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Alvalade dignificou os 500 anos do Foral e a presença de D. Duarte de Bragança

Assinalaram-se ontem os 500 Anos do Foral Manuelino de Alvalade, atribuído pelo Rei D. Manuel I em 20 de Setembro de 1510.

Do programa, destacou-se o descerramento de um painel de azulejos alusivo à data, nos antigos paços dos concelho, e uma sessão evocativa no Salão de Festas da Casa do Povo. A presença de S.A.R. o Sr. D. Duarte de Bragança conferiu um brilho muito particular às cerimónias, que pela sua simplicidade e simpatia ficará eternamente no coração e na memória dos alvaladenses que estiveram à altura pela hospitalidade, o carinho e a forma respeitosa com que receberam o herdeiro do trono português. O dia 20 de Setembro de 2010, e especialmente a sessão evocativa dos 500 Anos do Foral Manuelino de Alvalade, figurará seguramente entre as datas e os momentos mais felizes da História da freguesia, valorizado não apenas com os representantes das principais instituições e colectividades locais mas também com a presença de algumas das mais altas individualidades concelhias e regionais e de vários amigos de Alvalade com uma ligação sentimental muito forte à freguesia como foram os casos, entre outros, do Arqtº Francisco Lobo de Vasconcellos e do Prof. Doutor José António Falcão, Director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, palestrante convidado, que destacou os pontos-chave do processo histórico de Alvalade com a eloquência, o entusiasmo e a clareza que lhe são habituais.

                                                                                                                                                                 _LPR

17 Respostas a Alvalade dignificou os 500 anos do Foral e a presença de D. Duarte de Bragança

  1. Mariana Banza Responder

    21 de Setembro de 2010 em 16:51

    Ontem, apesar de ser dia de trabalho para muitos, a nossa Praça D.Manuel I encheu-se de gente para receber o Senhor D.Duarte, Duque de Bragança, com carinho e entusiasmo.
    Curiosamente, a sessão solene realizou-se no mesmo espaço, onde outrora existia a casa onde foi respeitosa e carinhosamente acolhido o seu bisavô D.Miguel.

    Obrigado ao Senhor Dom Duarte – e a todos os convidados – que com a sua presença tão bem contribuíram para valorizar a efeméride.

  2. JORGE SEVERINO Responder

    21 de Setembro de 2010 em 16:59

    Olá
    Foi uma surpresa bastante agradável ver mais uma vez Alvalade Sado honrar a sua história na festa medieval e ontem na recepção ao Sr.D. Duarte, provando que a terra sabe receber quem a visita desde o mais simples forasteiro ao mais ilustre visitante como ontem todos podemos assistir. Como ontem alguém dizia, quem respeita a História e o passado, terá sempre um grande futuro pela frente. Alvalade está mais uma vez de parabéns assim como a sua humilde e trabalhadora população. J. Severino.

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  5. Paulo Gonçalves Responder

    22 de Setembro de 2010 em 8:59

    Felicito Alvalade e as suas gentes hospitaleiras pelos 500 anos do seu foral e por tão honrosa recepção ao Sr. D. Duarte, que comprovou mais uma vez que é quem realmente está perto do povo humilde, das gentes genuinas do interior de Portugal. Parabéns Alvalade!

  6. José Rosário Responder

    23 de Setembro de 2010 em 8:03

    O dia 20 de Setembro de 2010, e especialmente a sessão evocativa dos 500 Anos do Foral Manuelino de Alvalade, figurará seguramente entre as datas e os momentos mais felizes da História da freguesia, valorizado não apenas com os representantes das principais instituições e colectividades locais.
    Começo o meu comentário com palavras escritas por um Alvaladense, Dr.L.
    Ramos e porquê ? Porque este homem tem sido o mais acérrimo defensor das coisas patrimoniais e culturais desta terra. Na intervenção do Dr. José Falcão foi pelo menos duas vezes citado (elogiado) pelo empenho que tem demonstrado na defesa do património de Alvalade. Fiquei pasmado, quando do lugar em que me encontrava na sala, vi o Luís ao fundo da sala (na parte de trás e na geral). Será que este Alvaladense não merecia um lugar reservado entre os convidados…..!
    Na intervenção do Dr. Falcão sobre Alvalade muito metódica na descrição, que me entusiasmou durante a narração, dando no final a entender que Alvalade no futuro será uma terra promissora, no que estou totalmente de acordo. Mas gostaria que um dia o Dr. José Falcão aprofundasse mais o passado das gentes que viveram e morreram nesta terra. Como viviam, o que sofreram, como foram explorados pelos que agora dão nomes a algumas ruas das vilas e aldeias do nosso Alentejo. Até meados do século vinte Alvalade era uma ilha durante o Inverno e o único transporte para os outros lados do Campilhas e do Sado eram as barcas, que alguns pescadores então existentes, usavam no transporte de pessoas. As classes dominantes da época, não construíram casas senhoriais em Alvalade, para passar férias ou fugir da peste e da cólera que de vez em quando assolava Lisboa. E porquê…Alvalade era uma terra com ambiente insalubre, durante o Verão havia epidemias de sezões (malária) e os senhores desse tempo procuravam outros locais…sendo no Sul e no Alentejo, talvez a região mais procurada a de Évora. Em qualquer terriola dessa zona, ainda hoje se encontram casas das classes abastadas de então. Em Alvalade isto principalmente até finais do século dezanove, a maioria da população vivia em cabanas, onde os produtos mais usados eram o bunho e a junça, que servia para cobrir os telhados das cabanas, fazer esteiras, onde dormiam e até fazerem agasalhos para o corpo afim de se protegerem das intempéries. E a terra a quem pertencia? Aos que a trabalhavam!…Aos Alvaladenses? Não……porquê? Como eram tratados os barrigotos pelo poder em Santiago…..Como se deslocavam à sede do concelho…eu digo: na sua maioria a pé ..seguindo uma estrada então existente, que passava pelo monte Vale de Santiago, quinta de Corona, perto da Abela e por aí fora.. o que era uma contra-fé?…Como chamavam assim, em surdina a Santiago do Cacem….eu também digo… Santiago de Cães Cem. Seria interessante, um colóquio sobre estes temas e o efeito que tiveram no futuro nas gentes de Alvalade,..mas se calhar continua , (mesmo em Democracia) a não ser oportuno falar de certas coisas. Como não é.. dar um lugar reservado e de destaque em Alvalade ao Dr. Luís Ramos…..e por agora termino!

  7. admin Responder

    23 de Setembro de 2010 em 10:01

    Relativamente à questão do convite, efectivamente tive um convite para estar na sessão solene, que me pedia confirmação dentro de um determinado prazo. Aceitei e agradeci o convite, sublinhando que estaria presente no dia 20 numa linha secundária, entre a população. E quero admitir que isso possa ter causado alguma confusão na atribuição de lugares sentados na sessão solene. Mas também admito que o facto de ter sido convidado não significa que tivesse direito a um lugar sentado na sala, que seria sempre numa linha secundária uma vez que estaria como alvaladense e não como entidade, que não sou nem tenho funções institucionais. Sabe-se agora que houveram mais convites que não tiveram direito a cadeira. Portanto, não fui o único.
    A questão que se pode colocar tem a ver com os tipos de convites que foram feitos. Ficou a sensação que houveram dois tipos de convites. Uns com direito a cadeira na sala e a tratamento personalizado e devidamente encaminhados aos seus lugares, e um outro tipo de convites, sem direito a cadeira. Isto é que é mau. Fica sempre a sensação de tratamento diferenciado…
    É que aparentemente o convite foi idêntico para todos. E se foi idêntico para todos, das duas uma: ou seriam destinados lugares para todos, distribuídos na sala de acordo com o estatuto de cada convidado, ou era reservada a fila da frente para as entidades e os restantes convidados que procurassem um lugar por sua iniciativa. Eu, pessoalmente, penso que se os convites foram endereçados e pediam confirmação dentro de um determinado prazo, isso significava que a organização pretendia ter a informação e o controle dos convidados para lhes dar um lugar na sala e no repasto, de acordo com o estatuto de cada convidado.
    De resto, a sessão solene teve algumas falhas, que não passaram despercebidas aos mais atentos, mas isso agora cabe à organização reflectir e amadurecer por forma a que numa próxima oportunidade possam ser evitadas. Mas é normal e falhas existem sempre nestas coisas, e numa organização como esta temos que relevar porque seguramente não foram premeditadas nem intencionais. E quem faz o que pode e sabe, a mais não é obrigado.

    Quanto às linhas do amigo José do Rosário (que quanto a mim, pelo que tem feito no âmbito do Grupo de Apoio à Construção do Lar de Idosos de Alvalade, e não só, devia igualmente ter tido convite e direito a cadeira na sessão solene, mais justificada do que vários dos que por lá vi), sobre parte da História recente de Alvalade, é matéria ainda muito sensível e que está por tratar. São muito pertinentes as questões que levanta, mas é matéria que ainda carece de ser trabalhada, e particularmente por gente entendida em História contemporânea. São ainda poucos, em Alvalade, os que têm coragem para abordar algumas dessas questões e outras de grande sensibilidade.

    Termino endereçando daqui os meus parabéns à Comissão de Festas dos 500 Anos do Foral, tanto pelo sucesso do “Alvalade Medieval”, como pela forma calorosa e digna com que foi recebido e tratado o Sr. D. Duarte e respectiva comitiva, que pelos ecos que me chegaram tiveram muito gosto em ter estado em Alvalade e ficaram muito agradados com as cerimónias do dia 20 de Setembro, seguramente uma data que a terra jamais esquecerá.
    De resto, a comissão organizadora já fez questão de distribuir pela população um comunicado dando conta do agrado da comitiva do Sr. D. Duarte pela forma como foram recebidos e tratados no passado dia 20. E Alvalade, no geral, também se sente muito honrada pela visita que ficará seguramente entre os momentos mais altos da história da freguesia.
    _LPR

  8. admin Responder

    23 de Setembro de 2010 em 12:14

    Quero apenas informar que recebi hoje um email de agradecimento, em nome da Comissão de Festas, pelos modestos contributos que dei no âmbito da programação/preparação do dia 20 de Setembro de 2010, que aqui dou conta publicamente.
    _LPR

  9. Ana Maria Santos Responder

    23 de Setembro de 2010 em 18:25

    Consegui apenas ir à feira medieval que estava magnifica e penso que melhor do que nos anos anteriores. Uma freguesia como Alvalade organizar uma actividade daquelas é absolutamente notável e uma lição para todo o concelho. Alguns conhecidos também me disseram que as comemorações do foral no dia 20 de Setembro também foram de bom nível, com povo de Alvalade e de outras terras mas tudo muito tranquilo e ordeiro de resto como é normal em Alvalade e no concelho. Por tudo isso felicito Alvalade e as suas gentes por mais uma vez terem levado o nome deste concelho bem longe e por bons motivos.

  10. João Silva e Freitas Responder

    23 de Setembro de 2010 em 22:44

    Os que honram a memória terão sempre futuro. Parabéns a Alvalade que sabe para onde quer ir. Faço minhas as palavras do Sr. Paulo Gonçalves e que aqui transcrevo: “Felicito Alvalade e as suas gentes hospitaleiras pelos 500 anos do seu foral e por tão honrosa recepção ao Sr. D. Duarte, que comprovou mais uma vez que é quem realmente está perto do povo humilde, das gentes genuinas do interior de Portugal. Parabéns Alvalade!”. E mais não digo.

  11. João Correia (sanagro) Responder

    23 de Setembro de 2010 em 23:28

    Mais uma vez o “Alvalade Medieval” foi um sucesso, e pelo que tive oportunidade de constatar teve uma afluência muito grande. É uma data que já está marcada na memória de todos os alvaladenses residentes e mais ainda nos que vivem fora, pois até emigrantes fazem questão de vir a Alvalade para conviver, comer e beber com “todo o pessoal” que se junta nesta data.
    Mais uma vez é de louvar a participação gratuita da Fanfarra Oberzell, vinda da Alemanha, que dá um toque especial a estes dias.
    Não tive oportunidade de estar presente na sessão solene onde participou D.Duarte de Bragança, mas penso que foi mais um facto marcante para a história de Alvalade, o que é sempre de realçar.
    Sei que este ano houve alguma dificuldade em “arranjar pessoal” para assegurar todo o funcionamento da festa, embora todas as entidades organizadoras presentes deram o seu máximo e penso que tiveram à altura tal como nos anos anteriores. Precisamos que este evento continue e que todos o que o organizam estejam de “mãos dadas” para que em 2011 possamos ter mais uns belos dias de alegria, convivio e festa.
    Aqui envio, um agradecimento ao Luis Ramos por tudo o que tem feito por divulgar a nossa terra neste site, parabens Luis, continua… É um site que leio com bastante frequencia.

  12. admin Responder

    24 de Setembro de 2010 em 10:29

    João,
    Agradeço as suas palavras amáveis sobre o “alvalade.info” e o interesse pela página como leitor. Muito obrigado.
    _LPR

  13. Francisco Lobo de Vasconcellos Responder

    24 de Setembro de 2010 em 12:08

    Volto a realçar o excelente ambiente que se viveu em Alvalade e mesmo se houve algumas falhas (como é natural) estas foram suplantadas pela simpatia e a boa vontade de TODOS os Alvaladenses presentes na Praça D. Manuel I.
    Posso assegurar que todos o presentes e visitantes nesse dia ficaram muito bem impressionados pelos que se passou em Alvalade.
    Aproveito para publicamente agradecer ao Luis Pedro Ramos todo o empenho que tem colocado na divulgação e na defesa dos interesses de Alvalade e desejo que as questões existentes sejam resolvidas, a bem de Alvalade.
    Sobre o outro tema aqui aflorado, e que concordo que deve ser objecto de uma discussão mais alargada, não se deve apoucar como era Alvalade há 200 ou 150 anos atrás…todo o país era pobre, as pessoas viviam mal, havia injustiças…e também não se pode “por as culpas” em Santiago do Cacém, que só “toma conta” de Alvalade desde 1871.
    O país era todo atrasado, foi atrasado durante anos, e ainda é atrasado em muitos aspectos e temos é de olhar para a frente para vencer esse atraso…e Alvalade tem provado que olha para a frente e pode vencer esses “atrasos”.

  14. admin Responder

    25 de Setembro de 2010 em 9:54

    Não tenho dúvidas que a maioria dos Alvaladenses e a comissão de festas, em particular o Sr. Luis Silva, lhe estão gratos pela colaboração e disponibilidade que o Arqtº Francisco Lobo de Vasconcellos sempre teve para com Alvalade, assim como o Doutor José António Falcão, outro amigo da terra, e em particular no auxílio durante a preparação do dia 20 de Setembro. Um dia que ficará para sempre gravado na memória dos Alvaladenses, como uma das páginas mais bonitas da sua história. Quanto ao resto, é matéria para reflexão, em sede própria, se for caso disso.

    De facto há ainda muita matéria para trabalhar sobre o passado histórico de Alvalade. Ao nível do século XX, seria interessante um dia fazer-se um debate com gente entendida e alguns investigadores da região. Ou quem sabe se ainda não será um pouco cedo para isso…
    _LPR

    • Jesus Lopes Responder

      25 de Setembro de 2010 em 17:10

      É sempre com um enorme prazer que há três anos a esta parte visito a feira medieval de Alvalade, acho que é um acontecimento muito importante para todos os Alvaladenses que nos enche de orgulho. Espero que continuem pois estamos todos de parabéns.
      Obrigada à comissão de festas.

      um filho da terra

  15. José Martins Cardoso Responder

    29 de Setembro de 2010 em 23:45

    Não deixem morrer a festa pois Santiago esta à espreita.

  16. Tó Manel Responder

    8 de Outubro de 2010 em 11:51

    ….mais uma vez quero agradecer em meu nome e em nome da fanfarra de oberzell, tudo o que foi feito para nós nunca esquecer essa grandiosa festa “feira medieval” ! Com um enorme prazer estivemos ai três vezes (2004 2007 e 2010) , e de certeza que não foi a ultima……!
    ….pois nunca deixem morrer a festa, olhem que santiago esta à espera !!!!
    um grande abraço à comissao da festa, outro às mulheres que fizeram a comida para nós e outro ao presidente do futebol clube alvaladense e a sua irma!
    ….desculpem a letra , mas o meu alentejano ja não é do melhor, cada vez pior !

    um filho de alvalade
    tó manel

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