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O silêncio das oliveiras antigas do adro…

O silêncio das oliveiras antigas do adro…

As oliveiras centenárias que guardam o adro da igreja matriz habitam um silêncio antigo. Arrancadas do terreno confinante com o cemitério de Alvalade — outrora pertencente à já desaparecida ermida de S. Pedro — e ali replantadas, elas assistem, imóveis, à passagem inexorável do tempo… Aquelas copas cinzentas e rugosas…

A banhos no canal…

A banhos no canal…

O canal de rega do Vale de Campilhas repousa sobre a terra como uma serpente de betão e água… Sob o sol ardente de Alvalade, ele cumpre o seu destino principal: nutrir o solo, matar a sede às culturas e transformar o pragmatismo da engenharia na fartura verdejante dos campos…

A era dourada do Cine-Alvalade…

A era dourada do Cine-Alvalade…

Olhar para esta fotografia é abrir as portas de um tempo suspenso, onde a vida acontecia de outra forma, despida da pressa cinzenta dos dias de hoje. Nestes tempos, o Cine-Alvalade não era apenas um edifício físico, mas sim o coração pulsante da vila. Ir ao cinema era um ritual…

A Estação do silêncio…

A Estação do silêncio…

Aqui já não se ouve o chiar metálico dos travões dos comboios a anunciar a chegada de novidades. O apito estridente que outrora anunciava a chegada da “maria-fumaça” ou das automotoras, há muito que se calou. Na estação, o silêncio é agora o único passageiro que não se atrasa. Não…

A Fonte da Amoreira…

A Fonte da Amoreira…

A antiquíssima e generosa mina de água conhecida por Poça da Amoreira esteve na origem da actual Fonte da Estação. Segundo a tradição, parte do contingente de infantaria que acompanhou o Duque da Terceira na “visita” a Alvalade, no dia 18 de Julho de 1833, durante as guerras liberais, foi…

A Escola da SINGER…

A Escola da SINGER…

Nos finais da década de 1950, as jovens de Alvalade tinham ao seu dispor uma “Escola de Corte, Costura e Bordados” instalada nos antigos Paços do Concelho (na imagem), numa iniciativa promovida pela prestigiada marca SINGER. Este género de formação inseria-se perfeitamente na doutrina do regime salazarista, que procurava edificar…

O místico Quintal do Mira…

O místico Quintal do Mira…

Em 1904, no testamento do abastado proprietário Francisco Mira Pinheiro, originário de Azinheira dos Barros e possuidor de vários e avultados bens em Alvalade, constavam “(…) metade d’uma morada de casas térreas com 14 compartimentos, dois celeiros, casas de tulhas, depósito de azeite, adega, casa de destilação, cavalariça, palheiro e…

Alvalade, um retrato de 1941

Alvalade, um retrato de 1941

A habitação rural é pobre, de uma pobreza confrangedora que impressiona de forma desagradável quem não tenha a vista deformada por algum daltonismo de natureza especial. As casas, construídas de taipa e cobertas por telha de canudo, têm um único andar térreo, de chão de terra batida ou de tijolo.…