Durante séculos designada como Rua Quente — topónimo que ecoa em vasta documentação coeva —, esta que é uma das artérias mais antigas da vila viu o seu nome mudar devido à solidariedade e à fé. As visitações quinhentistas revelam que na atual Rua da Cruz existiam vários imóveis pertencentes…
/
Continue a ler →
Embora não seja inédita e já tenha circulado em Alvalade, a fotografia — sem data ou autoria conhecidas — resgata a importância crucial que a Fonte da Bica e o seu lavadouro tiveram numa época em que a vila não dispunha de rede de abastecimento de água. Ainda hoje, o…
/
Continue a ler →
O registo fotográfico transporta-nos para o dia 26 de janeiro de 1958, uma data marcante nos anais da vila: a inauguração da rede elétrica e da iluminação pública de Alvalade. A imagem eterniza um dos principais grupos de alvaladenses que, nos bastidores da grande festa popular que então se viveu,…
/
Continue a ler →
À luz dos conceitos contemporâneos, o nosso património edificado ultrapassa largamente os monumentos arquitetónicos ou os achados arqueológicos convencionais. A paisagem urbana de Alvalade integra edifícios e estruturas que, embora escapem ao olhar comum de “património de interesse cultural”, se afirmam como elementos marcantes e indissociáveis do nosso quotidiano. É…
/
Continue a ler →
No ”Dicionário Geográfico de Portugal”, compilado pelo Padre Luis Cardoso a partir de um inquérito nacional efectuado em 1758, António Almada Pereira, pároco de Alvalade na época, elaborou um documento precioso actualmente conservado no Instituto dos Arquivos Nacionais Torre do Tombo, com a cota I.A.N.T.T. – Dicionário Geográfico de Portugal, vol.3, mem.31,…
/
Continue a ler →
Quem percorre o caminho a partir do final da Rua de Lisboa, embrenhando-se pelo Vale de Campilhas e atravessando a ponte romana, dificilmente imagina a enorme importância e o intenso tráfego que aquela via conheceu noutros tempos… Afluindo à Rua de Lisboa — uma das principais portas de entrada e…
/
Continue a ler →
Fundada a 26 de junho de 1943, a Casa do Povo de Alvalade contava, a 15 de fevereiro de 1964 — data da inauguração oficial da sua atual sede —, com 450 sócios efetivos e 280 contribuintes, prestando assistência a um universo de 1100 beneficiários. A instituição assumia a comparticipação…
/
Continue a ler →
A habitação rural é pobre, de uma pobreza confrangedora que impressiona de forma desagradável quem não tenha a vista deformada por algum daltonismo de natureza especial. As casas, construídas de taipa e cobertas por telha de canudo, têm um único andar térreo, de chão de terra batida ou de tijolo.…
/
Continue a ler →
Francisco Mira Pinheiro, O Lavrador Velho A 22 de Dezembro de 1817 nasce em Azinheira dos Barros Francisco Mira Pinheiro, sendo filho de Domingos Ferreira e Ana Pinheiro, ou Ana Pinheira como acabaria por ser chamada toda a sua vida. O sobrenome Mira veio-lhe directo do avô materno, Francisco José…
/
Continue a ler →
A década de 1960 marca o nascimento da Mimosa enquanto aglomerado urbano. Em 1965, a empresa SACOR já ali tinha edificado a sua estação de serviço e o restaurante, tirando partido do intenso tráfego da artéria que constituía, à época, a principal ligação entre Lisboa e o Algarve. A facilidade…
/
Continue a ler →
Este importante vaso neolítico foi doado pelo escritor Mário de Carvalho, membro do Grupo de Amigos do Museu Nacional de Arqueologia. Pertencia à sua família e fora encontrado fortuitamente há muitos anos, no decurso de trabalhos agrícolas na Herdade do Monte da Vinha, freguesia de Alvalade do Sado e concelho…
/
Continue a ler →
Na várzea do Sado, entre este e a ribeira de Campilhas, mesmo nas imediações da vila de Alvalade, a mais recente carta militar, já desactualizada com a alteração no traçado ferroviário, assinala uma “estação experimental”, a que se acede a partir da vila por caminhos mal amanhados. Trata-se de um…
/
Continue a ler →
O Entrudo ou Carnaval — termos que para a maioria se fundem num mesmo sinónimo de folia, excessos e transgressões toleradas por esta época onde quase tudo se desculpa — tem raízes ancestrais na memória coletiva de Alvalade. A vivência desta festividade na vila ficou perpetuada pelo olhar do Padre…
/
Continue a ler →
A fotografia, captada em anos passados, preserva a imagem da Rua Duque da Terceira briosamente ornamentada para as tradicionais festas em honra de Nossa Senhora da Conceição da Oliveira, a padroeira de Alvalade. Longe de ser um caso isolado, a este arruamento juntavam-se muitos outros no coração da vila, transformados…
/
Continue a ler →
Ao longo dos séculos, a arte de moer o grão panificável passou por profundas metamorfoses. Encontram-se ainda, por estas paragens, trituradores da Idade da Pedra, mós manuais da Idade dos Metais e mós asinárias — acionadas por animais, em regra azinhavreiros ou burros. Mais tarde, a presença árabe introduziu o…
/
Continue a ler →
A Azinhaga do Adro (atual Rua Padre Jorge de Oliveira), o Largo do Adro (atual Largo 25 de Abril), a Rua do Adro (atual Rua 25 de Abril), a Rua de S. Pedro, a Travessa do Adro (atual Rua Padre Abel Varzim), a Rua de Lisboa, a Travessa do Espírito…
/
Continue a ler →
Era a senhora Maria Grandona quem as mulheres, geralmente, chamavam quando se encontravam nos apertos do parto, e daí o ser conhecida e havida por parteira. Não vá alguém supor, atendendo ao seu apelido que fosse alguma virago. Nada disso; era de estatura meã, magra e tomava rapé. Tinha sempre…
/
Continue a ler →
O começo da assistência pública em Alvalade, deve localizar-se no ano de 1570, em que foi instituída pelo povo desta freguesia, a (Santa Casa da) Misericórdia. O seu Estatuto e Compromisso era o mesmo das outras Misericórdias já existentes no país. Não conheço as circunstâncias que acompanharam a sua fundação,…
/
Continue a ler →
Comentários recentes