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Alvalade de 1920

praca2Praça D. Manuel I, Largo da República, Largo do Adro, Rua de Lisboa, Rua da Cruz, Rua 31 de Maio de 1834  (antiga Rua da Estalagem), Rua Duque da Terceira, Rua Nova, Rua de S. Pedro, Rua da Figueira, Rua do Adro, Rua Almirante Reis, Rua Infante D. Henrique, Rua Gonçalves Zarco, Rua Vasco da Gama, Rua Luis de Camões, Travessa da Igreja, Travessa da Misericórdia, Travessa do Espírito Santo, Travessa da Barroca, Rua 23 de Agosto de 1914, Rua da Fonte, Azinhaga do Cemitério, Bairro da Fonte e Bairro de S. Pedro.

Pôs-se à antiga Rua das Estalagens, por haver nela duas antigas estalagens, a denominação de Rua 31 de Maio de 1834 por existir nela um prédio pertencente hoje a José Maria d’Aires, onde se hospedou a 31 de Maio de 1834, o príncipe D. Miguel, que na sua retirada para o exílio, a caminho de Sines, ali pernoitou e almoçou.

A Rua Nova, até 1912, tinha outra disposição e terminava no sítio onde actualmente estão umas casas da viúva Antónia Brígida, das Almargens. Entre estas casas – que então eram um olival que lhe pertencia -, e umas casas aonde está hoje uma padaria de Inácio Cabrita Cortes, havia uma travessa, chamada “Travessa do Duque”, por existirem nelas umas casas pertencentes a Diocleciano José a qual ligava a Rua Nova à Rua Covas da Areia, hoje Rua Duque da Terceira. Essa travessa foi vendida em 1936, ao referido Cortes, visto ser inútil, pois a Rua Nova por acordo entre o dono do referido olival e a Câmara, prolongou-se até ao Largo das Covas da Areia, hoje Largo da República.

A actual Rua 23 de Agosto de 1914, era uma estreita vereda que da Vila se dirigia à várzea passando por de cima da carreteira que vinha do Porto de Beja; Fonte Branca até à Travessa do Espírito Santo, junto à Praça (D. Manuel I), carreteira e vereda que foram cortadas pela linha férrea do Sado cujo primeiro troço foi inaugurado na data.

_ Apontamentos históricos do Padre Jorge de Oliveira (1865/1957), pároco de Alvalade entre 1908 e 1936, para uma monografia que não chegou a publicar.

2 Respostas a Alvalade de 1920

  1. José Raposo Nobre Responder

    10 de Fevereiro de 2014 em 13:03

    A foto que publicou mostra o local onde hoje está a Casa do Povo, quando cheguei a Alvalade no inicio dos anos 30 ainda estavam os mesmos prédios, no canto a Casa do José Leonor, ao lado, com chaminé avançada para a Rua, a residência do Custódio Guerreiro, irmão da Margarida e do Francisco Guerreiro, era o Regedor da freguesia, saiu de Alvalade para abrir uma Cantina no inicio da construção da Barragem de Campilhas.
    Como empregado da casa Cabrita Cortes que tinha Padaria, onde o Padeiro era o pai do Lito, ia levar o Pão para ser vendido na Cantina, numa Camioneta do Empreiteiro, a Estrada era por Santiago e Cercal. Voltando à Praça D. Manuel I vê-se as grades da Cadeia no edificio da Escola que frequentei, hoje Residência Paroquial, ao fundo a Casa dos Magistrados, hoje pertencente ao Eduardo Cid. Do lado esquerdo da imagem a Casa onde viviam os pais do Joaquim Tendeiro, avô da Silvia Alberto, não se vê na foto, mas ao lado era a Casa do José Aires, onde pernoitou D. Miguel, antes da demolição foi Escola Primária de meninas no 1º andar e Taberna do Contreiras no r/chão.
    Esta foto é um documento importante.
    JRN

  2. José de Jesus dos Santos Rosa Responder

    15 de Fevereiro de 2014 em 17:52

    Apesar de não ser natural de Alvalade, mas porque é a terra natal de minha mulher e do meus sogros (Francisco Fernandes e Fernanda Duarte-já falecida) é sempre com muito agrado que leio esses apontamentos e respetivos comentários sobre essa bonita terra.

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