O silêncio das oliveiras antigas do adro…

Início » Memórias sociais » O silêncio das oliveiras antigas do adro…

Sem comentários

As oliveiras centenárias do adro da igreja matriz guardam um silêncio antigo… Arrancadas do terreno confinante com o cemitério de Alvalade, outrora pertencente à ermida de S. Pedro, já desaparecida, e replantadas no adro, elas assistem, imóveis, à passagem inexorável do tempo.
Aquelas copas cinzentas e rugosas são contemporâneas de mil e uma estórias que o vento apagou. Testemunharam os segredos sussurrados à sombra das suas folhas e os passos cansados daqueles que viram o mundo mudar, enquanto elas permaneciam iguais. Cada nó nos seus troncos parece encerrar um acontecimento, uma promessa esquecida ou um adeus que o tempo desgastou.
Ali, na paz do adro, estas velhas oliveiras erguem-se como testemunhas imóveis dos séculos e sentinelas que repousam na sombra da igreja matriz. Sobreviveram aos invernos rigorosos e aos estios inclementes, vendo a vila crescer e muita gente chegar e partir. São o elo vivo entre o passado que já ninguém recorda e o presente que teima em esquecer a sua própria fragilidade…
_Luís Pedro Ramos

Deixe um comentário

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.