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Os vindos dos lados de Aljustrel, Ferreira e Beja atravessavam o rio Sado a vau no porto de Beja ou no porto Ferreira e seguiam por um caminho mal amanhado que passava junto ao Portão do Mira, ladeava a Fonte Branca (precursora da fonte da Bica) e seguia pela rua da Bica para subir depois a barreira de Atrás dos Quintais até entrar na travessa do Espírito Santo (na imagem) e desembocar na praça D. Manuel I, o epicentro de Alvalade. Uma via multissecular e um dos principais e mais movimentados acessos da vila que desapareceu com a construção da linha férrea, em 1914.
Hoje, poucos conhecem o nome da travessa e muito menos a importância que teve desde épocas muito remotas e cujo topónimo teve origem numa capela sob a invocação do Espírito Santo, a terceira pessoa da Santíssima Trindade, que ali foi fundada na idade média e que esteve implantada no local hoje ocupado pelo imóvel do lavrador Ilídio e seus descendentes…
_Luís Pedro Ramos
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