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As pontes de Alvalade

pontedeferro21A fotografia já terá mais de duas décadas e é anterior à última grande intervenção de conservação que a ponte de ferro (como é popularmente conhecida entre os alvaladenses)  sofreu, antes da sua desactivação aquando da alteração do troço da linha ferroviária do sul. A ponte de ferro, a ponte dos arcos, a ponte seca, a ponte sobre a ribeira de Campilhas, a ponte romana e os viadutos e pontões da freguesia marcam fortemente a paisagem do território alvaladense e são elementos dignos de um roteiro próprio ou um percurso pedestre temático que valorize e tire partido deste segmento do nosso património. Não há no concelho nenhuma outra freguesia com tantas pontes e viadutos…

As pontes de Alvalade contribuiram decisivamente para eliminar o isolamento com que a terra conviveu durante muitos séculos, sobretudo nos invernos mais chuvosos quando as grandes cheias nos vales do Sado e de Campilhas deixavam a vila perfeitamente incomunicável durante dias, ou mesmo semanas, e ainda hoje são determinantes para a vida da freguesia e da região. Ajudam a conhecer e compreender a forma como a freguesia se foi desenhando e desenvolvendo ao longo do tempo. Sem elas, Alvalade seria seguramente, nesta altura, uma pequena aldeia em vias de extinção…

_LPR

3 Respostas a As pontes de Alvalade

  1. José Raposo Nobre Responder

    18 de Maio de 2014 em 12:12

    De acordo com o valor das nossas Pontes, lamento que a Ponte dos Arcos não tenha uma placa identificando o projectista Engº Edgar Cardoso, um dos mais conceituados técnicos mundiais de Pontes, o que muito a iria valorizar, e que se justificava como homenagem, após o seu falecimento.
    JRN

  2. José do Rosário Responder

    18 de Maio de 2014 em 13:19

    Sem elas, Alvalade seria seguramente nesta altura uma pequena aldeia em vias de extinção…
    Copiei a frase acima por me parecer que é de uma actualidade que me merece aprofundar.
    Quem conheceu, como eu, Alvalade na década de 60 e mesmo até meadas de 70 e comparar com a Alvalade actual depressa chegará a essa conclusão.
    Alvalade como fixação de novos habitantes já não existe. Nascem poucas crianças e à medida que se fazem adultos são obrigados a ir embora. Os mais velhos vão morrendo e os que abalaram e pensavam regressar para passar a velhice na terra que os viu nascer, como reformados, vão desistindo. Porquê? Alvalade tinha nos anos 60, três médicos, hoje temos uma médica uma vez por semana. Temos um hospital a 41 quilómetros. Durante a noite se tivermos um problema de saúde é o diabo das complicações para nos deslocarmos aos sítios apropriados para sermos atendidos. Que se tornam quase impossíveis se não tivermos condições financeiras, para os custear. Os que sonhavam voltar à terra, estão a desistir. Alguns até arranjaram as casas que eram dos seus pais, com essa intenção. Elas estão aí, mas sem ninguém lá dentro. À medida que o tempo passa mais casas vão ficando vazias. Há quem aponte para os 50% o número de casas sem ninguém, lá dentro. Não vale a pena estar a falar no fecho da estação dos caminhos de ferro, da G.N.R, que quase não existe e na insegurança que isso provoca… Neste país, as terras que não têm votos para dar aos políticos quando há eleições,…..são simplesmente abandonadas.

  3. Matilde Oliveira Responder

    18 de Maio de 2014 em 13:41

    Tenho um casal amigo que há 2 anos quis comprar casa em Alvalade para passar fins de semana ou férias mas as casas que estão em venda em Alvalade são extremamente caras e está quase a comprar no Cercal onde são mais em conta e estão mais perto de Milfontes. Até no Cercal as rendas de casas são mais em conta do que em Alvalade o que não se percebe a razão para tal.

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