O Entrudo ou Carnaval — termos que para a maioria se fundem num mesmo sinónimo de folia, excessos e transgressões toleradas por esta época onde quase tudo se desculpa — tem raízes ancestrais na memória coletiva de Alvalade.
«(…) Depois de se ter organizado a Sociedade Recreativa de Alvalade, a Direcção desta Associação de recreio contrata grupos musicais e dá bailes na sua Sede nos dias de Carnaval. Na quarta-feira de cinzas, já fora da época carnavalesca, já de noite, um grupo de estúrdios empunhando archotes, organizam um simulacro de cortejo fúnebre, metendo defunto, sacerdote com acólito, levando este, um “doutor” (penico) com água e uma vassoura que serve para aspergir os circunstantes após uma saraivada de latinório burlesco. Param em vários pontos e aí é lido o testamento do finado que consiste numa enormidade de disparates, excelentes para desopilar o fígado… Termina a comédia nos olivais, aonde se enterra o defunto que é honrado com uma descarga dada por caçadores que em grupo acompanham esta tirada cómica».
_Luís Pedro Ramos
O Povo de Alvalade sempre gostou de festejar o Carnaval.
Além do baile na Sociedade, abrilhantado pelo José dos Reis.
Lembro-me também de marchas carnavalescas feitas pelas jovens da terra, ainda hoje me lembram algumas cantigas as quais eram feitas pela próprias marchantes.
Era sempre feito na 4ªfeira o enterro do Carnaval. Como é bom recordar.