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O tanque do abegão António Mestre…

O tanque do abegão António Mestre…

O tanque de pedra calcária que repousa no largo da igreja foi pertença do antigo abegão António Mestre (séc. XX). Artífice alvaladense de mestria reconhecida na arte dos carros de tração animal, de charruas e outras alfaias agrícolas, com oficina no fim da rua Padre Abel Varzim, onde trabalhava e…

Memórias da rua da Cruz…

Memórias da rua da Cruz…

O silêncio que hoje habita o primeiro terço da rua da Cruz é um eco mudo de outros tempos, uma ausência pesada que esmaga o presente. Durante décadas, este chão foi o coração quente da vila. Aqui existiu uma casa de pão, bolos e de afectos, onde a farinha e…

Chão sagrado…

Chão sagrado…

Caminhar por estes corredores de silêncio não é um acto de solidão, mas um reencontro… Neste cemitério repousam os nossos antepassados, os mesmos que, com mãos calosas e passos firmes, desenharam o contorno das ruas da vila que hoje calcamos e semearam a identidade que nos define. Cada lápide é…

O Curral do Concelho de Alvalade…

O Curral do Concelho de Alvalade…

O espaço hoje ocupado pelos «casões do quer-tudo» (na imagem), como a memória popular consagrou, foi, pelo menos desde o século XV, um terreno desimpedido e murado conhecido como o «Curral do Concelho de Alvalade». Este recinto municipal destina-se a recolher o gado (bovino, ovino e caprino) em trânsito, tresmalhado…

O Quilómetro 137…

O Quilómetro 137…

Ao serviço da CP, as Guardas da Passagem de Nível de Campilhas são hoje memórias esbatidas, quase desprovidas de rostos e imagens… Fardadas com a bata da companhia e de bandeira vermelha em punho — substituída pela lanterna ao cair da noite —, garantiam a passagem segura dos comboios pela…

A Travessa do Forno…

A Travessa do Forno…

Hoje, poucos conhecem esta artéria pelo seu nome, mas muitos recordar-se-ão decerto das ruínas da Casa do Galego, que a estreitavam consideravelmente até serem demolidas no último quartel do século passado. O topónimo deve-o ao antigo forno de poia comunitário — o Forno do Galego —, onde inúmeros alvaladenses iam…

Alvalade genuinamente alentejana…

Alvalade genuinamente alentejana…

Quando por vezes, em velhos documentos, encontrávamos esta região transtagana designada pela clássica forma “terras dentre o Tejo e o Odiana”, e víamos em antigos forais, Alvalade e as suas catorze companheiras enquadradas no “Campo de Ourique”, perguntávamos porque motivo a deslocaram para a Estremadura, fugindo à lógica das coisas.…

A Travessa do Adro…

A Travessa do Adro…

A imagem transporta-nos para a antiga travessa do adro, actual rua Padre Abel Varzim, nos finais da última década de 50 ou inícios da década de 60, cuja importância e configuração urbana remontam, com grande probabilidade, à época medieval. Foi, durante muitos séculos (e ainda é), a artéria privilegiada na…

Artes, ofícios e profissões de Alvalade – Memória histórica…

Artes, ofícios e profissões de Alvalade – Memória histórica…

Abegão, Albardeiro, Alfaiate, Almocreve, Aguadeiro, Barbeiro, Boieiro, Caçador, Coiteiro, Caiador, Cabeleireira, Carvoeiro, Carpinteiro, Cortador, Costureira, Corticeiro, Correeiro, Cozinheiro, Eguariço, Fabricante de redes, Ferrador, Ferreiro, Forneiro, Funileiro, Ganhão, Hortelão, Lagareiro, Lavrador, Maquinista, Maioral de gado, Motorista, Moageiro, Oleiro, Padeiro, Pastor, Pedreiro, Pintor, Porqueiro, Quadrador (?), Rolheiro, Sapateiro, Serralheiro, Serrador, Taberneiro, Tosquiador,…

O Largo do Vasco…

O Largo do Vasco…

Já vai distante o tempo em que lhe chamavam “o largo do café do Chico” — embora os mais velhos ainda o recordem como “o largo do Vasco”, a designação mais antiga que permanece viva no imaginário da população. O nome foi-lhe “emprestado” por Vasco José da Silva, comerciante (de…

Património linguístico…

Património linguístico…

Vocabulário Regional de Alvalade (recolhido pelo Padre Jorge de Oliveira): Amalhar: recolher à malhada. Amanhar-se: governar-se, arranjar-se, enriquecer. Arrematar: praguejar, falar mal. Avelar: meter bolotas no fumeiro para secar. Balhana: coisa sem valor, que não presta. Calma: calor inteso. Candeio: flor da oliveira, da azinheira e do sobreiro. Chiquear: molhar…

Eduardo Olímpio com poema inédito dedicado a Alvalade

Eduardo Olímpio com poema inédito dedicado a Alvalade

Recebemos e publicamos (com muito gosto), o poema inédito “Recordar é viver” do poeta e escritor alvaladense Eduardo Olimpio, enviado para Alvalade através desta página. Pela sua obra, de dimensão nacional e que parcialmente se insere no neo-realismo português, há muito que justifica uma homenagem da terra que contemple, também, a…

Tesouros silenciosos: Um enigma medieval em Alvalade…

Tesouros silenciosos: Um enigma medieval em Alvalade…

O longo e prestigiado passado histórico de Alvalade parece recusar o silêncio… De tempos a tempos, evoca a sua importância secular, quase reclamando maior atenção. Sem voz, a herança patrimonial manifesta-se através de múltiplos testemunhos guardados durante séculos nas entranhas da vila — pequenos tesouros como esta peça medieval excecional…

Alvalade genuínamente alentejana…

Alvalade genuínamente alentejana…

Quando por vezes, em velhos documentos, encontrávamos esta região transtagana designada pela clássica forma “terras dentre o Tejo e o Odiana”, e víamos em antigos forais, Alvalade e as suas catorze companheiras, enquadradas no “Campo de Ourique”, perguntávamos porque motivo a deslocaram para a Estremadura, fugindo à lógica das coisas.…