A região de Alvalade do Sado: entre o sul da Lusitania e o Mediterrâneo romano

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«(…) Com as ‘villae‘ implantadas na Bacia do Sado no entorno de Alvalade, os excedentes da sua produção agropecuária eram destinados aos mercados. A capital municipal, Miróbriga, assoma como um destino óbvio para os bens, para mais vindo o projecto Tabmir (estudo das áreas comerciais de Miróbriga, dirigido por um de nós – JCQ) a revelar novos dados sobre a importância comercial da cidade romana, com a identificação recém-produzida de um macellum (mercado) e um possível horreum (armazém/celeiro), edifícios que se vêm acrescentar à mais de uma dezena e meia de tabernae (lojas) já antes conhecidas, Por outro, as facilidades de trânsito de mercadorias facultadas pela estrada que se dirigia à povoação mineira de Vipasca (Aljustrel) proporcionavam ali um outro mercado para a comercialização dos bens agrícolas oriundos de Alvalade, tendo aqui que se acrescentar a possibilidade de o mesmo ter acontecido em relação às minas de Caveira e, eventualmente, Lousal. Em sentido diverso, a ter-se verificado o trânsito por veículo de tracção animal do minério pela estrada romana que servia Alvalade, esse fluxo terá favorecido a circulação dos produtos agropecuários nas viagens de retorno.»
_José Carlos Quaresma e Rodrigo Banha da Silva in ‘Memórias da terra, das águas e dos povos’ (catálogo de apresentação do Museu de Arqueologia de Alvalade)

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