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O Barateiro e o Barbeiro…

O Barateiro e o Barbeiro…

Na pacatez da antiga rua 31 de Maio de 1834, o tempo hoje parece correr mais lento embalado pelas saudades de uma era não muito distante. Ali, onde o sol ainda afaga as fachadas brancas com barras azuis, duas almas singulares desenharam outrora parte do coração pulsante da rua. O…

As réplicas de Luís Pereira Aleixo…

As réplicas de Luís Pereira Aleixo…

Na década de 90, o alvaladense Luís Pereira Aleixo afirmou-se como um dos artesãos mais singulares da sua região. Com assinalável arte e engenho, dedicou-se à construção minuciosa de réplicas em miniatura de debulhadoras francesas do início e meados do século XX. Longe de serem meras peças decorativas, estas alfaias…

O campo da oliveira grossa…

O campo da oliveira grossa…

Onde hoje se erguem moradias e quintais alinhados, pulsava outrora a terra batida do ‘Campo da Oliveira Grossa’. Um recanto de poeira e liberdade, rasgado num extenso olival (na fotografia) outrora situado em frente da antiga Escola Primária e que ia até perto do depósito da água, na geografia antiga…

Um sopro de justiça medieval (conto)…

Um sopro de justiça medieval (conto)…

A poeira da estrada ainda nem assentara nas ruelas de Alvalade quando a notícia começou a correr de boca em boca. Nos campos onde a terra seca teimava em dar o sustento, as mãos calejadas pararam o trabalho. Os olhares, habitualmente pesados de resignação, ergueram-se com um misto de dúvida…

A ladeira do Quedas (conto)…

A ladeira do Quedas (conto)…

O Sol de final de tarde dourava a calçada inclinada, mas no passeio elevado defronte à taberna, a sombra já começava a estender-se. Claudino, conhecido por todos como o Quedas, limpava o balcão de madeira gasta com um pano encardido, enquanto o burburinho na rua marcava o ritmo da vila.…

O tempo do rabisco (conto)…

O tempo do rabisco (conto)…

O sol de outono declinava no horizonte de Alvalade, tingindo o céu com tons de oiro e bronze antigo. A grande azáfama das colheitas chegara ao fim. Terminada a apanha do tomate, vindimadas as uvas em Conqueiros e recolhido o milho, a terra parecia suspirar — cansada, mas generosa. Para…

Hortas, uma tradição secular…

Hortas, uma tradição secular…

Quem percorre a cintura de Alvalade, depara-se com um cordão verdejante que teima em abrandar o tempo. São as hortas dos alvaladenses. Pequenos pedaços de chão, vigiados por canaviais, árvores de fruto e velhas oliveiras, que guardam uma tradição e herança com muitos séculos de existência, transmitida de pais para…

O verão de tempos idos…

O verão de tempos idos…

O calor de verão em Alvalade continua igual: pesado, lento, quase como se a própria terra estivesse cansada de carregar o sol. No entanto, falta-lhe aquele som, o eco vibrante que outrora definia estes meses. Quase perdidos na bruma dos anos, estão os dias em que o verão aqui era…

Noites de cante e lamentos…

Noites de cante e lamentos…

Longe vão os tempos das noites infinitas nas ruas e nas tabernas de Alvalade quando se juntavam grupos de homens para desafiar a solidão dos dias. Ali, entregavam-se ao cante puro, um lamento sem o amparo de qualquer instrumento musical, que rasgava o breu da noite. Erguia-se, então, a dureza…

A sentinela de betão…

A sentinela de betão…

Erguido no terreno sagrado e sob a influência das ruínas da ermida de São Sebastião, o velho depósito elevado de água ergue-se no cimo da vila como uma sentinela solitária… Uma torre de betão que rasga o céu dos dias, guardando nas suas entranhas o latejar silencioso do precioso líquido.…

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