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Cinema de Alvalade – 30 anos de abandono

No dia 29 de Junho de 1956, o Cine-Alvalade abriu as portas pela primeira vez com a exibição do filme “O Escudo Negro de Falworth”, realizado dois anos antes, e cujo elenco integrava Tony Curtis, Janet Leigh, David Farrar e Barbara Rush, entre outros.

Nas três décadas seguintes recebeu algumas das maiores figuras nacionais da música ligeira e do fado, os principais filmes que as produtoras cinematográficas nacionais e estrangeiras foram realizando e muitas das melhores companhias de teatro portuguesas, tornando-se rapidamente num espaço cultural de referência na região. A esplanada, ao lado do corpo principal do edifício, foi também durante várias décadas o local de eleição na animação de Verão da freguesia com os bailes de conjunto/grupos musicais, as festas e os torneios de futebol de salão.

Os tempos mudaram e talharam uma sociedade com novos hábitos de consumo e outros interesses, que o equipamento não acompanhou nem recebeu os investimentos de modernização que precisaria. O   encerramento do Cinema de Alvalade, nos anos oitenta (numa altura em que já era propriedade da Câmara Municipal de Santiago do Cacém), acabou por ser inevitável, situação que se mantém até aos dias de hoje. Sendo parte importante e indissociável da memória e do imaginário da comunidade alvaladense, é com um misto de nostalgia e tristeza que muitos de nós, hoje, olhamos para o estado de abandono e decadência em que se encontra aquele edifício. Teve promessa, durante vários anos, repetida em sucessivas campanhas eleitorais e em algumas reuniões do orçamento participado promovidas pela câmara municipal em Alvalade, para ser transformado em Centro Cultural, mas a tarefa de resgatar aquele espaço e devolvê-lo à sociedade alvaladense continua adiada e sem qualquer solução à vista.

Nas eleições autárquicas de 2009, a promessa “Centro Cultural de Alvalade” foi eliminada dos programas eleitorais da força política que governa o município. Nesta altura, não são conhecidas as intenções da câmara municipal para o imóvel, de que é proprietária há 30 anos e que está encerrado quase pelo mesmo lapso de tempo.

Tratando-se de um espaço de referência e património importante da terra, o antigo cinema de Alvalade justifica plenamente um projecto de recuperação que o coloque novamente ao serviço da população alvaladense (chamem-lhe Centro Cultural ou outra designação qualquer) partilhado pelas associações, escolas, colectividades, etc, com condições para receber exposições, pequenos concertos, ateliers de pintura, acções de formação de artes performativas, música, dança, fotografia, exibição de filmes, peças de teatro, entre outras actividades. Um espaço cultural e de sociabilidades com condições para receber e dinamizar as camadas jovens mas também os mais velhos, promovendo o relacionamento e o convívio entre gerações e contribuindo para o desenvolvimento social e cultural da freguesia.

 _LPR

45 Respostas a Cinema de Alvalade – 30 anos de abandono

  1. José do Rosário Responder

    30 de Março de 2011 em 18:51

    O Cinema Alvalade faz parte do património e da memória Alvaladense. Dos muitos eventos (tantos e que saudade) que esta velha casa realizou, a projecção de filmes, sessões de variedades musicais, noites de Fados e bailes. Ao tempo todos os artistas de renome na época passaram por Alvalade.
    E ainda foi no Cinema Alvalade que se realizou em 21-10-1969 a única sessão da Oposição ao regime Salazarista no Concelho de Santiago do Cacém, para as eleições à Assembleia Nacional, ao qual assistiram cerca de 400 pessoas. De realçar o comportamento vergonhoso do oficial da Guarda Nacional Republicana que comandava as forças que nessa noite ocuparam e cercaram a vila de Alvalade. Quando todos os intervenientes na sessão cantavam o Hino Nacional, este senhor barafustava, batendo com os tacões das botas no soalho da sala. Vou terminar, e só dizer mais o seguinte: no livro as teses do Movimento Democrático Português… o Concelho de Santiago do Cacem era considerado …o concelho mais reaccionário do Distrito de Setúbal!
    E quem quiser confirmar, tenho esse livro em minha casa.

  2. José Raposo Nobre Responder

    30 de Março de 2011 em 19:02

    Como antigo dinamizador de tudo o que fez o Cinema Alvalade, tomei conta da gerência, com o Francisco Guerreiro, apenas 2 anos após a inauguração, mas sendo amigo do proprietário colaborei logo na escolha de programas. Por todas estas razões estou de acordo com o que sugere. A Câmara construiu em Santo André uma Biblioteca de grande dimensão, está bem, mas é preciso não esquecer as antigas freguesias.

  3. admin Responder

    31 de Março de 2011 em 9:46

    O antigo Cinema de Alvalade diz pouco ou nada às gerações mais novas, que na maioria nunca sequer lá entraram. Mas é um espaço importante da vila e para muitas gerações de Alvaladenses. Admito que o projecto “Centro Cultural” seja demasiado oneroso e que haveria o risco de não ser sustentável. Mas é necessário discutir e encontrar outras soluções para o cinema que possam servir a freguesia e os alvaladenses.
    Por exemplo uma solução que transforme aquele espaço num equipamento comunitário, que possa ser usado por todas as colectividades e instituições alvaladenses como a Associação Amigos de Alvalade, as escolas, a paróquia, a Casa do Povo, os Bombeiros, os grupos de música popular, que tenha também condições para que os jovens organizem as suas próprias iniciativas, etc.
    Para isso é urgente definir-se um novo uso para aquele espaço e dotá-lo das respectivas condições, nem que seja de forma faseada porque os tempos estão muito dificeis. Como o cinema está é que não serve ninguém.
    As memórias de que falam nos comentários anteriores, são parte da vida que aquele espaço já teve e que seria importante coligir numa pequena mostra ou exposição na reinauguração daquele edifício. Há informação e material suficiente para isso.
    Naturalmente que a junta de freguesia não tem meios para fazer o quer que seja para devolver o edifício aos alvaladenses. Teria que ser a CMSC, que é a proprietária do imóvel, e que é quem tem meios para avançar ou comparticipar uma eventual candidatura onde um projecto desta natureza possa ser encaixado.
    _LPR

  4. José Raposo Nobre Responder

    2 de Abril de 2011 em 12:09

    Estou completamente de acordo com as soluções que o Luis indica para o Cinema. A Câmara apenas, já não era pouco, construia o espaço bastante amplo, incluindo a esplanada, creio haverem verbas comunitárias na área da cultura. A gestão seria feita pela Junta de Freguesia apoiando todas as actividades culturais da freguesia merecedoras pela sua prática. Pela minha idade avançada, terminaria, quando chegar o momento, a minha passagem por este Mundo, com maior felicidade, se visse este desejo concretizado porque, como diz o Malato, fui ali muito feliz.
    JRN

  5. Céu Bougron Responder

    6 de Abril de 2011 em 10:04

    Não tenho duvidas nenhumas; Zé, não só foi feliz mas posso acrescentar que deu muita felicidade e alegria a todos os Alvaladenses.

  6. José Raposo Nobre Responder

    6 de Abril de 2011 em 15:35

    Voltando a comentar o que foram os anos 60 e 70 e os espectáculos de Variedades, confesso que um dos segredos do êxito foi a exigência que fiz para que os artistas viessem jantar a Alvalade para o público ter
    a certeza que não vendiamos “gato por lebre”. Era ver a passear nas ruas as “vedetas” do tempo Calvário, Marco Paulo, Maria da Fé, etc… Para a Céu informo que ficaram famosos os pratos confecionadas pela D. Julia Ramusga, especialmente a sopa com puré de grão. Quando me encontrava com artistas em Lisboa falavam-me sempre nos famosos jantares e por fim eram eles que já exigiam jantar cá, onde sempre os acompanhei com o Chico Guerreiro. Uma saudade especial para o Tristão da Silva que nos deixou na plenitude da sua carreira.

  7. Céu Bougron Responder

    7 de Abril de 2011 em 10:49

    Agradeço Zé de não se esquecer dos pratos que a minha mãe fazia. Ela cozinhava simples mas com muito amor.
    Beijinhos a toda a sua familia que nunca esqueço.

  8. José Raposo Nobre Responder

    9 de Abril de 2011 em 12:57

    Eu e a Mariana agradecemos os cumprimentos. Nunca as esquecemos e se a Céu quer conhecer antiguidades de Alvalade consulte o meu blogue Viver Alvalade, tem muitas curiosidades. Uma notícia mais triste, a Maria Virginia, que é Educadora infantil na Quinta do Conde, há 15 dias fracturou um pé, com o uso de canadianas voltou a cair e fracturou um braço. Está em casa em recuperação. Beijinhos dos amigos. JRN

  9. Maria Dores Amado Responder

    20 de Abril de 2011 em 18:30

    Que saudades…..Tínhamos uma sala de cinema como não existia em Santiago. Foi aí que vi os filmes famosos daquela gloriosa década de 60 a 70. Também os artistas, dos quais o sr. Zé Nobre já referiu alguns nomes, a grande acordeonista Eugénia Lima, récitas escolares e até o casamento da filha D. Judite, (salvo erro) Maria dos Anjos.
    A Nogueirinha convidou-me e eu fui ao casamento da irmã. Lembro-me que foi um casamento muito bonito. O copo-d’água foi servido no bufete….Recordações de Alvalade do séc. passado…..Quem diria !……..

  10. admin Responder

    21 de Abril de 2011 em 10:28

    São muitos os testemunhos que atestam a intensa vida cultural que Alvalade já teve, e que muito dificilmente voltará a ter. O grande centro ou espaço cultural que foi o antigo cinema, onde actuaram muitas das grandes figuras artísticas nacionais, proporcionou momentos únicos a várias gerações de alvaladenses. E os espectáculos, nesse tempo, eram com bilheteira. E tempos dificeis, em que as pessoas viviam com rendimentos muito magros. Mas havia interesse em ver teatro, cinema, ou em assistir a um espectáculo de variedades ou a um concerto.
    Ainda vi o antigo cinema a abarrotar, quer na exibição de filmes, quer em diversos outros espectáculos.

    _LPR

  11. Matilde Oliveira Responder

    23 de Maio de 2011 em 18:22

    Só conheço o cinema do lado de fora porque passo lá quando aí vou mas tenho reparado que é enorme e está com ar de abandonado. Talvez seja boa ideia tentar que seja arranjado mesmo sem grandes luxos porque Alvalade tem falta de espaços para distrair a população, porque a vida não pode ser só trabalho.

  12. admin Responder

    30 de Maio de 2011 em 16:42

    Sobre este tema sugerimos também a leitura de um pequeno artigo de José Raposo Nobre, no seu blogue, em http://alvaladealentejo.blogspot.com/2011/05/as-ruinas-do-cinema-alvalade.html

  13. José do Rosário Responder

    4 de Junho de 2011 em 12:45

    Só para informar que os Barrigotos estarão em vias de revitalizar a Esplanada do Cinema. Já fui convidado para ajudar no tratamento e montagem de alguns acessórios. Já contactei o meu amigo Zé Valentim para colaborar.
    Há uma nova direcção e fiquei satisfeito com o regresso do Zé Matias.

  14. admin Responder

    4 de Junho de 2011 em 15:31

    O cinema e a esplanada são propriedade da câmara municipal, e estão encerrados há mais de 20 anos. Continuo a defender que é um espaço com potencialidades para ser importante para Alvalade e para os alvaladenses, mas que para isso precisa de investimento e obras. Não posso acrescentar muito mais porque não conheço o projecto dos Barrigotos para o local, nem o acordo de cedência com a câmara municipal, os objectivos a atingir, etc, que certamente serão divulgados a seu tempo.
    _LPR

  15. Maria Luisa Agostinho Mendes Responder

    15 de Junho de 2011 em 15:59

    Também vi muitos filmes nessa sala. Fui colega da Maria Dores Amado e aluna da D. Judite, que saudades… O “Cinema de Alvalade” com um passado tão rico não merece estar encerrado.

    • Maria Dores Amado Responder

      14 de Agosto de 2011 em 20:39

      Olá Maria Luisa, como posso dar-te o meu contacto para falarmos ?

      Com muitas saudades, aguardo.

  16. José Matias Responder

    15 de Junho de 2011 em 16:23

    Antes que se começem a criar expectativas e até mesmo alguns boatos sobre a revitalização da esplanada do cinema, gostaria de informar do seguinte: “Os Barrigotos”, em reunião de direcção, efectivamente falaram sobre a hipótese de, caso a Câmara Municipal/Junta de Freguesia de Alvalade permitam, e volto a frisar, caso a Câmara Municipal/Junta de Freguesia de Alvalade permitam, tentar, sem muitos custos, nem alterações de fundo ao estado da esplanada, aproveitar aquele recinto para algumas das suas actividades. No entanto, ainda não foi feita uma proposta oficial às entidades detentoras do espaço.

    Da minha parte, mais uma vez enrolado nestas andanças do associativismo, procurei de imediato algum apoio por parte daqueles que sempre me apoiaram e aos Barrigotos.

    Quanto ao apoio do Sr. José do Rosário, só tenho a dizer que agradeço bastante a sua disponibilidade imediata assim que foi “sondado”, mas, que tal como eu tive oportunidade de lhe dizer pessoalmente, nada deste projecto ainda é certo, não passam ainda de ideias e que poderá, como tantos outros, não vingar!

    Saudações Alvaladenses

  17. admin Responder

    15 de Junho de 2011 em 16:34

    Este esclarecimento do José Matias é oportuno, até porque a informação que circula na vila dá a cedência da esplanada aos Barrigotos como um facto consumado e em vias de ter actividade.
    A questão da informação, especialmente da falta dela, é um problema que Alvalade tem que aprender a gerir melhor para que se evitem boatos, informações distorcidas e alguns devaneios.
    Enquanto administrador deste espaço agradeço ao José Matias o esclarecimento que aqui trouxe sobre esta questão.
    A discussão sobre o futuro do Cinema de Alvalade mantém-se e não tem qualquer relação com a hipotética cedência da esplanada aos Barrigotos.
    _LPR

  18. José do Rosário Responder

    15 de Junho de 2011 em 20:18

    Penso que se houver interessados na revitalização da esplanada do cinema Alvalade, que não haverá da parte da Autarquia entraves a essa pretensão!…

  19. José do Rosário Responder

    15 de Junho de 2011 em 20:26

    E já agora digo que o ano passado, quando alguém pensou em pegar no mesmo assunto, foi e só na Esplanada do cinema. Mas o estado de degradação do sistema de saneamento do edifício está em péssimas condições, o que deitou por terra o projecto!….

  20. admin Responder

    16 de Junho de 2011 em 10:13

    Repito novamente: O cinema e a esplanada são propriedade da câmara municipal de Santiago do Cacém. Aquele espaço está encerrado há mais de 20 anos. Nesse lapso de tempo teve promessa para ser transformado em Centro Cultural. Teve inclusivamente projecto. Nas reuniões do orçamento participado realizadas em Alvalade, o executivo municipal alimentou sempre a esperança e renovou a vontade perante a população de recuperar aquele edifício.
    Até agora, e já passaram muitos anos, nada lá aconteceu.
    Nos últimos 20, 25 anos, não foi lá investido um cêntimo, com excepção das obras na cobertura ainda nos anos oitenta.

    Depois deste percurso sinuoso, de promessas sucessivas e nunca cumpridas, chegamos agora ao ponto de serem os alvaladenses, como o meu amigo José do Rosário, o José Matias e os Barrigotos que vão, voluntáriamente, a título gratuito, fazer obras na esplanada?

    Num espaço que é propriedade da câmara municipal, que é quem tem o dever e a obrigação de o recuperar e devolver à população?
    Não tenho nada contra a vossa disponibilidade, mas na minha opinião acho isso humilhante para a terra.

    Concordo com a revitalização da esplanada, seja pelos Barrigotos seja por outra qualquer colectividade, mas desde que a autarquia faça e assuma os custos das obras que o espaço precisa. Se o munícipio canalizar para o cinema de Alvalade uma verba semelhante à que gasta em dois ou três concertos que todos os anos realiza em Santiago e em Santo André, já era uma boa ajuda para dotar aquele espaço das condições mínimas necessárias para um projecto de redinamização da esplanada.
    E de forma faseada, pode perfeitamente recuperar o cinema e devolvê-lo à população. Basta haver vontade política para isso.
    _LPR

  21. Matilde Oliveira Responder

    17 de Junho de 2011 em 14:54

    Penso que se a Câmara Municipal é dona do cinema e já prometeu que iria ser arranjado para Centro Cultural é porque há vontade de o fazer, e como sou optimista por natureza quero acreditar na palavra dada à população, mas nada melhor para saber isso do que as entidades da terra perguntarem à Câmara Municipal em que fase está a obra.

  22. João Urbano Responder

    7 de Julho de 2011 em 18:51

    O cinema pelo tempo que está fechado e pela sua localização já deveria ter tido a sua situação resolvida ou pelos moradores de confronto com o imóvel ou pelas autoridades competentes. Já viram a rataria e outras pragas que lá não haverá. É uma situação de saúde pública que se vai agravando com o passar do tempo. Com isto acho que a autarquia deveria resolver o problema desta freguesia o quanto antes e a fundo. A saúde de todos começa aqui.

  23. Deusinha Soares Responder

    16 de Julho de 2011 em 21:46

    Meus amigos,
    A esperança é a última coisa a morrer!
    Quem sabe se algo não será feito com vista a requalificar, e estruturar o antigo Cinema de Alvalade, quando estivermos bem próximos da próximas eleições???????
    Sem mais comentários…

  24. Rui F. Nunes Responder

    18 de Julho de 2011 em 22:10

    Quando cheguei de Africa, em que tinha para ai 10 anos, Alvalade acolheu-me e nos dias de cinema lembro-me de porem musica nos autifalantes que percorriam pelas ruelas da vila, lembro-me de o meu Pai me contar histórias de por o meu primo António Nunes (miudo) debaixo do sobretudo dele e pô-lo dentro do cinema, ironia, anos mais tarde acabei por ser eu a entrar, mais ao menos com o mesmo estratagema, no cinema pelo meu primo António Nunes, tarde de mais para nos prenderem, ha ha, lembro-me de bons jogos de futebol 5, bailaricos, mas era miúdo, queria era jogar a bola, com o Mário, filho do Simplicio, ha ha, ou então ir ver o Alvaladense jogar e torcer para o Chico das Fornalhas fazer uma boa exibicão, pois quando ele engrenava, a equipa engrenava, ha ha outra geracão eu sei, mas o antigo cinema poderia ser a continuacão da Casa do Povo, na criacão de eventos, pois o espaco esta localizado no coracão da vila, dando dessa maneira as pessoas que ali venham, a oportunidade de percorrer a vila e explorarem a cidade, os negócios ganhariam também, mas têm que trabalhar em conjunto, pois e para beneficio dos locais, o antigo cinema não só tem a história como acredito, poderia ser um museu “LIVE”, como se diz por aqui, onde todos os dias a rotina diária é misturada com quem aparecer e isso possa ser um motivo de motivacão na criacão de uma grelha de eventos que tragam até Alvalade os seus vizinhos e turistas. Alvalade esta perto de algumas praias, uma porta importante para ser aproveitada na rota do turismo, onde hoje as ofertas têm que ser perfeitas e tentadoras, pois a escolha é variada, mas os Alvaladenses têm uma grande história, assim como os seus mais próximos vizinhos para ser contada, cortiça, tomate, arroz, o trabalho nos montes, a luta contra o sistema, existem varias soluções para se criar um projecto diferente mas eficaz, mas isso só se faz se a vila toda estiver unida, para beneficio próprio. Espero que se possa ainda salvar o antigo cinema e espero que o zelo e os interesses pessoais, que as instituicões portuguesas têm às vezes, sobre o património nacional, não deixe desaparecer mais um sinal da nossa história, no meio das conversas das tretas.

  25. Rui F. Nunes Responder

    18 de Julho de 2011 em 22:24

    …e ainda me lembro de ser hipnotizado lá, memorável, via tudo, mas não conseguia resistir, o meu corpo parecia pedra, fiquei suspenso entre 2 cadeiras, memórias de crianca, deliciosas….

  26. Anabela Marques Responder

    21 de Agosto de 2011 em 22:05

    Não conheço Alvalade mas hoje fui passear até Serpa “Medieval” 2011 adorei assim como adoro o Alentejo, “sou Lisboeta”. Na vinda vimos o anuncio à feira medieval de Alvalade quando cheguei tive curiosidade e consultei a Net. Vi esta página e lembrei-me, e se fizessem algo diferente, tipo uma mistura um espaço cultural, um café-biblioteca com zona reservada de filmes e cuidado que hoje em dia já se vê tudo na Net, mas nem toda a gente tem ainda. Vamos lanchar, tomar um café, etc, temos um espaço calmo para ler um livro e lá no canto sem incomodar ninguem vão passando uns filmes bons culturais, uma pequena sala para um artista ou outro nos fins de semana cantar, tocar. Tem de ser algo muito “in” muito respeito, muita educação, muito tradicional. Aliás estou-me a lembrar que o meu almoço de hoje em Serpa no restaurante a Adega foi muito engraçado um grupo de senhores lembrou-se ao balcão de cantar os cantares tradicionais Alentejanos toda a refeição, foi um espectaculo. Que tal uma coisa deste genero? Será que daria para a sobrevivência???

  27. Custódio Nunes Rita Responder

    15 de Setembro de 2011 em 16:11

    Valerá a pena a reabilitação do antigo cinema face ao que irá custar? Guardamos na memória numa saudade que até dói, as coisas, as causas, as casas, as pessoas que amámos e partiram. As noites de cinema eram a grande fuga do triste quotidiano da nossa terra. Foi lá que se começou a ver televisão, lembram-se? E a sociedade, os bailes da sociedade?
    Um abraço a todos, um beijo para ti, Céu.

  28. admin Responder

    15 de Setembro de 2011 em 16:23

    Na minha modesta opinião vale sempre a pena apostar em projectos que valorizem a freguesia e que contribuam para melhorar a qualidade de vida da população e fixar as gerações mais novas.
    A recuperação do cinema, num projecto equilibrado tendo em conta as necessidades da freguesia, pode ser um contributo importante nesse contexto.
    Pensar Alvalade e preparar o futuro, não pode apenas resumir-se aos equipamentos sociais. São muito importantes, mas não esgotam as necessidades da população.
    O futuro da freguesia depende sobretudo das novas gerações e de atrair novos moradores, empresas, etc. Para isso, é necessário criar condições para que tal aconteça. É nessa óptica que uma futura recuperação do cinema deve ser entendida.
    _LPR

    • Preciosa Sacramento Alves Agostinho Marques Mendes Responder

      5 de Dezembro de 2011 em 22:17

      Uma coisa vai dar à outra.

      Mas talvez para que as coisas aconteçam, seja mesmo preciso arregaçar as mangas e meter mãos à obra.
      No Link BONS E MAUS EXEMPLOS, já começaram a aparecer algumas sugestões para a recuperação do Cinema.
      E em Alvalade parece-me haver gente de iniciativa.
      Onde é que está o pessoal de acção?

  29. Céu Bougron Responder

    16 de Setembro de 2011 em 13:09

    Um grande beijo para ti também …Penso imenso em ti e gostava muito de te ver.
    O Cinema de Alvalade… São muitas recordações. Sim claro que a reabilitaçao vai custar muito dinheiro… mas continuo a pensar que isso valaria a pena não só para os mais jovens mas também para a memória da nossa terra.
    Cumprimentos e até breve.

  30. Mariana Neves Belchior Mauricío Responder

    30 de Janeiro de 2012 em 22:44

    Eu tinha 17 anos quando foi inaugurado o Cinema Alvalade. Saí de Alvalade para Lisboa, 3 anos depois. Recordo com muita saudade esse tempo. Nos dias em que havia filmes, o evento era anunciado com música e nós, jovens, passeávamos nas ruas ao som da mesma que entoava pela vila. Ainda tenho presente na minha memória algumas das canções aí ouvidas. Tinha muito gosto de ver o Cinema Alvalade recuperado para qualquer actividade publica e, pelo que já li, há ideias extraordinárias. Ficam os meus votos que elas sejam concretizadas.

  31. Maria Dores Amado Responder

    19 de Março de 2012 em 18:30

    Já falta pouco para fazer um ano que “anda” aqui esta conversa e nada de desisões por parte do proprietário. Eu gostava muito de saber porque é q a Câmara, com dinheiro dos contribuintes, adquiriu o imóvel?…teve que haver uma finalidade….passou tanto tempo e continuamos sem resposta.
    Ao menos que a resposta seja ….- foi só para Alvalade ter uma lixeira no centro da terra…

    • admin Responder

      19 de Março de 2012 em 18:50

      Durante muitos, muitos anos a fio, a promessa era transformar o cinema no designado “Centro Cultural de Alvalade”. Nunca passou do papel nem de palavras bonitas.
      Nas últimas eleições, os mesmos que prometeram o dito Centro Cultural de Alvalade excluiram o projecto dos programas eleitorais e nada mais se soube. Perante isto, a única leitura possível que podemos retirar, é que a própria câmara passados 30 anos ainda não sabe o que fazer com aquele edifício. Até prova em contrário, não podemos concluir outra coisa. Trinta anos, são trinta anos! É obra!
      _LPR

  32. José Raposo Nobre Responder

    20 de Março de 2012 em 11:55

    Escrevi no m/Blog Viver Alvalade sobre um sonho que tive e vi Alvalade em 2019 com uma Piscina no local da Esplanada do Cinema em ruinas, ao passar hoje no local verifiquei que até era possivel se a área da esplanada não fosse suficiente, incluir no espaço uma das três ruas, porque no lado norte está um muro dum quintal cujo portão tem saida para a rua do lado poente, a sul está um muro de casa em que o quintal tem entrada pela rua a nascente, do lado poente é o muro de casa com portão que pode ser transferido para a rua do lado sul. Nenhum destes cortes de rua traria qualquer dificuldade para a circulação viária. Uma sugestão que não é sonho, mas sim uma possibilidade para resolver eventuais problemas de espaço para um empreendimento tão necessário para esta vila que no Verão sofre as temperaturas mais elevadas do país: A PISCINA PÚBLICA.

    • admin Responder

      20 de Março de 2012 em 12:17

      Haveriam muitas possibilidades/ideias para dar um novo uso ao imóvel e esplanada. A questão é que não se vê qualquer vontade do município em aproveitar aquele espaço.

      Se até às eleições de 2009 havia a promessa de o transformar num Centro Cultural, nessas mesmas eleições a mesma promessa saiu dos programas eleitorais e nada mais se soube sobre o destino futuro daquele espaço.

      Ou seja, se antes sabiamos que havia uma intenção e uma ideia que mais cedo ou mais tarde poderia ser concretizada, a partir das eleições de 2009 com a retirada da promessa “Centro Cultural de Alvalade” dos programas eleitorais, isso significa que a câmara municipal desistiu da dita promessa com que andou anos e anos a iludir os alvaladenses e desistiu do edifício uma vez que desde então não se ouviu uma única palavra sobre o futuro do cinema.

      Na prática e objectivamente, só podemos concluir que nesta altura a câmara municipal não tem qualquer projecto nem ideia para aproveitar aquele espaço, nem parece saber o que fazer com ele.
      Isto, do meu ponto de vista, é grave e lesivo dos interesses dos alvaladenses.

      Ao nosso lado, concretamente em Messejana, a câmara municipal de Aljustrel vai jogar mão de um velho edifício para o transformar num espaço cultural para actividades diversas dotado de um auditório com capacidade para 60/70 lugares. E Messejana não tem nesta altura sequer mil habitantes.

      _LPR

  33. Maria Dores Amado Responder

    20 de Março de 2012 em 21:14

    Mais faz quem quer que quem pode.

  34. Henrique Medeiros Responder

    16 de Junho de 2012 em 0:04

    É pena, não resido em alvalade, mas é a minha terra natal, fico triste pois nessa sala no dia 14 de agosto de 1975 realizei eu próprio um espectáculo de HIPNOTISMO – FAKIRISMO, a população aderiu (sala cheia) segundo os meus arquivos que consultei, o espectáculo foi um êxito. Espero que façam alguma coisa positiva para o CINEMA de ALVALADE, A BEM DA CULTURA da nossa terra. OBRIGADO.
    Prof. Emerson (Henrique Carrilho Medeiros)

    • admin Responder

      16 de Junho de 2012 em 9:26

      Tive o privilégio de ver o seu espectáculo, que foi dos que mais me marcou nos meus tempos de garoto entre os muitos que assisti naquela sala. Tenho boas recordações desse dia, com o cinema completamente cheio e um ambiente fantástico. Julgo que quem lá esteve nunca mais se esqueceu do que viu e ainda são muitos os que se lembram da sua actuação.

      Infelizmente, o cinema de Alvalade transformou-se numa das páginas mais negras da história contemporânea da freguesia.

      O abandono daquele edifício ao longo dos últimos 30 anos, é o símbolo maior da forma vergonhosa e escandalosa com que a câmara municipal tem tratado o principal equipamento cultural da freguesia, que podia estar ao serviço da população e em particular dos jovens, das associações e das escolas.

      _LPR

    • David Deodato Medeiros da Silva Responder

      29 de Março de 2017 em 10:19

      OLÁ AMIGO HENRIQUE GOSTAVA DE FALAR CONTIGO POIS SOU TEU SOBRINHO FILHO DA ROSA E PERDEMOS O CONTACTO HÁ ANOS. SE PODERES DIZ ALGUMA COISA O MEU CONTACTO É 963221929

  35. José Raposo Nobre Responder

    18 de Junho de 2012 em 16:48

    É triste ver a situação em que se encontra o Cinema, mas fico satisfeito por ver que ainda há quem reconheça os bons espetáculos que ali aconteceram. No setor do Hipnotismo, além do Prof. Emerson, também recordo com saudade o Prof. Ferrery, que realizou vários espetaculos, sempre com casa cheia.
    JRN

  36. Rui Nunes Responder

    16 de Julho de 2012 em 4:04

    Eu fui lá hipnotizado…memórias de menino…penso que pelo prof. Perry…uma pena ver o cinema a não ser aproveitado…para beneficio da população.

  37. João Silva Responder

    18 de Março de 2013 em 19:41

    É triste ver o património da nossa terra desmoronar-se, só porque esses senhores de Santiago não gostam de nós, esse edifício se fica-se localizado em Santiago já tinha sido recuperado, posso dar uma ideia á população Alvaladense. ( vamos nós todos dar as mãos e recuperar o imóvel criando uma comissão para o efeito), fazendo um donativo de 5 euros por habitante já era um começo, pela parte que me toca estou de acordo em dar o primeiro passo.

  38. Maria Dores Carvalho Amado Responder

    30 de Maio de 2015 em 10:48

    Senhor presidente da Câmara de Santiago do Cacém, “Senhora” proprietária do edificio, caro conterrâneo, sr. Dr, pelo menos…..no minimo dos minimos, mande lavar a cara àquele quarteirão das nossas recordações…..tlv até haja quem ofereça uma latinha de tinta, um dia de mão de obra grátis, ……com a ajuda de todos já a verba diminui….fica abandonado, mas não fica tão triste…..vá lá…..Alvalade merece…..

  39. Matilde Oliveira Responder

    30 de Maio de 2015 em 10:55

    Era mesmo de tentar que fosse arranjado porque a vida não pode ser só trabalho e a população também tem direito a distrair-se.

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