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O tanque do abegão…

O tanque do abegão…

O tanque de pedra calcária que repousa no largo da igreja foi pertença do antigo abegão António Mestre (séc. XX). Artífice alvaladense de mestria reconhecida na arte dos carros de tração animal, de charruas e outras alfaias agrícolas, com oficina no fim da rua Padre Abel Varzim, onde trabalhava e…

Entre a estação e a vila…

Entre a estação e a vila…

O fumo negro da locomotiva dissipava-se no céu, mas a promessa de um mundo novo ficava retida nas paredes frias do velho armazém da Estação dos Caminhos de Ferro. Cada comboio trazia um pedaço do mundo moderno para Alvalade. Era ali que o progresso desembarcava, embalado em caixas de madeira…

Um fantasma de alvenaria…

Um fantasma de alvenaria…

O edifício do largo da Estação dos Caminhos de Ferro de Alvalade, construído por um tal Luis Serrano no primeiro quartel do séc. XX, está em ruína avançada. Apesar da sua decadência, ainda conserva os traços altivos e característicos de uma antiga casa senhorial. As janelas altas, agora sem vidros,…

Memórias da rua da Cruz…

Memórias da rua da Cruz…

O silêncio que hoje habita o primeiro terço da rua da Cruz é um eco mudo de outros tempos, uma ausência pesada que esmaga o presente. Durante décadas, este chão foi o coração quente da vila. Aqui existiu uma casa de pão, bolos e de afectos, onde a farinha e…

A fonte da esperança…

A fonte da esperança…

Pela fonte baptismal quinhentista da igreja matriz de Alvalade, passaram incontáveis gerações que através dela abriram as suas vidas a Cristo. Esculpida na pedra e gasta pelo tempo, ela guarda a memória viva de uma comunidade que, ao longo dos séculos, encontrou neste local o início de uma nova caminhada…

O Monte do Contador S8…

O Monte do Contador S8…

O silêncio que agora domina o local esconde o bulício de outros tempos… Onde hoje se ouve apenas o restolhar do vento no silvado que engoliu o monte, existiu outrora um posto de controle dos caudais da milenar ribeira de Campilhas. Cada subida e descida do nível daquele curso de…

O miradouro…

O miradouro…

O tempo parece suspenso no secular miradouro do adro da Igreja Matriz, sobre o vale de Campilhas… Ali, as horas passam devagar enquanto o sol se deita sobre a várzea. O horizonte, esse, estende-se sem fim, exactamente como os nossos antepassados o viram. Os campos cultivados, servidos por caminhos ancestrais,…

Instrumentos clínicos das nossas vidas…

Instrumentos clínicos das nossas vidas…

No novo Posto Médico de Alvalade, o tempo repousa em silêncio atrás do vidro límpido do antigo armário clínico colocado na entrada (em boa hora preservado)… Ali, sob a luz de uma manhã de primavera, alinham-se instrumentos e outros objectos clínicos do século passado, relíquias de uma medicina feita de…

Chão sagrado…

Chão sagrado…

Caminhar por estes corredores de silêncio não é um acto de solidão, mas um reencontro… Neste cemitério repousam os nossos antepassados, os mesmos que, com mãos calosas e passos firmes, desenharam o contorno das ruas da vila que hoje calcamos e semearam a identidade que nos define. Cada lápide é…

O velho sino da Misericódia…

O velho sino da Misericódia…

Há muito que o sino da Igreja da Misericórdia se calou… O velho sineiro, cujas mãos calejadas conheciam o segredo de cada toque, já partiu. E com ele, levou a linguagem do céu. Já não há o bronze a ferir o ar para anunciar a vida ou a despedida; há…

As portas encostadas…

As portas encostadas…

Quem não se recorda das portas encostadas ou fechadas apenas com o trinco que se abria com um atilho do lado de fora? Nesse tempo, os dias não se fechavam à chave. A porta encostada não era um descuido; era um convite silencioso, uma declaração de confiança entre vizinhos. No…

O Largo do Vasco…

O Largo do Vasco…

O Largo do Vasco, hoje, é um deserto de silêncios onde o tempo parece ter estancado. Nas esquinas, a brisa serena que percorre a vila sussurra memórias de um tempo que a modernidade apagou, deixando apenas a melancolia dos dias idos. Por ali ainda sobrevivem as paredes outrora vivas do…

A sede do Posto de Culturas Regadas…

A sede do Posto de Culturas Regadas…

As paredes do mais formoso edifício do Cerro do Moinho, guardam o peso de um tempo que já não volta. Onde outrora escorreu a vida administrativa do Posto de Culturas Regadas Dom Manuel de Castelo Branco, o eco do silêncio substituiu o som dos passos decididos e das conversas animadas…

O lavadouro da Bica…

O lavadouro da Bica…

No lavadouro público da Bica, o tempo parece ter estancado entre as pedras frias e o cheiro eterno a sabão azul… Sob a luz forte dos dias e terna do crepúsculo, as pedras desgastadas do tanque guardam um silêncio pesado. Aqui, neste recanto escondido de Alvalade, desfilaram sucessivas gerações de…

O Campo da Oliveira Grossa…

O Campo da Oliveira Grossa…

Onde hoje se erguem moradias e quintais alinhados, pulsava outrora a terra batida do ‘Campo da Oliveira Grossa’. Um recanto de poeira e liberdade, rasgado num extenso olival (na fotografia) outrora situado em frente da antiga Escola Primária e que ia até perto do depósito da água, na velha geografia…