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Entre o Sado e Alvalade

sado33A importância histórica de Alvalade e dos vários patrimónios que a freguesia ainda detém, há muito que é reconhecida por diversos investigadores. Parece ser consensual que Alvalade pode ter no seu património uma alavanca importante de desenvolvimento local, naturalmente dentro de um plano ou estratégia mais ampla de valorização e redinamização da freguesia.

Maria Filomena Barata, historiadora de mérito e membro da Liga dos Amigos de Miróbriga, insere Alvalade num percurso com passagem por alguns dos locais ou sítios mais relevantes do distrito de Setúbal, no que toca ao património edificado e arqueológico, e na sua ligação de sempre com o rio Sado. A inclusão de Alvalade neste percurso, é, também, uma forma de reconhecimento da importância histórica da freguesia na região. O potencial existe mas é necessário um programa orientado para a salvaguarda, valorização e divulgação do património cultural de Alvalade, devidamente calendarizado, que contemple a escavação, estudo e musealização de algumas jazidas arqueológicas (por exemplo alguns testemunhos da ocupação romana na freguesia e a sua relação com Miróbriga como a villa da Ameira, o sítio Defesa III, ou outros), a requalificação do centro histórico, a musealização das alfaias do Posto de Culturas Regadas, a conclusão do núcleo museológico de arqueologia e a criação de um museu mais abrangente, que conte a evolução histórica e social da freguesia. Seriam argumentos de peso para tirar partido do percurso da valia e dimensão que Filomena Barata descreve. No fundo, são estes alguns dos principais recursos da freguesia que podem e devem ser potenciados numa qualquer estratégia de desenvolvimento turístico de Alvalade.

_LPR

3 Respostas a Entre o Sado e Alvalade

  1. Vasco Maldonado Passanha Responder

    13 de Outubro de 2014 em 11:48

    Bom dia,
    Gostava que chegasse ao conhecimento da Filomena Barata que nas escavações para colocar tubagens no terreno da ECA, Empresa de Concentrados de Alvalade, possivelmente no ano de 1970, foram recuperados três machados de pedra polida, que foram por mim entregues ao museu de Beja, onde se encontram possivelmente com a nota de quem ofereceu ou do local onde se encontraram.
    Na altura pareceu-me a melhor opção, visto que em Alvalade não havia a quem comunicar o dito achado, para se confirmar a fixação de povos da pré-história neste local.
    Melhores cumprimentos
    Vasco Passanha

    • admin Responder

      13 de Outubro de 2014 em 12:17

      Muito obrigado Sr. Vasco pela informação, que é útil e servirá para referenciar o local.
      Para situações como essa que descreve temos defendido aqui que seria muito importante a existência de um arqueólogo municipal para fazer o acompanhamento de obras e o estudo e resgate de achados isolados em locais sensíveis conhecidos ou classificados que já produziram outros achados. Só assim o património arqueológico de Alvalade e do concelho ficaria melhor defendido.
      _LPR

    • Filomena Barata Responder

      13 de Outubro de 2014 em 16:11

      Muito obrigada pela informação.

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