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A rua da Cruz de outros tempos…

rdacruz2Durante séculos designada como rua Quente, topónimo que surge em diversa documentação antiga,  as visitações quinhentistas referem que na actual rua da Cruz, uma das artérias mais antigas da vila, existiam alguns imóveis da Ordem de Santiago da Espada e, principalmente, o hospital do Espírito Santo, de fundação medieval. E seria precisamente o hospital do Espírito Santo, que se situava logo no início da artéria, do lado da praça D. Manuel I e de frente para o alçado lateral da igreja da Misericórdia, que haveria de lhe alterar o topónimo para a actual designação de rua da Cruz. O Padre Jorge de Oliveira, num dos vários artigos que publicou no jornal quinzenário “Nossa Terra”, editado em Santiago do Cacém, sob o pseudónimo Omega, explica a origem do topónimo: “(…) a frente da casa do hospital era na Rua da Cruz, denominação adquirida, posteriormente, por existir uma cruz na porta de entrada (do hospital). Esta rua era chamada a Rua Quente“.

Na primeira metade do século passado, a rua da Cruz foi palco de um dos episódios mais violentos e trágicos da história da freguesia. Um homicídio seguido de suicídio, com arma de fogo, em plena via pública, que ceifou a vida de dois jovens alvaladenses, por motivos passionais, e que ainda hoje é recordado pelas gerações mais idosas. Foi sempre uma das artérias mais movimentadas do núcleo antigo da vila e da sua história farão sempre parte, entre outros, a pensão Guerreiro, a padaria e mercearia da mesma proprietária (Margarida Guerreiro), a taberna do Zacarias, o forno da Antónia Belchior, o cabeleireiro Belita, a mercearia do Zé Inácio, a casa de frutas e o café/restaurante da Júlia Ramusga, o café Pereira, o sapateiro Joaquim Sabino ou o barbeiro Chico das Dores…

 

_LPR

Uma Resposta a A rua da Cruz de outros tempos…

  1. Manuel F. Neves (Lito) Responder

    24 de Junho de 2014 em 15:53

    Para memória futura, acrescento o carpinteiro (?, mestre Joaquim Magro.
    Este vivia em frente à pensão Margarida.
    Abraço;
    Lito

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