem moradias e quintais alinhados, pulsava outrora a terra batida do ‘Campo da Oliveira Grossa’. Um recanto de poeira e liberdade, rasgado num extenso olival (na fotografia) outrora situado em frente da antiga Escola Primária e que ia até perto do depósito…
Leia Mais
As oliveiras centenárias do adro da igreja matriz guardam um silêncio antigo… Arrancadas do terreno confinante com o cemitério de Alvalade, outrora pertencente à ermida de S. Pedro, já desaparecida, e replantadas no adro, elas assistem, imóveis, à passagem inexorável do tempo. Aquelas copas cinzentas…
Leia Mais
O canal de rega do Vale de Campilhas repousa sobre a terra como uma serpente de betão e água… Sob o sol ardente de Alvalade, ele cumpre o seu destino principal: nutrir o solo, matar a sede às culturas e transformar o pragmatismo da engenharia…
Leia Mais
Olhar para esta fotografia é abrir as portas de um tempo suspenso, onde a vida acontecia de outra forma, despida da pressa cinzenta dos dias de hoje. Nestes tempos, o Cine-Alvalade não era apenas um edifício físico, mas sim o coração pulsante da vila. Ir…
Leia Mais
Aqui já não se ouve o chiar metálico dos travões dos comboios a anunciar a chegada de novidades. O apito estridente que outrora anunciava a chegada da “maria-fumaça” ou das automotoras, há muito que se calou. Na estação, o silêncio é agora o único passageiro…
Leia Mais
Agora que atravessamos dias muitos frios recordamos o grande nevão que caiu no dia 14 de Fevereiro de 1983. Ao amanhecer, Alvalade estava coberta por um grande manto de neve para a alegria de crianças e jovens que nunca tinham visto neve e satisfação para…
Leia Mais
Para além da sua função cultual, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição da Oliveira é também um ex-libris do património histórico de Alvalade. A herança manuelina que mantém e se observa nos capitéis, na fonte baptismal, na pia de água benta, no portal…
Leia Mais
A atribuição e colocação dos primeiros topónimos e letreiros nas ruas antigas de Alvalade perfez um século (1925-2025) e contemplou apenas as artérias mais importantes. A rua da Estalagem foi renomeada para rua 31 de Maio de 1834 perpectuando a data da passagem e pernoita…
Leia Mais
A antiquíssima e generosa mina de água conhecida por Poça da Amoreira esteve na origem da actual Fonte da Estação. Segundo a tradição, parte do contingente de infantaria que acompanhou o Duque da Terceira na “visita” a Alvalade, no dia 18 de Julho de 1833,…
Leia Mais
A fotografia, inédita, documenta a cofragem de um sector da Ponte dos Arcos, por volta de 1950, alguns meses após o início da sua construção. Aberta ao trânsito em 1952, a icónica Ponte dos Arcos é, ainda hoje, 72 anos depois, uma das obras mais…
Leia Mais
Nos finais da última década de 50, as raparigas de Alvalade tinham ao seu dispor uma ‘Escola de Corte, Costura e Bordados’ instalada nos antigos paços do concelho (na imagem), promovida pela famosa marca de máquinas de costura SINGER. A ideologia política do regime salazarista…
Leia Mais
A Irmandade do Santíssimo Sacramento de Alvalade, erigida na igreja matriz no séc. XVI, tinha a seu cargo, entre outras atribuições, a organização das solenes festas do Santíssimo e da Semana Santa, realizadas sempre com grande aparato e imponência e alguma ostentação nos paramentos e…
Leia Mais
Foi erguido inicialmente no centro da praça em frente dos antigos Paços do Concelho (actual sede e residência paroquial), pouco depois da outorga do Foral Novo em 1510. Símbolo da administração autónoma da justiça local de tempos idos, o pelourinho era o lugar de punição…
Leia Mais
Até ao início do século passado, não existia qualquer forma de iluminação pública na vila e quando anoitecia as ruas de Alvalade mergulhavam numa absoluta escuridão, apenas contrariada pelo brilho das estrelas e o esplendor da lua. Sair à noite depois de anoitecer, só por…
Leia Mais
As terras de Alvalade no período Romano eram, à semelhança do que acontecia em grande parte do Alentejo, povoadas de azinheiras e sobreiros, mas também medronheiros, loureiros, zambujeiros, urze branca, entre outras espécies vegetais. Na fauna, destacavam-se os javalis, os lobos e os veados, entre…
Leia Mais
A referência mais antiga sobre o Bairro da Fonte, actual Rua da Bica, data de 1840 mas o lugar terá sido ocupado e habitado muito antes disso e por influência da proximidade com a mui antiga Fonte Branca, que posteriormente viria a dar origem à…
Leia Mais
A rua 23 de Agosto de 1914, topónimo que assinala a data de inauguração da Estação dos Caminhos de Ferro de Alvalade, ou a ladeira do Quedas, topónimo popular que correspondia à alcunha do dono de uma mui frequentada taberna situada a meio da rua,…
Leia Mais
Comentários recentes