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O Regresso às raízes (conto)…

O Regresso às raízes (conto)…

O sol de Agosto caía como um forno sobre os telhados de Alvalade. Os quarenta graus à sombra fustigavam a terra, e nem a brisa da várzea arriscava soprar. Debaixo da latada, o velho Ti Bento repousava numa cadeira pintada de almagre, com as rosetas brancas desbotadas pelo tempo e…

O forno…

O forno…

Quantos pães terão sido cozidos neste velho forno a lenha, que hoje jaz no Vale do Sado nas imediações da ORISUL? A boca escura do forno, agora fria, conta o peso do abandono. No entanto, tocando nas suas paredes de tijolo quase que se consegue ouvir o estalar rítmico da…

O tanque do abegão António Mestre…

O tanque do abegão António Mestre…

O tanque de pedra calcária que repousa no largo da igreja foi pertença do antigo abegão António Mestre (séc. XX). Artífice alvaladense de mestria reconhecida na arte dos carros de tração animal, de charruas e outras alfaias agrícolas, com oficina no fim da rua Padre Abel Varzim, onde trabalhava e…

O Banho 29 que valia por 9…

O Banho 29 que valia por 9…

Em Alvalade, já vão distantes os tempos em que neste dia se cumpria a viva tradição de ir a Sines ao «Banho 29». Da Estação dos Caminhos de Ferro partiam, primeiro rumo a Ermidas e dali em transbordo para Sines, pequenas multidões de alvaladenses — por vezes famílias inteiras… Na…

Salvaguarda e valorização do património cultural de Alvalade – Sugestões…

Salvaguarda e valorização do património cultural de Alvalade – Sugestões…

O centro histórico e o património cultural de Alvalade carecem de um plano integrado de salvaguarda, valorização e reabilitação. Apresenta-se, em seguida, um conjunto de intervenções prioritárias: IGREJA MATRIZ Substituição do pavimento interior por tijoleira tradicional, respeitando a traça e a memória histórica do monumento. Requalificação do adro e das barreiras…

O Quilómetro 137…

O Quilómetro 137…

Ao serviço da CP, as Guardas da Passagem de Nível de Campilhas são hoje memórias esbatidas, quase desprovidas de rostos e imagens… Fardadas com a bata da companhia e de bandeira vermelha em punho — substituída pela lanterna ao cair da noite —, garantiam a passagem segura dos comboios pela…

A Travessa do Forno…

A Travessa do Forno…

Hoje, poucos conhecem esta artéria pelo seu nome oficial, mas muitos recordar-se-ão decerto das ruínas da Casa do Galego, que a estreitavam consideravelmente até serem demolidas no último quartel do século passado. O topónimo foi-lhe outorgado devido ao antigo forno de poia comunitário — o Forno do Galego —, onde…

Atrás dos Quintais, a rua miradouro…

Atrás dos Quintais, a rua miradouro…

A designação popular diz muito da desconsideração que o espaço ou a Rua Atrás dos Quintais (assim ‘baptizada’ pela população na ausência de topónimo) tem tido ao longo dos tempos… Foi passagem pública nas costas dos quintais da Rua de Lisboa e parte da Rua da Cruz, e as barreiras…

Alvalade genuinamente alentejana…

Alvalade genuinamente alentejana…

Quando por vezes, em velhos documentos, encontrávamos esta região transtagana designada pela clássica forma “terras dentre o Tejo e o Odiana”, e víamos em antigos forais, Alvalade e as suas catorze companheiras enquadradas no “Campo de Ourique”, perguntávamos porque motivo a deslocaram para a Estremadura, fugindo à lógica das coisas.…

A Travessa do Adro…

A Travessa do Adro…

A imagem transporta-nos para a antiga travessa do adro, actual rua Padre Abel Varzim, nos finais da última década de 50 ou inícios da década de 60, cuja importância e configuração urbana remontam, com grande probabilidade, à época medieval. Foi, durante muitos séculos (e ainda é), a artéria privilegiada na…

Alvalade de antigamente…

Alvalade de antigamente…

A Estação, o Contador, a Ponte de Ferro, as ruínas da ermida de S. Sebastião ou a Ponte dos Arcos eram alguns dos espaços privilegiados dos alvaladenses nas redondezas da vila para os passeios e piqueniques de domingo, que numa época de grandes carências e dificuldades proporcionavam momentos de são…

Artes, ofícios e profissões de Alvalade – Memória histórica

Artes, ofícios e profissões de Alvalade – Memória histórica

Abegão, Albardeiro, Alfaiate, Almocreve, Aguadeiro, Barbeiro, Boieiro, Caçador, Coiteiro, Caiador, Cabeleireira, Carvoeiro, Carpinteiro, Cortador, Costureira, Corticeiro, Correeiro, Cozinheiro, Eguariço, Fabricante de redes, Ferrador, Ferreiro, Forneiro, Funileiro, Ganhão, Hortelão, Lagareiro, Lavrador, Maquinista, Maioral de gado, Motorista, Moageiro, Oleiro, Padeiro, Pastor, Pedreiro, Pintor, Porqueiro, Quadrador (?), Rolheiro, Sapateiro, Serralheiro, Serrador, Taberneiro, Tosquiador,…

O Largo do Vasco…

O Largo do Vasco…

Já vai distante o tempo em que lhe chamavam “o largo do café do Chico” — embora os mais velhos ainda o recordem como “o largo do Vasco”, a designação mais antiga que permanece viva no imaginário da população. O nome foi-lhe “emprestado” por Vasco José da Silva, comerciante (de…

Património linguístico…

Património linguístico…

Vocabulário Regional de Alvalade (recolhido pelo Padre Jorge de Oliveira): Amalhar: recolher à malhada. Amanhar-se: governar-se, arranjar-se, enriquecer. Arrematar: praguejar, falar mal. Avelar: meter bolotas no fumeiro para secar. Balhana: coisa sem valor, que não presta. Calma: calor inteso. Candeio: flor da oliveira, da azinheira e do sobreiro. Chiquear: molhar…