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O fumo negro da locomotiva dissipava-se no céu, mas a promessa de um mundo novo ficava retida nas paredes frias do velho armazém da Estação dos Caminhos de Ferro. Cada comboio trazia um pedaço do mundo moderno para Alvalade. Era ali que o progresso desembarcava, embalado em caixas de madeira e fardos de lona, trazendo encomendas preciosas e o eco de terras distantes.
Esse tempo corria mais devagar, medido pelas passadas pesadas do muar e pelo ranger das rodas da carroça do Galego que em cada viagem da Estação para a vila transportava tecidos, ferramentas, farinhas ou mercearias mas também carregava o brilho nos olhos dos comerciantes e a esperança de uma carta há muito esperada…
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