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Memórias da rua da Cruz…

Memórias da rua da Cruz…

O silêncio que hoje habita o primeiro terço da rua da Cruz é um eco mudo de outros tempos, uma ausência pesada que esmaga o presente. Durante décadas, este chão foi o coração quente da vila. Aqui existiu uma casa de pão, bolos e de afectos, onde a farinha e…

A fonte da esperança…

A fonte da esperança…

Pela fonte baptismal quinhentista da igreja matriz de Alvalade, passaram incontáveis gerações que através dela abriram as suas vidas a Cristo. Esculpida na pedra e gasta pelo tempo, ela guarda a memória viva de uma comunidade que, ao longo dos séculos, encontrou neste local o início de uma nova caminhada…

O Monte do Contador S8…

O Monte do Contador S8…

O silêncio que agora domina o local esconde o bulício de outros tempos… Onde hoje se ouve apenas o restolhar do vento no silvado que engoliu o monte, existiu outrora um posto de controle dos caudais da milenar ribeira de Campilhas. Cada subida e descida do nível daquele curso de…

O miradouro…

O miradouro…

O tempo parece suspenso no secular miradouro do adro da Igreja Matriz, sobre o vale de Campilhas… Ali, as horas passam devagar enquanto o sol se deita sobre a várzea. O horizonte, esse, estende-se sem fim, exactamente como os nossos antepassados o viram. Os campos cultivados, servidos por caminhos ancestrais,…

Instrumentos clínicos das nossas vidas…

Instrumentos clínicos das nossas vidas…

No novo Posto Médico de Alvalade, o tempo repousa em silêncio atrás do vidro límpido do antigo armário clínico colocado na entrada (em boa hora preservado)… Ali, sob a luz de uma manhã de primavera, alinham-se instrumentos e outros objectos clínicos do século passado, relíquias de uma medicina feita de…

Chão sagrado…

Chão sagrado…

Caminhar por estes corredores de silêncio não é um acto de solidão, mas um reencontro… Neste cemitério repousam os nossos antepassados, os mesmos que, com mãos calosas e passos firmes, desenharam o contorno das ruas da vila que hoje calcamos e semearam a identidade que nos define. Cada lápide é…

O velho sino da Misericódia…

O velho sino da Misericódia…

Há muito que o sino da Igreja da Misericórdia se calou… O velho sineiro, cujas mãos calejadas conheciam o segredo de cada toque, já partiu. E com ele, levou a linguagem do céu. Já não há o bronze a ferir o ar para anunciar a vida ou a despedida; há…

As portas encostadas…

As portas encostadas…

Quem não se recorda das portas encostadas ou fechadas apenas com o trinco que se abria com um atilho do lado de fora? Nesse tempo, os dias não se fechavam à chave. A porta encostada não era um descuido; era um convite silencioso, uma declaração de confiança entre vizinhos. No…

O Largo do Vasco…

O Largo do Vasco…

O Largo do Vasco, hoje, é um deserto de silêncios onde o tempo parece ter estancado. Nas esquinas, a brisa serena que percorre a vila sussurra memórias de um tempo que a modernidade apagou, deixando apenas a melancolia dos dias idos. Por ali ainda sobrevivem as paredes outrora vivas do…

A sede do Posto de Culturas Regadas…

A sede do Posto de Culturas Regadas…

As paredes do mais formoso edifício do Cerro do Moinho, guardam o peso de um tempo que já não volta. Onde outrora escorreu a vida administrativa do Posto de Culturas Regadas Dom Manuel de Castelo Branco, o eco do silêncio substituiu o som dos passos decididos e das conversas animadas…

O lavadouro da Bica…

O lavadouro da Bica…

No lavadouro público da Bica, o tempo parece ter estancado entre as pedras frias e o cheiro eterno a sabão azul… Sob a luz forte dos dias e terna do crepúsculo, as pedras desgastadas do tanque guardam um silêncio pesado. Aqui, neste recanto escondido de Alvalade, desfilaram sucessivas gerações de…

O Campo da Oliveira Grossa…

O Campo da Oliveira Grossa…

Onde hoje se erguem moradias e quintais alinhados, pulsava outrora a terra batida do ‘Campo da Oliveira Grossa’. Um recanto de poeira e liberdade, rasgado num extenso olival (na fotografia) outrora situado em frente da antiga Escola Primária e que ia até perto do depósito da água, na velha geografia…

O silêncio das oliveiras antigas do adro…

O silêncio das oliveiras antigas do adro…

As oliveiras centenárias do adro da igreja matriz guardam um silêncio antigo… Arrancadas do terreno confinante com o cemitério de Alvalade, outrora pertencente à ermida de S. Pedro, já desaparecida, e replantadas no adro, elas assistem, imóveis, à passagem inexorável do tempo. Aquelas copas cinzentas e rugosas são contemporâneas de…

A banhos no canal…

A banhos no canal…

O canal de rega do Vale de Campilhas repousa sobre a terra como uma serpente de betão e água… Sob o sol ardente de Alvalade, ele cumpre o seu destino principal: nutrir o solo, matar a sede às culturas e transformar o pragmatismo da engenharia na fartura verdejante dos campos…

A era dourada do Cine-Alvalade…

A era dourada do Cine-Alvalade…

Olhar para esta fotografia é abrir as portas de um tempo suspenso, onde a vida acontecia de outra forma, despida da pressa cinzenta dos dias de hoje. Nestes tempos, o Cine-Alvalade não era apenas um edifício físico, mas sim o coração pulsante da vila. Ir ao cinema era um ritual…

A Estação do silêncio…

A Estação do silêncio…

Aqui já não se ouve o chiar metálico dos travões dos comboios a anunciar a chegada de novidades. O apito estridente que outrora anunciava a chegada da “maria-fumaça” ou das automotoras, há muito que se calou. Na estação, o silêncio é agora o único passageiro que não se atrasa. Não…