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Instrumentos clínicos das nossas vidas…

Instrumentos clínicos das nossas vidas…

No novo Posto Médico de Alvalade, o tempo repousa em silêncio atrás do vidro límpido do antigo armário clínico colocado na entrada (em boa hora preservado)… Ali, sob a luz de uma manhã de primavera, alinham-se instrumentos e outros objectos clínicos do século passado, relíquias de uma medicina feita de…

Chão sagrado…

Chão sagrado…

Caminhar por estes corredores de silêncio não é um acto de solidão, mas um reencontro… Neste cemitério repousam os nossos antepassados, os mesmos que, com mãos calosas e passos firmes, desenharam o contorno das ruas da vila que hoje calcamos e semearam a identidade que nos define. Cada lápide é…

O velho sino da Misericódia…

O velho sino da Misericódia…

Há muito que o sino da Igreja da Misericórdia se calou… O velho sineiro, cujas mãos calejadas conheciam o segredo de cada toque, já partiu. E com ele, levou a linguagem do céu. Já não há o bronze a ferir o ar para anunciar a vida ou a despedida; há…

As portas encostadas…

As portas encostadas…

Quem não se recorda das portas encostadas ou fechadas apenas com o trinco que se abria com um atilho do lado de fora? Nesse tempo, os dias não se fechavam à chave. A porta encostada não era um descuido; era um convite silencioso, uma declaração de confiança entre vizinhos. No…

O Largo do Vasco…

O Largo do Vasco…

O Largo do Vasco, hoje, é um deserto de silêncios onde o tempo parece ter estancado. Nas esquinas, a brisa serena que percorre a vila sussurra memórias de um tempo que a modernidade apagou, deixando apenas a melancolia dos dias idos. Por ali ainda sobrevivem as paredes outrora vivas do…

A sede do Posto de Culturas Regadas…

A sede do Posto de Culturas Regadas…

As paredes do mais formoso edifício do Cerro do Moinho, guardam o peso de um tempo que já não volta. Onde outrora escorreu a vida administrativa do Posto de Culturas Regadas Dom Manuel de Castelo Branco, o eco do silêncio substituiu o som dos passos decididos e das conversas animadas…

O lavadouro da Bica…

O lavadouro da Bica…

No lavadouro público da Bica, o tempo parece ter estancado entre as pedras frias e o cheiro eterno a sabão azul… Sob a luz forte dos dias e terna do crepúsculo, as pedras desgastadas do tanque guardam um silêncio pesado. Aqui, neste recanto escondido de Alvalade, desfilaram sucessivas gerações de…

O Campo da Oliveira Grossa…

O Campo da Oliveira Grossa…

Onde hoje se erguem moradias e quintais alinhados, pulsava outrora a terra batida do ‘Campo da Oliveira Grossa’. Um recanto de poeira e liberdade, rasgado num extenso olival (na fotografia) outrora situado em frente da antiga Escola Primária e que ia até perto do depósito da água, na velha geografia…

O silêncio das oliveiras antigas do adro…

O silêncio das oliveiras antigas do adro…

As oliveiras centenárias do adro da igreja matriz guardam um silêncio antigo… Arrancadas do terreno confinante com o cemitério de Alvalade, outrora pertencente à ermida de S. Pedro, já desaparecida, e replantadas no adro, elas assistem, imóveis, à passagem inexorável do tempo. Aquelas copas cinzentas e rugosas são contemporâneas de…

A banhos no canal…

A banhos no canal…

O canal de rega do Vale de Campilhas repousa sobre a terra como uma serpente de betão e água… Sob o sol ardente de Alvalade, ele cumpre o seu destino principal: nutrir o solo, matar a sede às culturas e transformar o pragmatismo da engenharia na fartura verdejante dos campos…

A era dourada do Cine-Alvalade…

A era dourada do Cine-Alvalade…

Olhar para esta fotografia é abrir as portas de um tempo suspenso, onde a vida acontecia de outra forma, despida da pressa cinzenta dos dias de hoje. Nestes tempos, o Cine-Alvalade não era apenas um edifício físico, mas sim o coração pulsante da vila. Ir ao cinema era um ritual…

A Estação do silêncio…

A Estação do silêncio…

Aqui já não se ouve o chiar metálico dos travões dos comboios a anunciar a chegada de novidades. O apito estridente que outrora anunciava a chegada da “maria-fumaça” ou das automotoras, há muito que se calou. Na estação, o silêncio é agora o único passageiro que não se atrasa. Não…

A Fonte da Amoreira…

A Fonte da Amoreira…

A antiquíssima e generosa mina de água conhecida por Poça da Amoreira esteve na origem da actual Fonte da Estação. Segundo a tradição, parte do contingente de infantaria que acompanhou o Duque da Terceira na “visita” a Alvalade, no dia 18 de Julho de 1833, durante as guerras liberais, foi…

A Escola da SINGER…

A Escola da SINGER…

Nos finais da última década de 50, as raparigas de Alvalade tinham ao seu dispor uma ‘Escola de Corte, Costura e Bordados’ instalada nos antigos paços do concelho (na imagem), promovida pela famosa marca de máquinas de costura SINGER. A ideologia política do regime salazarista procurava edificar uma nova sociedade…

O místico Quintal do Mira…

O místico Quintal do Mira…

Em 1904, no testamento do abastado proprietário Francisco Mira Pinheiro, originário de Azinheira dos Barros e possuidor de vários e avultados bens em Alvalade, constavam “(…) metade d’uma morada de casas térreas com 14 compartimentos, dois celeiros, casas de tulhas, depósito de azeite, adega, casa de destilação, cavalariça, palheiro e…

Alvalade, um retrato de 1941

Alvalade, um retrato de 1941

A habitação rural é pobre, de uma pobreza confrangedora que impressiona de forma desagradável quem não tenha a vista deformada por algum daltonismo de natureza especial. As casas, construídas de taipa e cobertas por telha de canudo, têm um único andar térreo, de chão de terra batida ou de tijolo.…