Início » Entradas colocadas por admin (Página 2)

Noites de cante e lamentos…

Noites de cante e lamentos…

Longe vão os tempos das noites infinitas nas ruas e nas tabernas de Alvalade quando se juntavam grupos de homens para desafiar a solidão dos dias. Ali, entregavam-se ao cante puro, um lamento sem o amparo de qualquer instrumento musical, que rasgava o breu da noite. Erguia-se, então, a dureza…

A sentinela de betão…

A sentinela de betão…

Erguido no terreno sagrado e sob a influência das ruínas da ermida de São Sebastião, o velho depósito elevado de água ergue-se no cimo da vila como uma sentinela solitária… Uma torre de betão que rasga o céu dos dias, guardando nas suas entranhas o latejar silencioso do precioso líquido.…

A ponte dos passeios…

A ponte dos passeios…

A icónica Ponte dos Arcos ergue-se como um esqueleto de betão sobre o rio Sado, suspensa sobre o tempo. É testemunha, há mais de 70 anos, do vaivém constante da vida: o ranger das viaturas que a usam, o eco das partidas sem promessa e o silêncio pesado dos regressos……

Ruas com alma…

Ruas com alma…

Pisar as ruas do centro histórico de Alvalade é percorrer uma geografia feita de memórias e de vidas sobrepostas. Quantas gerações por aqui passaram, acordando estas ruelas com o rumor dos seus afazeres e o pulsar de uma vida comunitária vibrante? Por estes caminhos caminharam gerações de alvaladenses: homens de…

O adro da paz…

O adro da paz…

Ando por estas bandas há muitos anos… Nasci a escassos quinze metros do adro da igreja, num tempo em que ele era apenas chão de terra batida, aberto ao mundo e ainda sem o muro que hoje o delimita. Era o nosso recreio improvisado e feliz, onde os miúdos das…

O forno…

O forno…

Quantos pães terão sido cozidos neste velho forno a lenha, que hoje jaz no Vale do Sado nas imediações da ORISUL? A boca escura do forno, agora fria, conta o peso do abandono. No entanto, tocando nas suas paredes de tijolo quase que se consegue ouvir o estalar rítmico da…

As escadinhas do Cerro do Moinho…

As escadinhas do Cerro do Moinho…

Pelas escadinhas do Cerro do Moinho subiram e desceram amores e desamores… Cada degrau guardava o eco de duas histórias distintas: a da subida, leve e cheia de expectativa, e a da descida, por vezes pesada pelo silêncio dos desencantos. Ali se cruzavam os que subiam com o coração aos…

A ECA…

A ECA…

As velhas instalações da antiga ECA guardam muito mais do que o eco das máquinas ou o pó dos anos; elas guardam a história das famílias que ali nasceram… Quando olhamos para o que resta da fábrica não vemos apenas paredes e ferro, mas sim um berço desta comunidade. A…

A ladeira do Quedas…

A ladeira do Quedas…

O nome da ladeira eternizou a alcunha do carismático taberneiro Claudino que, a meio da subida, servia copos de vinho e petiscos numa das portas mais concorridas da vila, no século passado. Até 1914, aquela rua inclinada foi a principal entrada da vila. Era também por ali que as mulheres…

O tanque do abegão António Mestre…

O tanque do abegão António Mestre…

O tanque de pedra calcária que repousa no largo da igreja foi pertença do antigo abegão António Mestre (séc. XX). Artífice alvaladense de mestria reconhecida na arte dos carros de tração animal, de charruas e outras alfaias agrícolas, com oficina no fim da rua Padre Abel Varzim, onde trabalhava e…

Entre a estação e a vila…

Entre a estação e a vila…

O fumo negro da locomotiva a vapor subia e dissipava-se no céu do Alentejo, mas a promessa de um tempo novo ficava gravada nas paredes do velho armazém da Estação de Alvalade. Cada comboio que apitava ao longe e encostava à gare trazia consigo um pedaço do mundo moderno. Era…

Um fantasma de alvenaria…

Um fantasma de alvenaria…

O edifício do largo da Estação dos Caminhos de Ferro de Alvalade, construído por um tal Luis Serrano no primeiro quartel do séc. XX, está em ruína avançada. Apesar da sua decadência, ainda conserva os traços altivos e característicos de uma antiga casa senhorial. As janelas altas, agora sem vidros,…

Memórias da rua da Cruz…

Memórias da rua da Cruz…

O silêncio que hoje habita o primeiro terço da rua da Cruz é um eco mudo de outros tempos, uma ausência pesada que esmaga o presente. Durante décadas, este chão foi o coração quente da vila. Aqui existiu uma casa de pão, bolos e de afectos, onde a farinha e…

A fonte da esperança…

A fonte da esperança…

Pela fonte baptismal quinhentista da igreja matriz de Alvalade, passaram incontáveis gerações que através dela abriram as suas vidas a Cristo. Esculpida na pedra e gasta pelo tempo, ela guarda a memória viva de uma comunidade que, ao longo dos séculos, encontrou neste local o início de uma nova caminhada…

O monte do Contador S8…

O monte do Contador S8…

O silêncio que agora domina o local esconde o bulício de outros tempos… Onde hoje se ouve apenas o restolhar do vento no silvado que engoliu o monte, existiu outrora um posto de controle dos caudais da milenar ribeira de Campilhas. Cada subida e descida do nível daquele curso de…