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O tempo parece suspenso no secular miradouro do adro da Igreja Matriz, sobre o vale de Campilhas… Ali, as horas passam devagar enquanto o sol se deita sobre a várzea. O horizonte, esse, estende-se sem fim, exactamente como os nossos antepassados o viram. Os campos cultivados, servidos por caminhos ancestrais, contam histórias de suor e de vidas simples enquanto o vento que ali sopra traz o eco de conversas antigas, de risos e de promessas feitas ao pôr do sol.
Cada tom de dourado e azul no céu evoca memórias de infâncias distantes e de rostos que o tempo levou. O velho miradouro não é apenas um lugar de contemplação. É um refúgio para a alma, onde o passado e o presente se abraçam num silêncio reconfortante…
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